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Jornal diz que premiê da Nova Zelândia foi ameaçada de morte

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Uma semana após ataque em Christchurch, Jacinda Adern recebe mensagem por rede social que dizia que ela seria a “próxima”

Jacinda Ardern, premiê da Nova Zelândia (Edgar Su/Reuters)

Sydney — A primeira-ministra da Nova Zelândia, Jacinda Ardern, recebeu uma ameaça de morte a partir de uma conta nas redes sociais que aparentemente possui mensagens supremacistas e após o ataque contra duas mesquitas do país.

Um porta-voz da Polícia da Nova Zelândia afirmou à Agência EFE que “tem conhecimento de um comentário feito no Twitter e está fazendo as investigações”, sem fornecer mais detalhes.

De acordo com o jornal “New Zealand Herald”, a mensagem no Twitter, que ficou nas redes por cerca de 48 horas até a conta ser suspensa na tarde de sexta-feira, 22, foi enviada ao perfil da premiê e continha uma foto de uma arma junto com a frase: “você é a próxima”.

Os usuários da plataforma relataram a ameaça contra Ardern e até alegaram ter armazenado evidências da mensagem e solicitaram a prisão do emissor do tuíte.

O “Herald” indicou que a conta desde onde foi realizada a mensagem tinha outras supremacistas e de ódio, embora a identidade de seu proprietário não tenha sido revelado.

Esta ameaça de morte acontece uma semana depois do ataque a duas mesquitas em Christchurch, no qual 50 pessoas foram supostamente mortas pelo australiano Brenton Tarrant, um supremacista branco de 28 anos que disparou contra muçulmanos que estavam orando em seus templos.

O ataque foi retransmitido através do Facebook durante 17 minutos pelo agressor, que além disso publicou um manifesto nas redes sociais para que plataformas como Twitter, YouTube e outras fossem criticadas por seu papel na divulgação.

Após o massacre, Ardern se apresentou para descrever o ataque como “terrorista” e condená-lo com o lema “somos um, eles somos nós” e mostrar seu apoio à comunidade muçulmana em todos os momentos, assim como anunciou uma reforma da lei de armas para evitar que esses atos aconteçam novamente.

Fonte Exame

 

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Em “apartheid climático”, pobres serão os mais impactados, diz ONU

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Relatório apresentado ao Conselho de Direitos Humanos da ONU aponta que ricos podem evitar os efeitos das mudanças do clima, agravando extrema-pobreza

Mudanças climáticas: Enchentes, secas, chuvas ou calor intensos devem ser cada vez mais frequentes no planeta e, de acordo com relatório da ONU, as populações pobres devem ser as mais prejudicadas (Joe Raedle/Getty Images)

Genebra — O mundo está a caminho de um “apartheid climático”, em que os ricos compram formas de evitar os piores efeitos do aquecimento global enquanto os pobres sofrem os impactos, afirmou nesta terça-feira um relatório de direitos humanos da ONU.

O relatório, apresentado ao Conselho de Direitos Humanos da ONU pelo relator especial sobre pobreza extrema, Philip Alston, disse que as empresas deveriam desempenhar um papel vital no enfrentamento das mudanças climáticas, mas que não se pode confiar nos negócios para cuidar dos pobres.

“Uma dependência excessiva do setor privado pode levar a um cenário de apartheid climático em que os ricos pagam para escapar do superaquecimento, da fome e do conflito, enquanto o resto do mundo sofre”, escreveu o relator.

Alston citou nova-iorquinos vulneráveis que ficaram sem energia ou assistência médica quando o furacão Sandy atingiu a cidade em 2012, enquanto “a sede do Goldman Sachs estava protegida por dezenas de milhares de sacos de areia e energia de seu próprio gerador”.

Apoiar-se exclusivamente no setor privado para proteger populações contra o clima extremo e o aumento do nível do mar “quase garantiria violações em massa dos direitos humanos, com os abastados abastecidos e os mais pobres deixados para trás”, escreveu. “Mesmo sob a melhor das hipóteses, centenas de milhões enfrentarão insegurança alimentar, migração forçada, doença e morte”, acrescentou.

O relatório criticou governos por fazerem pouco mais do que enviar autoridades a conferências para fazer “discursos sombrios”, apesar de cientistas e ativistas climáticos terem tocado sinais de alarme desde os anos 1970.

Houve alguns acontecimentos positivos, no entanto, com os preços de energia renovável caindo, o carvão se tornando não competitivo, as emissões diminuindo em 49 países e 7.000 cidades, 245 regiões e 6.000 empresas comprometidas com a mitigação dos efeitos da mudança climática.

 

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Nicolás Maduro pode cair, afirma ex-chefe de inteligência da Venezuela

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Cristopher Figuera ajudou a coordenar uma rebelião fracassada contra o presidente Nicolás Maduro em abril; Venezuela vive crise sem precedentes

Nicolás Maduro: “Percebi que Maduro é o chefe de uma empresa criminal, com a própria família envolvida”, disse ex-funcionário do governo (Miraflores Palace/Handout/Reuters)

O ex-chefe do serviço de inteligência da Venezuela Cristopher Figuera, que fugiu para a Colômbia depois de coordenar uma rebelião fracassada contra o presidente Nicolás Maduro em abril, desembarcou na segunda-feira nos Estados Unidos e afirmou ter certeza de que o governante pode cair.

