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Incêndio no Centro de Treinamento do Flamengo deixa dez mortos

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Incêndio ocorreu na madrugada desta sexta-feira, dia 8, e também deixou três pessoas feridas

Flamengo: CT do time de futebol tem incêndio com vítimas fatais (Ricardo Moraes/Reuters)

Rio de Janeiro — Um incêndio deixou dez mortos e três pessoas feridas no Centro de Treinamento do Flamengo, em Vargem Grande, zona oeste do Rio, na madrugada desta sexta-feira, 8.

As chamas destruíram o alojamento onde dormem jogadores de base do Flamengo menores de 18 anos, segundo declarou o tenente-coronel dos bombeiros, Douglas Henaut, aos jornalistas.

Parentes estão no local em busca de informações.

As pessoas esperam por informações em frente ao centro de treinamento do Flamengo , clube de futebol do Rio , após um incêndio letal no Rio de Janeiro, Brasil, 8 de fevereiro de 2019

As pessoas esperam por informações em frente ao centro de treinamento do Flamengo (Ricardo Moraes/Reuters)

Jonathan Cruz Ventura, de 15 anos, está em estado gravíssimo e será transferido do Hospital Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca, para o Pedro II, em Santa Cruz, também na zona oeste.

Cauan Emanuel Gomes Nunes, de 14 anos, e Francisco Diogo Bento Alves, de 15 anos, estão internados no hospital da Barra da Tijuca. Segundo a secretaria, os dois inspiram cuidados.

O tenente-coronel do Corpo de Bombeiros também afirmou que as vítimas do incêndio no CT do Flamengo ainda não foram identificadas.

“A gente tem o local, que é o alojamento, onde os jogadores da base do Flamengo dormiam. A identificação das vítimas é feita posteriormente pela Polícia Civil”, disse.

Ele também afirmou ser cedo para falar sobre as causas da tragédia. “O que causou o incêndio só posteriormente pela perícia. Mas a identificação destes óbitos a perícia vai averiguar”.

Os bombeiros foram acionados às 5h17 da manhã. As equipes de bombeiros que estão no local já conseguiram controlar as chamas e neste momento trabalham para evitar novos focos. Por enquanto, se desconhece o motivo do incêndio.

Imagens aéreas divulgadas pela TV Globo mostraram uma parte da área do CT completamente destruída por chamas.

 

O Ninho do Urubu, considerado um dos centros de treinamento mais modernos da América Latina, conta com um módulo para a equipe profissional do Flamengo, dois campos, um espaço específico para a preparação de goleiros, além de uma área para alojamentos.

Em 2018, o Flamengo inaugurou uma nova estrutura para o time principal e deixou as instalações antigas para os jogadores das categorias de base do clube.

Chuvas

O Rio de Janeiro se recupera ainda do forte temporal que caiu sobre a cidade na noite de quarta-feira e que deixou seis mortos, causou inundações em vários pontos, deslizamentos de terra, queda de mais de 200 árvores e destruiu dezenas de veículos.

Segundo informações iniciais, em razão das fortes chuvas, na quinta-feira, o CT estava sem luz elétrica e por causa disso, velas estavam acesas no local.

O secretário estadual de Esportes, Felipe Bornier, chegou ao Ninho do Urubu por volta das 9h, e disse que o governador do Rio, Wilson Witzel, decretou três dias de luto no Estado em função das chuvas de ontem e também do incêndio.

Entidades se solidarizam com Flamengo

Nas redes sociais, uma corrente de solidariedade começou a circular assim que as informações foram chegando. Clubes do futebol brasileiro mandaram mensagens de apoio em suas redes sociais e desejaram força aos envolvidos no incêndio.

O próprio Flamengo também já se manifestou: “O Flamengo está de luto”, postou em sua conta do Twitter.

 

Rival do Flamengo na semifinal da Taça Guanabara — o primeiro turno do Campeonato Carioca —, em jogo marcado para este sábado que será adiado, o Fluminense cancelou o treinamento programado para esta sexta-feira.

“Hoje (sexta-feira) não há clima para treino. As atividades do dia foram canceladas. Jogadores e membros da comissão técnica se solidarizam com as vitimas e familiares da tragédia que aconteceu no Ninho do Urubu. O Fluminense Football Club decretou luto oficial de três dias. #ForçaFlamengo”, escreveu o clube tricolor.

 

 

A CBF também se manifestou em suas redes sociais. “A CBF acompanha com consternação as primeiras informações sobre a tragédia no CT do Flamengo. Nossa solidariedade e orações para as famílias atingidas”, escreveu a entidade.

