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Incentivo a montadoras no Nordeste está mantido, diz governo

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Reunião entre secretário e membros da Ford gerou rumor de que benefícios poderiam ser retirados

Ford: montadora anunciou fechamento de fábrica em São Paulo (Paulo Whitaker/Reuters)

Os incentivos fiscais concedidos pelo governo federal ao setor automotivo no Nordeste não estão em risco. A garantia foi dada ao Estadão/ Broadcast pelo secretário de Produtividade, Emprego e Competitividade, Carlos da Costa, uma semana depois de uma reunião entre ele e executivos da Ford ter gerado o rumor de que os subsídios poderiam ser retirados, o que afetaria a fábrica da montadora em Camaçari, na Bahia.

“Existe um regime especial, recentemente prorrogado, que viabilizou investimentos não apenas da Ford, na Bahia, mas também da Fiat Chrysler em Pernambuco, por exemplo. As empresas que utilizam esse regime contam com essas regras para manutenção de seus investimentos. Não há ameaça a esses subsídios”, disse o secretário.

Na quinta-feira passada, Costa e executivos da Ford tiveram uma reunião para discutir o fechamento da fábrica de São Bernardo do Campo, encontro que também contou com a participação do prefeito da cidade, Orlando Morando, e da secretária de Desenvolvimento Econômico do Estado de São Paulo, Patricia Ellen da Silva.

Na reunião, o secretário afirmou que empresas que recebem incentivos fiscais têm de ter uma avaliação mais rigorosa do impacto social de suas ações, em referência à decisão da montadora de encerrar a operação no ABC Paulista. A declaração foi interpretada como uma ameaça aos subsídios que a montadora tem por manter uma fábrica na Bahia, em razão do regime especial para o Nordeste.

Costa explicou que, quando falou em incentivos, estava se referindo aos benefícios recebidos pela fábrica do ABC. “A fábrica de São Bernardo tem mais de 50 anos de atividade e, ao longo desse tempo, recebeu muitos incentivos fiscais, não apenas federais, mas também estaduais e municipais. Esse foi o ponto da nossa conversa. Em nenhum momento os incentivos recebidos pela montadora na Bahia foram discutidos”, contou.

“Mais especificamente, falamos sobre a responsabilidade da empresa em relação a possíveis impactos econômicos e sociais causados por uma decisão privada. E que essa responsabilidade, na avaliação do governo, é aumentada quando se trata de empresas que receberam subsídios. Estamos falando de retorno para a sociedade”, disse.

Após a reunião, o rumor de que a fábrica da Bahia estaria ameaçada estimulou uma mobilização por parte da bancada baiana no Congresso. Em encontro ocorrido ontem entre a bancada do Nordeste e o ministro da Economia, Paulo Guedes, uma explicação foi cobrada pelos baianos. Guedes disse que o secretário foi mal interpretado e reforçou que os subsídios não estão em risco.

O incentivo fiscal ao Nordeste vale até 2025 e foi prorrogado como parte do Rota 2030, o regime automotivo em vigor no Brasil, aprovado no fim do ano passado pelo Congresso e elaborado pela equipe econômica do governo de Michel Temer.

Fechamento

A Ford anunciou em fevereiro que vai deixar de atuar no segmento de caminhões, o que resultará no fechamento da fábrica de São Bernardo, responsável pela produção de veículos pesados da marca. A operação será encerrada ao longo de 2019. A empresa prometeu ao governo de São Paulo que os empregos serão preservados até novembro.

Hoje pela manhã, durante a cerimônia de posse dos novos deputados estaduais, os trabalhadores da Ford de São Bernardo do Campo (SP) farão protesto em frente ao prédio da Assembleia Legislativa para chamar a atenção dos políticos do Estado em relação ao fechamento da fábrica.

Fonte Exame

 

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Bolsonaro diz a jornal que cabe ao Congresso aperfeiçoar Previdência

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A jornal chileno, presidente tentou se afastar do chamado “toma lá dá cá” nas negociações, quando perguntado sobre esse modelo de acordo político

Governo Bolsonaro aguarda evolução da reforma da Previdência na Câmara dos Deputados (J. Batista / Câmara dos Deputados/Agência Brasil)

Santiago — O presidente da República, Jair Bolsonaro, afirmou, em entrevista ao jornal El Mercurio, do Chile, que a sociedade brasileira tem maturidade hoje para uma reforma da Previdência e que cabe aos parlamentares aperfeiçoar e aprovar a proposta enviada ao Congresso.

