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Inflação é de 0,32% em janeiro com impacto de alimentos e bebidas

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Gasolina caiu 2,41% e puxou sozinha o IPCA para baixo em 0,11 ponto percentual; acumulado em 12 meses ficou em 3,78%, abaixo do centro da meta

Alimentos e bebidas são o principal componente da cesta do IPCA (Imageegaml/Thinkstock)

São Paulo – A inflação no Brasil foi de 0,32% em janeiro, de acordo com dados divulgados nesta sexta-feira (07) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A taxa medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) veio abaixo da expectativa do mercado (0,38%) e próxima de janeiro do ano passado (0,29%), mas acelerou em relação a dezembro (0,15%).

O acumulado em 12 meses ficou em 3,78%, um pouco acima dos 3,75% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores.

O centro da meta de inflação para o ano fechado de 2019 é 4,25% com tolerância de 1,5 ponto percentual para baixo (2,75%) ou para cima (5,75%).

Grupos

Os alimentos e bebidas, que compõe cerca de um quarto do peso da cesta de produtos avaliados, foram o principal fator de pressão.

O grupo teve alta de 0,90% e impacto de 0,22 ponto percentual na taxa final com destaque para itens como feijão-carioca (19,76%), cebola (10,21%), frutas (5,45%) e carnes (0,78%).

Pedro Costa, analista de IPCA, explica em nota que os preços dos alimentos tem impacto de fatores sazonais: no caso das frutas, por exemplo, há um aumento de demanda nos meses mais quentes.

A segunda maior pressão veio do grupo de Despesas Pessoais, com alta de 0,61% e impacto de 0,07 p.p. no IPCA. As férias ajudaram a pressionar itens como excursão (6,77%) e hotel (1,06%), escreve Costa.

O único grupo que teve queda de preços em janeiro foi o de Vestuário: -1,15%, com impacto negativo de 0,07 ponto percentual na taxa.

O movimento pode ser atribuído às liquidações de janeiro após o período de preços mais altos em dezembro com as vendas de natal, segundo Costa.

Individualmente, o maior impacto negativo do mês foi da gasolina, que caiu 2,41% e puxou sozinha o IPCA para baixo em 0,11 ponto percentual.

Também caíram o etanol (-0,75%) e o óleo diesel (-1,61%). Os combustíveis de forma geral caíram pelo terceiro mês seguido, mas a queda foi menor em janeiro (-2,09%) do que em dezembro (-4,25%).

A passagens aéreas, que haviam subido 29,12% em dezembro, caíram 3,59% em janeiro, com impacto de -0,02 ponto na taxa final.

A maior pressão para cima no grupo dos Transportes ficou com os ônibus urbanos: alta de 2,67% com impacto de 0,07 ponto percentual, devido aos reajustes nas tarifas em cinco das dezesseis regiões pesquisadas.

No balanço, o grupo Transportes foi de uma deflação de 0,54% em dezembro para uma leve alta de 0,02% em janeiro.

Grupo Variação dezembro, em % Variação janeiro, em %
Índice Geral 0,15 0,32
Alimentação e Bebidas 0,44 0,9
Habitação -0,15 0,24
Artigos de Residência 0,57 0,32
Vestuário 1,14 -1,15
Transportes -0,54 0,02
Saúde e cuidados pessoais 0,32 0,26
Despesas pessoais 0,29 0,61
Educação 0,21 0,12
Comunicação 0,01 0,04

Grupo Impacto dezembro, em p.p. Impacto janeiro, em p.p.
Índice Geral 0,15 0,32
Alimentação e Bebidas 0,11 0,22
Habitação -0,02 0,04
Artigos de Residência 0,02 0,01
Vestuário 0,06 -0,07
Transportes -0,10 0,01
Saúde e cuidados pessoais 0,04 0,03
Despesas pessoais 0,03 0,07
Educação 0,01 0,01
Comunicação 0,00 0,00

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Economia

BNDES cria grupo para atender CPI que examina operações do banco

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Deputados e assessores participaram de apresentações sobre as atividades do banco, interagindo com o corpo técnico e a diretoria

BNDES: CPI de olho nas operações entre 2003 e 2015 (Pilar Olivares/Reuters)

Rio de Janeiro — O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) criou um Grupo de Trabalho para atender com informações e documentos solicitados pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Câmara dos Deputados, criada para examinar operações do banco de 2003 a 2015, com foco no financiamento à internacionalização de empresas. Uma comitiva de parlamentares da CPI visitou a sede do BNDES nesta quarta-feira, 17, e foi recebida pelo presidente do banco, Joaquim Levy, e por membros do Grupo de Trabalho, informou a instituição de fomento, em nota.

Segundo o BNDES, deputados e assessores participaram de apresentações sobre as atividades do banco, interagindo com o corpo técnico e a diretoria. “O controle feito pelo Poder Legislativo é fundamental em um regime democrático”, afirmou Levy, segundo a nota divulgada pelo BNDES.

A visita começou com uma apresentação institucional sobre a governança, a transparência e a efetividade do BNDES, feita pelo superintendente da Área de Planejamento, Mauricio Neves. Na sequência, os parlamentares puderam conhecer e debater as ações de apoio à exportação conduzidas pelo BNDES. O superintendente da Área de Exportações, Leonardo Pereira Rodrigues dos Santos, explicou a tramitação dos processos de financiamento de exportação de serviços de engenharia a partir de 2005, desde a assinatura pelo governo federal de memorandos de entendimento com alguns países, até o detalhamento do volume de crédito a ser concedido.

