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IPCA para 2018 sobe de 4,03% para 4,17%, segundo Boletim Focus

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Já a projeção para o índice em 2019 permaneceu em 4,10%

Pixabay

Os economistas do mercado financeiro elevaram a previsão para o IPCA – o índice oficial de preços – de 2018. O Relatório de Mercado Focus, divulgado nesta segunda-feira, 9, pelo Banco Central (BC), mostra que a mediana para o IPCA este ano foi de 4,03% para 4,17%. Há um mês, estava em 3,82%.

Já a projeção para o índice em 2019 permaneceu em 4,10%. Quatro semanas atrás estava em 4,07%. O relatório Focus trouxe ainda a projeção para o IPCA em 2020, que seguiu em 4,00%. No caso de 2021, a expectativa permaneceu em 4,00%. Há quatro semanas, essas projeções eram de 4,00% para ambos os anos.

A projeção dos economistas para a inflação em 2018 está dentro da meta deste ano, cujo centro é de 4,5%, com margem de tolerância de 1,5 ponto porcentual (índice de 3,0% a 6,0%).

Na última sexta-feira, 6, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o IPCA de junho subiu 1,26%, sob o efeito da greve dos caminhoneiros, que perdurou até o início do mês passado. A taxa acumulada no primeiro semestre foi de 2,60% e nos 12 meses encerrados em junho de 4,39%.

Entre as instituições que mais se aproximam do resultado efetivo do IPCA no médio prazo, denominadas Top 5, a mediana das projeções para 2018 no Focus foi de 3,83% para 4,10%. Para 2019, a estimativa do Top 5 seguiu em 4,00%. Quatro semanas atrás, as expectativas eram de 3,63% e 4,00%, respectivamente.

No caso de 2020, a mediana do IPCA no Top 5 permaneceu em 4,00%, igual ao verificado há um mês. A projeção para 2021 no Top 5 seguiu em 3,75%, também igual ao visto um mês atrás.

Selic

A mediana das projeções para a Selic (taxa básica de juros) este ano seguiu em 6,50% ao ano. Há um mês, estava no mesmo patamar. Já a projeção para a Selic em 2019 permaneceu em 8,00% ao ano, igual ao verificado há quatro semanas.

No caso de 2020, a projeção para a Selic seguiu em 8,00% e, para 2021, também permaneceu em 8,00%. Há um mês, os porcentuais projetados eram de 8,00% para ambos os anos.

Em 20 de junho, o Copom manteve a Selic no patamar de 6,50% ao ano. Na decisão, o colegiado não deu sinais de que vai manter a Selic neste nível nos próximos meses, ao contrário do que fez na reunião anterior, de maio. O Copom procurou ressaltar que as próximas decisões sobre juros dependerão da evolução da atividade, dos riscos para a inflação e das projeções para os índices de preços. Isso foi reiterado tanto na ata do Copom quanto no Relatório Trimestral de Inflação (RTI), divulgados no fim de junho.

Para o grupo dos analistas consultados que mais acertam as projeções (Top 5) de médio prazo, a mediana da taxa básica em 2018 seguiu em 6,50% ao ano, igual ao verificado um mês antes. No caso de 2019, a projeção do Top 5 para a Selic foi de 7,88% para 7,75%, ante 8,00% de quatro semanas atrás. No caso de 2020, foi de 9,00% para 8,50% e, para 2021, passou de 9,00% para 8,50% Há um mês, estavam em 9,00% para 2020 e 2021.

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Economia

Brasil registra déficit de US$1,1 bi nas transações correntes em fevereiro

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No mês, os investimentos diretos no país (IDP) somaram 8,400 bilhões de dólares, informou o Banco Central

Dólar e Real: saldo negativo nas transações correntes no país (Ricardo Moraes/Reuters)

Brasília — As contas externas brasileiras apresentaram resultado negativo em fevereiro. O déficit em transações correntes (compras e vendas de mercadorias e serviços e transferências de renda do país com outras nações) chegou a US$ 1,134 bilhão, segundo dados divulgados nesta segunda-feira, 25, pelo Banco Central (BC). O resultado, entretanto, foi menor do que o registrado em fevereiro de 2018, um déficit de US$ 2,043 bilhões.

De janeiro a fevereiro, o déficit registra US$ 7,678 bilhões, contra US$ 8,335 bilhões em igual período do ano passado.

Entre os dados das contas externas está a balança comercial, que registrou superávit de US$ 3,161 bilhões, em fevereiro. A conta de serviços (viagens internacionais, transporte, aluguel de investimentos, entre outros) teve saldo negativo de US$ 2,058 bilhões em fevereiro deste ano.

A conta renda primária (lucros e dividendos, pagamentos de juros e salários), que também faz parte das transações correntes, ficou negativa em US$ 2,409 bilhões no mês passado.