“O projeto que foi apresentado pelo governo é muito bom e cabe aos parlamentares aperfeiçoá-lo e aprová-lo”, disse o presidente em uma entrevista por escrito publicada em meia página do jornal, que destacou Bolsonaro na capa do periódico.

Bolsonaro tentou se afastar, novamente, do chamado “toma lá dá cá” nas negociações com o Congresso, quando perguntado sobre esse modelo de acordo político. “Creio que é possível governar em benefício do povo. Vivemos em um momento político onde a classe legislativa já entendeu que os antigos processos, como você disse, o toma lá dá cá, não persistirão em meu governo. Tenho a convicção de que juntos os poderes Executivos e Legislativo cumprirão seus papéis”, declarou.

Ele destacou que, com a reforma, o governo espera levar o País a um crescimento de 3,3% no PIB até 2023 e a uma economia fiscal de R$ 1 trilhão em dez anos (o jornal publicou o valor de R$ 1 bilhão, mas a assessoria do Planalto corrigiu o valor afirmando que houve equívoco da publicação).

Bolsonaro reforçou que, além das mudanças previdenciárias, o governo pretende fazer uma reforma tributária, desvincular o Orçamento e modernizar a legislação trabalhista para promover a “virada”.

Fonte Exame

 

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Entenda o Ibovespa, que aos 51 anos atingiu os 100 mil pontos

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Confira como funciona a bolsa de valores brasileira e veja as mudanças dos pregões ao longo dos anos

Telão no espaço onde era realizada a negociação de ações na época em que o pregão era feito no modelo viva-voz (Bruno Menezes/VEJA.com)

Nesta semana, o Ibovespa, o principal índice da bolsa de valores brasileira, a B3, ultrapassou pela primeira vez na história a marca dos 100.000 pontos. A primeira vez que o índice superou o patamar dos seis dígitos foi na segunda-feira, 18, às 14h50, quando foi a 100.038.

O índice, criado em janeiro de 1968, acaba de completar 51 anos e continuar a ser o principal indicador de desempenho das ações negociadas no Brasil. Considerado um termômetro do mercado financeiro, ele mostra como está a evolução dos valores das ações de empresas listada na bolsa.

Fazem parte do Ibovespa 65 papéis e cada um deles tem um peso específico. Entram nessa carteira virtual, os mais representativos da bolsa, e a composição é reavaliada a cada quatro meses. Ele tem como unidade de medida o ponto, que representa simplesmente um valor absoluto da carteira. A partir da valorização e desvalorização dos ativos, essa pontuação vai se alterando ao longo do período.

Ao todo, 396 ações de empresas estão listadas na B3 atualmente, e 23 índices são calculados e divulgados diariamente, como o Ibovespa, o financeiro, o de sustentabilidade etc.

O que é e como funciona a bolsa

Pode-se explicar a bolsa como um ponto de encontro entre compradores e vendedores de ações das companhias __um local para as pessoas realizarem investimentos. São investidores que querem participar do crescimento das empresas, que querem financiar essas companhias, apostando que elas vão crescer e gerar retornos financeiros.

“Assim como pode ter crescimento, por diversas questões, os papéis também podem se desvalorizar. Por ser um instrumento de renda variável, ele traz retornos maiores. E todo retorno maior traz um potencial de risco maior. Quanto maior o retorno, maior o risco”, explica Felipe Paiva, diretor de relacionamento com clientes no Brasil da B3.

As mudanças do pregão

Na década de 1970, o momento da negociação de compra e venda das ações das empresas era chamado de “pregão da pedra”, onde uma pessoa anotava com giz numa lousa gigante as informações de quem queria comprar determinado papel e de quem gostaria de vender, além dos respectivos valores.

Com a evolução do mercado, na década de 1980, criou-se o pregão viva-voz, ou seja, os operadores de bancos e corretoras, representando seus clientes, passaram a apregoar as cotações e as ordens de compra e de venda. Quando havia um acordo, o negócio era comunicado à bolsa, que divulgava para todo o mercado.