A visita se encerrou às 16 horas, informou o BNDES. Segundo a nota do banco, a comitiva foi formada pelos deputados Vanderlei Macris (PSDB-SP), presidente da CPI, Paula Belmonte (PPS-DF), 1ª vice-presidente, Altineu Cortes (PR-RJ), relator, Coronel Chrisóstomo (PSL-RO), Glauber Braga (PSOL-RJ) e Paulo Ramos (PDT-RJ), além do secretário-executivo da CPI, Saulo Augusto Pereira, e pelo consultor legislativo Fabiano Jantália Barbosa.

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Economia

Indústria brasileira pode sofrer impacto com freada argentina

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Presidente argentino, Mauricio Macri, anunciou nesta quarta-feira um pacote de medidas para tentar amenizar a crise no país

Pacote anunciado para tentar amenizar a crise na Argentina não será suficiente para reduzir os impactos que a recessão tem causado no Brasil (Toru Hanai/Reuters)

O pacote anunciado nessa quarta-feira, 17, pelo presidente argentino, Mauricio Macri, para tentar amenizar a crise não será suficiente para reverter a trajetória de queda da economia – nem reduzir os impactos que a recessão no país vizinho tem causado no Brasil. O Instituto Brasileiro de Economia (Ibre), da FGV, projeta uma recessão de 2,2% na Argentina em 2019 e nessa quarta revia para baixo a estimativa de crescimento da indústria brasileira por causa da queda esperada nas exportações para o país. O novo número será divulgado apenas na próxima semana, mas será inferior ao 1,9% que havia sido calculado em março.

“No fim de 2018, esperávamos uma melhora na Argentina no segundo semestre deste ano. Essa expectativa não se configura mais. A notícia de hoje (quarta-feira), de se mexer nos preços dos produtos, é péssima, é um sinal de que as coisas saíram do controle”, disse Luana Miranda, economista do Ibre. “Estamos finalizando a nova projeção da indústria, muito em parte por causa do efeito argentino”, acrescentou.

Em recessão, a Argentina deve reduzir ainda mais as compras de produtos brasileiros, principalmente de itens industrializados. Luana destaca que, entre janeiro e abril de 2018, os embarques do Brasil para o país cresceram quase 8% na comparação com o mesmo período do ano anterior. Após a chegada da crise – entre maio e dezembro -, eles despencaram 30%. No acumulado de 2019, o recuo chega a 48%.

Além de prejudicar as exportações e a indústria brasileira, situação argentina serve de alerta para o País, diz o economista-chefe do Goldman Sachs para a América Latina, Alberto Ramos. “O excesso de gradualismo é uma estratégia de risco alto, que depois pode criar a necessidade de um ajuste econômico e social mais forte”, afirma, em referência a política de Macri de fazer um ajuste fiscal lentamente. O gradualismo é apontado por economistas como um dos responsáveis pela crise argentina.

Ramos destaca ainda que, no Brasil, se fala da necessidade de se fazer um ajuste desde o fim do primeiro mandato de Dilma Rousseff. Até agora, porém, muito pouco foi feito. “Estamos incubando vulnerabilidade.” O economista compara o cenário argentino atual com o do Brasil do fim de 2014, quando Joaquim Levy assumiu o ministério da Fazenda e as expectativas estavam desancoradas, o câmbio desvalorizado e a inflação subia apesar dos altas na taxa de juros básica, a Selic, impostas pelo Banco Central. “A situação argentina é muito parecida, mas num patamar muito maior.”

Janela de oportunidade

Para o economista Fabio Giambiagi, a crise no país vizinho mostra a “importância de não se perder uma janela de oportunidade” para fazer um ajuste. Na Argentina, diz ele, havia esse espaço no começo do governo Macri, quando o mercado estava de lua de mel com o presidente.

Giambiagi destaca, no entanto, que, apesar de também ter a necessidade de passar por um ajuste fiscal, o Brasil está em uma situação melhor que a da Argentina, pois não há descontrole de preços nem déficit de conta corrente.

 

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Economia

Dólar tem leves variações antes de feriado e após adiamento na CCJ

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Às 9:07, o dólar recuava 0,05 por cento, a 3,9324 reais na venda

Câmbio: dólar tinha leves variações ante o real no início do pregão desta quinta-feira (Mohamed Abd El Ghany/Reuters)

São Paulo — O dólar tinha leves variações ante o real no início do pregão desta quinta-feira, véspera de feriado nacional, com investidores adotando cautela ligada à Previdência após o adiamento da votação da proposta na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara na quarta-feira.

Às 9:07, o dólar recuava 0,05 por cento, a 3,9324 reais na venda.

Na véspera, a divisa avançou 0,83 por cento, a 3,9343 reais, maior patamar de fechamento desde 27 de março.

O dólar futuro rondava a estabilidade.

O Banco Central realiza nesta sessão leilão de até 5,350 mil swaps cambiais tradicionais, correspondentes à venda futura de dólares, para rolagem do vencimento de maio, no total de 5,343 bilhões de dólares.

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