 

Ídolo do Flamengo, Arthur Antunes Coimbra, o Zico, lamentou o incêndio no Centro de Treinamento Ninho do Urubu e pediu apuração.

“Que tragédia essa com a base do Flamengo! Que choque receber essa notícia aqui, do outro lado do mundo”, afirmou Zico, que atualmente trabalha no Japão.

Usando sua conta no Facebook, o ex-jogador desejou “que Deus conforte os familiares que perderam seus filhos, netos, irmãos, sobrinhos,enfim parentes”.

Formado na base do Flamengo, Zico lembrou o sonho de muitos adolescentes de mudar de vida com o futebol: “Meninos que sonhavam com um futuro e muitos, sem dúvida, em ajudar suas famílias”.

Zico cobrou a apuração do incêndio: “Que se apure tudo, pois uma tragédia como essa não pode passar em branco. Vidas se foram”. Ele desejou que a “nação rubro-negra tenha força e fé para superar este momento”.

 

 

 

 

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Pedido de investigação do PSL pela PF feito por Bolsonaro não tem efeito

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Pela legislação, o caso envolvendo recursos de campanha só pode ser apurado com autorização da Justiça Eleitoral

Jair Bolsonaro: apelo do presidente por investigação não terá efeito se não passar pela Justiça Eleitoral (Valter Campanato/Agência Brasil)

Brasília – A determinação do presidente Jair Bolsonaro para que a Polícia Federal investigue suposto desvio de recursos do Fundo Partidário do PSL durante a eleição de outubro passado não terá efeito prático algum nem foi encaminhada por escrito para a Polícia Federal. O presidente falou sobre o assunto em entrevista à TV Record.

Pela legislação, o caso envolvendo recursos de campanha só pode ser apurado com autorização da Justiça Eleitoral, pois o órgão não pode abrir inquéritos desta natureza por conta própria.

A única iniciativa da Polícia Federal até este momento é anterior à fala de Bolsonaro, feita na quarta-feira, 13. A superintendência do órgão em Pernambuco convidou para depor a candidata a deputada federal pelo PSL Maria de Lourdes Paixão. Ela recebeu R$ 400 mil do Diretório Nacional do partido e aplicou a maior parte – R$ 380 mil – em uma gráfica no Recife. Apesar da quantia investida, terminou com 274 votos, 0,01% do total dos válidos – um indicativo de que poderia ter sido uma candidatura “laranja”.

O procedimento foi marcado em função de reportagens publicadas pelo jornal Folha de S.Paulo, dando conta que outras candidaturas em Pernambuco com as mesmas características da de Maria de Lourdes receberam dinheiro do Diretório Nacional do PSL – comandado à época pelo atual ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gustavo Bebianno.

Adiamento

O depoimento de Maria de Lourdes estava previsto para ontem, mas foi adiado a pedido de advogados. Ainda sem data confirmada, a audiência deve acontecer na próxima semana. Também deve ser chamada para depor outra candidata a deputada estadual pelo PSL, Érika Siqueira Santos – que arrecadou R$ 250 mil do partido. Apesar de não mudar o curso da investigação, o pedido de Bolsonaro deve levar à aceleração da análise, segundo fontes no Ministério da Justiça e na Polícia Federal.

A reação do presidente, acompanhada pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, diverge da de outros casos que ganharam o noticiário desde o período da transição.

Não houve pedido de investigação, por exemplo, quando ambos foram questionados sobre o suposto registro de caixa 2 durante campanhas eleitorais de Onyx Lorenzoni, atual ministro da Casa Civil.

Questionado nesta quinta-feira sobre o caso envolvendo PSL e Bebianno, Moro afirmou que a “determinação” do presidente “está sendo cumprida”. “Os fatos vão ser apurados e eventuais responsabilidades definidas”, disse o ministro da Justiça.

Fonte Exame

 

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FHC diz que início de governo Bolsonaro é mais desordenado do que deveria

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“Problemas sempre há, de sobra. O presidente, a família, os amigos e aliados que os atenuem, sem soprar nas brasas”, tuitou o tucano

FHC: ex-presidente disse que o governo de Jair Bolsonaro (PSL) está abusando da desorganização (Divulgação/Divulgação)

São Paulo – O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso disse que o governo de Jair Bolsonaro (PSL) está abusando da desorganização desde seu início, há um mês e meio. “Início de governo é desordenado. O atual está abusando”, escreveu o tucano em sua conta no Twitter.