Em 30 de setembro de 2005, a bolsa, chamada de Bovespa na época, fez o seu último pregão viva-voz e passou a realizar as operações por sistemas eletrônicos. Segundo Paiva, o que motivou essa mudança do pregão foi a globalização e o desenvolvimento tecnológico. “O comportamento dos investidores foi se alterando ao longo do tempo, passando a demandar informações mais rápidas e mais precisas. Hoje, a pessoa já consegue por meio do celular comprar e vender ações.”

Com o fim do pregão viva-voz, as corretoras passaram a realizar as negociações em seus escritórios por meio dos sistemas eletrônicos.

Atualmente, a B3 mantém o espaço onde foram realizados os pregões viva-voz como um lugar para visitação e eventos. Lá há um grande telão com as cotações instantâneas das ações. A lousa de pedra ficou no passado.

Fonte Veja

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Governo leiloa áreas portuárias e espera investimento de R$ 199 mi

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Valor mínimo de outorga é de R$ 1, ou seja, investidores que definirão o quanto pagar

Áreas portuárias leiloadas estão na Paraíba e no Espírito Santo (Jonne Roriz/Agencia Estado/Exame/Dedoc)

O governo federal vai leiloar quatro áreas portuárias nesta sexta-feira, 22. Três estão em em Cabedelo (PB) e uma em Vitória (ES). O investimento total previsto nos quatro terminais é de 199 milhões de reais. O leilão, que acontece na sede da Bolsa de Valores, em São Paulo, faz parte dos planos do governo federal de realizar 23 concessões, incluindo portos, aeroportos e ferrovia, dentro dos primeiros 100 dias da gestão do presidente Jair Bolsonaro. Todas as quatro áreas são destinadas à movimentação e armazenagem de combustíveis.

O preço mínimo de outorga é de 1 real. O valor, segundo o Ministério de Infraestrutura, justifica-se pelo interesse de promover investimentos, melhorar prestação dos serviços dos portos e reduzir custos logísticos. Ou seja, o governo federal definiu um valor simbólico pela cessão do direito de explorar as áreas, de modo a deixar os próprios investidores definirem o quanto pagar.

O ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, defende o modelo e acredita que há um acerto em buscar parcerias de investimentos no setor privado. “Estamos atuando para dinamizar o setor portuário. O setor privado quer investir no Brasil, quer investir no setor e terá no ministério um parceiro do empreendedorismo. Nosso foco principal de atuação é a transferência de ativos para a iniciativa privada”, avaliou.

O secretário Nacional de Portos e Transportes Aquaviários do Ministério da Infraestrutura, Diogo Piloni, esclarece como será determinado o vencedor do certame. “O critério para julgamento dos arrendamentos portuários será o de maior valor de outorga, ou seja, maior lance pelas áreas, em reais”, explica.

Áreas

De acordo com o ministério, as três áreas de Cabedelo que serão concedidas à iniciativa privada são classificadas como brownfield – regiões já existentes que vão receber melhorias operacionais com contratos mais modernos e eficientes.

O prazo de arrendamento é de 25 anos. A AI-01 tem 18.275 metros quadrados de extensão, e serão exigidas pelo menos 19 mil toneladas de capacidade estática de armazenagem.

A área AE-10 tem 18.344 metros quadrados, e a previsão de investimento é de 36,5 milhões de reais. Para o atendimento da capacidade estática de armazenagem, estão previstos investimentos em tanques de aço-carbono de telhado fixo (sem fundação) e de uma estação de descarga e de carregamento.

A área AE-11 tem 20.465 metros quadrados e apresenta capacidade estática de 12.962 metros quadrados, com previsão de aumento para 31.288. Estão previstos investimentos de tanques de aço-carbono de telhado fixo (sem fundação), de uma estação de descarga e de uma estação de carregamento. A previsão de investimentos é da ordem de 35 milhões de reais.

O terminal VIX30, localizado no Porto de Vitória (ES), é um projeto greenfield, uma área nova, sem estrutura física, com prazo de arrendamento de 25 anos. A previsão de investimento é de 128 milhões de reais. A área a ser arrendada tem aproximadamente 74 mil metros quadrados e serve para movimentação de granéis líquidos (combustíveis).

Fonte Veja

 

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