“Estou orgulhoso do que fiz”, declarou Figuera em uma entrevista ao jornal Washington Post, concedida na semana passada em Bogotá e publicada na segunda-feira. “Até o momento, o regime está à nossa frente. Mas isto pode mudar rapidamente”, completou.

Figuera foi demitido do cargo de diretor do Serviço Bolivariano de Inteligência Nacional (Sebin) durante a frustrada rebelião militar contra Maduro de 30 de abril, liderada pelo opositor Juan Guaidó.

Cristopher Figuera, que foi chefe de segurança do falecido presidente venezuelano Hugo Chávez, mentor de Maduro, passou dois meses escondido na capital colombiana até a viagem para os Estados Unidos na segunda-feira, de acordo com o Post.

O jornal afirma que, nas 12 horas de entrevista com Figuera, o militar revelou graves atos de corrupção vinculados ao governo de Maduro.

Ele citou negócios ilícitos no comércio de ouro com a participação de um assistente de Nicolás Maduro Guerra, filho do presidente.

Denunciou casos de lavagem de dinheiro vinculados ao ex-vice-presidente Tareck El Aissami, atual ministro da Indústria e acusado de narcotráfico nos Estados Unidos.

Também afirmou que células do Hezbollah operam em vários pontos da Venezuela e revelou uma forte influência cubana no palácio presidencial em Caracas, com ligações constantes do ex-presidente de Cuba Raúl Castro a Maduro.

“Percebi que Maduro é o chefe de uma empresa criminal, com a própria família envolvida”, disse o homem que é chamado de “espião” da CIA por Maduro.

Preso político

Suas declarações e a notícia de seu desembarque nos Estados Unidos foram divulgadas no mesmo dia que o ex-comandante da polícia venezuelana Iván Simonovis, detido em 2004, anunciou sua liberdade no Twitter, ao lado de fotos na capital americana.

“ESTOU LIVRE! Estou na rua graças ao esforço de muitas pessoas, mas especialmente dos funcionários ativos que não estão a serviço da tirania. Eles estão do lado correto: o da Liberdade e Democracia para a Venezuela”.

Simonovis, que cumpria pena de 30 anos de prisão por dois assassinatos cometidos durante um golpe de Estado contra Chávez em 2002. Ele deixou em 16 de maio a prisão domiciliar a que estava submetido desde 2014 após um “indulto” emitido por Guaidó na qualidade de presidente interino, cargo reconhecido por mais de 50 países.

O ex-chefe de polícia de Caracas não havia informado sobre seu paradeiro, mas na segunda-feira tuitou duas fotos ao lado do monumento em homenagem ao libertador Simón Bolívar no centro de Washington.

Simonovis era considerado pela oposição e organizações de defesa dos direitos humanos um dos “presos políticos” mais antigos na Venezuela.

Manifestantes da oposição enfrentam veículos militares perto do Generalisimo Francisco de Miranda Base Aérea "La Carlota" em Caracas

 

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Calor extremo mata sete imigrantes na fronteira dos Estados Unidos

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Autoridades americanas informaram que uma mulher, dois bebês e uma criança estão entre os mortos

Imigração: a Patrulha da Fronteira registrou 283 mortes de imigrantes na fronteira entre EUA e México em 2018 (Joe Raedle/Getty Images)

Autoridades do Texas informaram na segunda-feira que sete imigrantes morreram, incluindo uma mulher, dois bebês e uma criança, em uma demonstração dos perigos do calor extremo do verão à medida que famílias da América Central tentam cruzar a fronteira entre México e Estados Unidos.

A mulher e as três crianças podem ter morrido dias antes de serem encontradas pela patrulha da fronteira próximo do Rio Grande, no sul do Texas, no domingo, de acordo com uma autoridade local, que pediu anonimato.

A exposição ao calor e a desidratação são as possíveis causas de morte.

A oeste, na região de Del Rio, agentes da fronteira resgataram os corpos de dois homens após ligações anônimas em 19 e 20 de junho alertarem sobre imigrantes perdidos, informou a agência de proteção da fronteira.

Outro corpo em decomposição foi encontrado em 20 de junho na margem do Rio Grande.

“As temperaturas extremas durante essa época do ano podem ser fatais”, disse o chefe da patrulha fronteiriça na região de Del Rio, agente Raul Ortíz.

A administração de Trump estabeleceu limites para quantas pessoas podem solicitar asilo todos os dias nos portos de entrada. Meses à espera de entrevistas, as famílias migrantes tentam, às vezes, cruzar a fronteira de modo arriscado para fazer suas solicitações.

Os coiotes, como são chamados intermediários do tráfico ilegal de pessoas na fronteira, colocam em risco a vida dos imigrantes, deixando-os em áreas isoladas ou enviando-os através do Rio Grande em jangadas improvisadas.

A Patrulha da Fronteira registrou 283 mortes de imigrantes no limite entre EUA e México em 2018. Ativistas de direitos humanos dizem que o número é muito maior, pois os restos mortais de muitas vítimas nunca são encontrados e os dados da agência não incluem todas as mortes registradas pelas autoridades locais.

 

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