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Indicação de amigo de Bolsonaro é criticada na Petrobras

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Por causa da Lava Jato, a empresa passou a fazer muitas exigências para preencher as gerências executivas, posto que será ocupado por Nagem

O presidente da República, Jair Bolsonaro, durante cerimônia de posse aos presidentes de bancos públicos, realizada no Palácio do Planalto, em Brasília (DF) – 07/01/2019 (Evaristo Sá/AFP)

A indicação de Carlos Victor Guerra Nagem, amigo do presidente Jair Bolsonaro, para ocupar uma das gerências executivas da Petrobras provocou muitas críticas entre funcionários da empresa, já que o favorecido não teria as qualificações necessárias para exercer a função. Em janeiro de 2016, no rastro da Operação Lava Jato e ainda no governo de Dilma Rousseff, foram divulgadas as normas que passaram a definir quem poderia ocupar esses cargos.

Os critérios incluem análise de integridade, capacitação técnica e de gestão – as exigências foram criadas para tentar evitar influência política nas nomeações. Na hierarquia da petroleira, os gerentes executivos ficam logo abaixo dos diretores e têm salários superiores a 45 mil reais.

A Petrobras passou a abrir processos seletivos entre seus funcionários para o preenchimento desses cargos, como ocorreu em junho de 2017, quando buscava um novo gerente executivo de Projetos de Desenvolvimento da Produção. Em comunicado interno, a empresa informou que, entre outras qualificações, os candidatos deveriam ter dez anos de experiência gerencial em empresa de grande porte ou na própria Petrobras. Também deveriam ter gerenciado projetos na área por, no mínimo, cinco anos.

A primeira avaliação seria feita por um comitê formado por gerentes executivos, que encaminhariam uma lista tríplice para o diretor da área, que selecionaria um dos inscritos para entrevistas com o presidente da Petrobras e com o diretor de Comitê de Indicação, Remuneração e Sucessão. A decisão final seria tomada pela diretoria executiva da empresa e pelo Conselho de Administração.

Currículo

No currículo de Nagem divulgado na quinta-feira 10 pelo presidente da República no Twitter não consta nenhuma referência à passagem do indicado por cargos de gerência. Funcionário da Petrobras há onze anos, capitão da reserva da Marinha e mestre em Administração pela UFRJ, Nagem disputou duas eleições no Paraná para cargos no Legislativo – em ambas foi derrotado. Seu nome ainda terá que ser aprovado pelo Conselho de Administração da empresa, mas na quinta 10, Bolsonaro dava sua nomeação como certa: escreveu no Twitter que o amigo “assumirá” o cargo de gerente executivo de Inteligência e Segurança Corporativa.

Nesta sexta-feira, 11, o presidente voltou ao Twitter para ironizar as críticas pela indicação de Nagem: “Peço desculpas à grande parte da imprensa por não estar indicando inimigos para postos em meu governo!”, escreveu. Fonte: Portal Veja

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Governistas querem defender Moro na CCJ; oposição promete questionamento

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Audiência será realizada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado e está marcada para começar as 9h

Sergio Moro: ministro da Justiça e Segurança Pública está no Senado nesta quarta-feira, 19 (Bruno Kelly/Reuters)

Brasília — O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, esttá no Senado nesta quarta-feira (19) para explicar as supostas mensagens trocadas com procuradores da Lava Jato durante a Operação.

Moro vai ao Senado um dia depois de novas mensagens divulgadas pelo site The Intercept Brasil, nas quais o ex-juiz teria questionado, em 2017, uma investigação envolvendo o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB).

O ministro fala agora por 30 minutos para fazer uma exposição inicial. Na sequência, cada senador terá cinco minutos para fazer perguntas. Moro terá cinco minutos para responder, além de dois minutos para réplica e outros dois para tréplica.

As inscrições para os senadores começaram mesmo antes do início da audiência. O primeiro a chegar, às 7h45, e a se inscrever foi o líder do PDT, Weverton (MA). A segunda foi a senadora Soraya Thronicke (PSL-MS).

A estratégia de governistas é defender Moro no colegiado atacando a invasão de celulares e classificando como normais os contatos entre magistrados e procuradores.