Segundo FHC, a interferência da família do presidente Bolsonaro no governo é um fator de desestabilização que afeta o País como um todo. Para o ex-presidente, “familiares” estão pondo “lenha na fogueira” ao invés de se ocuparem em debelar as dificuldades. “Problemas sempre há, de sobra. O presidente, a família, os amigos e aliados que os atenuem, sem soprar nas brasas”, tuitou o tucano.

A publicação de FHC surge no contexto de uma crise que envolve o presidente Jair Bolsonaro, um dos seus filhos, o vereador carioca Carlos Bolsonaro, e o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gustavo Bebianno. Pelo Twitter, Carlos desmentiu declarações do ministro e ainda publicou um áudio do pai – compartilhado depois pelo próprio presidente – no qual o chefe do Executivo dispensa um diálogo com Bebianno.

As atitudes dos Bolsonaro têm gerado instabilidade no governo e críticas de parlamentares, como o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que julgam o imbróglio como prejudicial a andamento da reforma da Previdência, que deve ser levada ao Congresso na próxima semana.

Em seu tuíte, Fernando Henrique também alertou para a possibilidade da crise se espalhar para além do núcleo do governo. “O fogo depois atinge a todos, afeta o país. É tudo a evitar”, concluiu o ex-presidente.

Fonte Exame

 

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Mais de 600 procuradores entregam a Dodge manifesto por independência

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Os procuradores classificam como “radical” um projeto apresentado pela PGR, que muda critérios de distribuição no MPF

Procuradora Geral da República, Raquel Dodge (Cleia Viana/Câmara dos Deputados/Divulgação)

São Paulo – Mais de 600 procuradores entregaram à procuradora-geral da República,Raquel Dodge, um manifesto por independência funcional. O número de subscritores do manifesto, 619, ultrapassou a maioria absoluta dos membros da instituição, 1.151.

Na lista estão o coordenador da Operação Lava Jato, no Paraná, Deltan Dallagnol, a procuradora Thaméa Danelon, da Lava Jato em São Paulo, e o procurador regional da República José Augusto Vagos, da Lava Jato no Rio.

Os procuradores classificam como “radical” um projeto apresentado por Raquel Dodge, que muda critérios de distribuição de investigações dentro do Ministério Público Federal.

Na avaliação dos procuradores, a mudança vai concentrar “nas mãos da cúpula da instituição um enorme poder e pode vir a resultar, em algum momento, como efeito colateral deletério, na criação de mecanismos de ingerência, ainda que de forma indireta, sobre a atuação dos Procuradores da República, em prejuízo de sua plena independência para atuar”.

No documento, os procuradores apontam “preocupação” com o projeto Raquel Dodge. A proposta estabelece a criação de “ofícios especializados de atuação concentrada em polos”.

Na avaliação dos procuradores que subscrevem o manifesto, “da maneira como redigida, a proposta, sob alegação de conferir maior eficiência e especialização à atuação do Ministério Público Federal, altera significativamente os critérios que disciplinam a distribuição de casos entre os Procuradores da República em todo o país”.

“Preocupa ainda, e em especial, a tentativa de aprová-la a toque de caixa no Conselho Superior da instituição, em prejuízo de uma discussão mais aprofundada, tendo em vista seu caráter profundamente reestruturante”, afirmam.

De acordo com os procuradores, atualmente, a definição do responsável por cada investigação “observa critérios objetivos de distribuição previstos na lei e na própria Constituição”.

“A finalidade de tais critérios é assegurar à sociedade transparência quanto à forma de escolha do Procurador natural para cada caso, impedindo qualquer tipo de interferência em sua designação, seja da própria cúpula da instituição, seja de agentes externos, bem como garantir que não haverá intromissões indevidas tanto na instauração quanto no curso das investigações”, apontam.

Segundo os procuradores, o projeto de Raquel “pretende modificar as formas de designação de membros que atuarão em casos prioritários, relacionados a ‘problemas crônicos ou de alta complexidade’ que chegarem ao Ministério Público Federal”.

“Pela proposta, esses casos especiais passariam a ser conduzidos por membros definidos, em última análise, pela cúpula da instituição, não mais por membros que alcançaram os ofícios pelo critério legal e objetivo da remoção. Tampouco teriam a permanência garantida na condução desses casos, criando-se a necessidade de renovação de sua designação a cada dois anos, situação sem paralelo na atuação de juízes, delegados, auditores fiscais e tantas outras carreiras”, afirmam.

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