A conta de renda secundária (renda gerada em uma economia e distribuída para outra, como doações e remessas de dólares, sem contrapartida de serviços ou bens) teve resultado positivo de US$ 171 milhões, em fevereiro.

Investimento estrangeiro

Em fevereiro, o resultado negativo para as contas externas não foi totalmente coberto pelos investimentos diretos no país (IDP). Quando o país registra saldo negativo em transações correntes precisa cobrir o déficit com investimentos ou empréstimos no exterior.

A melhor forma de financiamento do saldo negativo é o IDP, porque os recursos são aplicados no setor produtivo. No mês passado, o IDP chegou a US$ 8,4 bilhões. Em igual mês de 2018, esses investimentos chegaram a US$ 4,712 bilhões. No primeiro bimestre, esses investimentos totalizaram US$ 14,266 bilhões.

Fonte Exame

 

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Economia

Membro do Fed diz que curva de juros mostra chance maior de recessão

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Presidente distrital da instituição em Chicago afirmou que o crescimento dos EUA deverá ser mais fraco neste primeiro trimestre

Dólar: para Charles Evans, economia americana volta a crescer no segundo trimestre (Adam Gault/Getty Images)

São Paulo — O presidente da distrital do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) em Chicago, Charles Evans, disse que a inversão da curva de juros no fim da semana passada – quando o spread entre a T-bill de três meses e a T-note de 10 anos ficou negativo pela primeira vez em mais de uma década – indica probabilidade ligeiramente maior de a economia americana entrar em recessão.

Evans ressaltou, porém, que a tendência de achatamento da curva de juros não é uma surpresa.

Em entrevista à TV Bloomberg exibida nesta madrugada, Evans também comentou que o crescimento dos EUA deverá ser mais fraco neste primeiro trimestre, mas previu uma recuperação da atividade já no trimestre seguinte.

Evans disse ainda que a política monetária do Fed está quase no nível neutro, em que as taxas de juros nem estimulam nem prejudicam o crescimento econômico.

Evans, que vota nas reuniões do Fed este ano, também citou a desaceleração da China e a questão do Brexit – como é conhecido o processo para que o Reino Unido se retire da União Europeia – como fatores de incertezas para a futura direção da política do BC americano.

Fonte exame

 

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Economia

Em crise, prefeitos vão a Brasília e negociam por Previdência

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Um terço das prefeituras fechou 2018 no vermelho, segundo levantamento do Conselho Nacional dos Municípios

Paulo Guedes: ministro da Economia falará a prefeitos sobre seu papel na nova Previdência (Pilar Olivares/Reuters)

A segunda-feira é dia para líderes municipais mostrarem que a crise financeira vai além da União e dos estados. Uma série de prefeitos chega à capital hoje para a 75ª Reunião Geral da Frente Nacional de Prefeitos, na qual encontram-se com nomes como o ministro da Economia Paulo Guedes.

Guedes falará aos prefeitos, na programação oficial, na palestra “A nova Previdência e os municípios”, às 14h05. Também participa o secretário especial da Previdência e Trabalho, Rogério Marinho. Segundo informou a organização a EXAME, mais de 70 prefeitos já haviam confirmado presença até a última sexta-feira.

Os municípios também entram na reforma da Previdência apresentada pelo governo em fevereiro. Na proposta, servidores estaduais e municipais terão a contribuição aumentada para 22%, embora a mudança deva ser aprovada antes pelas câmaras municipais.

A expectativa é que os prefeitos ajudem a convencer parlamentares de suas regiões a votarem a favor do governo no Congresso. Os prefeitos, a maioria tão sobrecarregada com a Previdência quanto o governo federal, devem apoiar a reforma em suas cidades. Por outro lado, cidades menores, onde parte significativa da economia é movimentada por benefícios da Previdência, podem oferecer resistência.

Em troca de apoio, Guedes prometeu, em encontro com membros da Frente Nacional dos Prefeitos em janeiro, aumentar a fatia dos impostos que são destinados aos municípios para 60%. Atualmente, municípios ficam com 20% dos tributos, ante 55% da União e 25% dos estados. Guedes afirmou que vai enviar essa proposta ao Congresso logo após aprovar a reforma da Previdência.

Além da programação oficial, prefeitos devem aproveitar a ida a Brasília para reuniões paralelas com congressistas e ministros, em meio a uma semana que promete ser tensa — diante da prisão do ex-presidente Michel Temer e a expectativa de que a reforma da Previdência comece a ser discutida na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) na terça-feira.

Um terço das prefeituras fechou 2018 no vermelho, segundo levantamento do Conselho Nacional dos Municípios. Com o governo precisando de apoio, pode ser o melhor momento para negociar um alívio em troca de apoio.

Fonte Exame

 

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