Já a oposição quer concentrar as perguntas no conteúdo das mensagens divulgadas, questionando o ministro sobre sua conduta enquanto juiz da Lava Jato. Alguns parlamentares ponderam que ainda querem aguardar novas revelações do caso.

Nesta terça, 18, o ministro da Justiça almoçou com deputados da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e com a senadora Soraya. Ela relatou que Moro mostrou tranquilidade com sua presença no Senado.

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G20: Bolsonaro diz que terá reunião privada com primeiro-ministro do Japão

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Na terça-feira foi Dia da Imigração Japonesa no Brasil e o presidente aproveitou a data para anunciar o encontro com Shinzo Abe

Jair Bolsonaro: presidente anuncia, via Twitter, encontro com primeiro-ministro japonês durante o G20 (Antonio Cruz/Agência Brasil)

São Paulo — O presidente da República, Jair Bolsonaro, utilizou sua conta pessoal no Twitter na manhã desta quarta-feira, 19, para anunciar que na próxima semana irá a Osaka, no Japão, onde ocorrerá o encontro do G20, e tem planos de se encontrar, “em reunião privada”, com o primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe.

Esta terça-feira, 18 de junho, foi Dia da Imigração Japonesa no Brasil. Hoje, o presidente aproveitou a data para anunciar o encontro com Abe e exaltar os descendentes de japoneses no país, que vêm promovendo “imensa contribuição cultural, econômica e tecnológica” para o país, de acordo com Bolsonaro.

 

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Bolsonaro diz que nada pode fazer se decreto de armas for derrubado

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Presidente defendeu medida que facilita porte destes artefatos e acrescentou que tenta convencer senadores a manter o texto

O presidente da República, Jair Bolsonaro fala com a imprensa em Dallas, no estado americano do Texas – 15/05/2019 (Marcos Corrêa/PR)

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) afirmou nesta terça-feira, 18, que é um “democrata”, e não um “ditador”, ao responder sobre o que faria caso o Congresso Nacional derrube o decreto de armas editado por ele. “Eu não posso fazer nada, não sou um ditador, sou democrata”, disse. Por outro lado, o presidente voltou a defender o decreto, e disse que tem conversado com senadores sobre o tema. O Senado deve decidir nesta terça-feira se derruba ou não o texto assinado por Bolsonaro que flexibilizou o porte de armas no Brasil.

“Tenho conversado, sim, com senadores, explicando, conversando. Sabemos que no Brasil hoje em dia quem está à margem da lei está armado. Nada mais estou fazendo do que atendendo à vontade do povo expressa nas urnas em 2005 por ocasião do referendo”, disse Bolsonaro à imprensa após a cerimônia de hasteamento da Bandeira Nacional, que antecedeu a reunião de conselho do governo.

Na semana passada, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou os projetos para anular o ato do presidente. A Constituição permite que o Congresso derrube um decreto que ultrapasse o poder regulamentar ou que trate de algo limitado exclusivamente ao Legislativo. Neste caso, o projeto de decreto legislativo precisa passar pelo plenário do Senado e pela Câmara dos Deputados para ser aprovado.

Naquela ocasião, os senadores rejeitaram relatório do senador Marcos do Val (Cidadania-ES), que recomendava a derrubada dos sete projetos. Segundo o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), foi feito um acordo com as lideranças para que a proposta de autoria do senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) fosse analisada nesta semana.

O relatório favorável ao decreto presidencial teve nove votos favoráveis e quinze contrários na CCJ. Votaram contra os parlamentares dos partidos PT, Rede, Podemos, PSDB, PSB e PDT. Já o PSL, o DEM e o PSD votaram a favor. Agora, de acordo com o blog Radar, o clima em determinadas bancadas apontam para uma nova derrota de Jair Bolsonaro nesta terça.

O decreto de Bolsonaro questionado pelos senadores promove várias flexibilizações para o acesso a armas. Entre elas, concede o porte a 20 categorias profissionais e amplia de 50 para 5 mil a quantidade de munições que podem ser compradas por ano. A medida presidencial também amplia a possibilidade de importação de armas e permite que menores de 18 anos de idade, inclusive crianças, possam praticar tiro desportivo desde que autorizado pelos pais ou responsáveis legais.

 

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