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Impulsionados por PSL, partidos conservadores avançam na Câmara

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Em um cenário de fragmentação recorde, siglas como o PRB, ligado à Igreja Universal, e o DEM, além do PSL, melhoraram seu desempenho

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Câmara: o resultado das urnas revelou também que a distância se encurtou no grupo dos partidos médios

Brasília – Embalados pelo PSL, do presidenciável Jair Bolsonaro, partidos mais ligados ao ideário conservador ampliaram a representação na Câmara na próxima legislatura.

Em um cenário de fragmentação recorde – 30 legendas elegeram parlamentares -, siglas como o PRB, ligado à Igreja Universal, e o DEM, além do PSL, melhoraram seu desempenho.

O resultado das urnas revelou também que a distância se encurtou no grupo dos partidos médios. Houve uma queda expressiva de dois partidos que antes estavam entre os maiores: o MDB e o PSDB.

Eles caíram, respectivamente, 48% e 46%, em comparação com o desempenho de quatro anos atrás. A taxa de renovação na Câmara foi a maior dos últimos 20 anos – 52%, conforme dados do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap).

O próximo presidente terá de negociar pautas e votos com mais partidos de bancadas médias, além de nanicos antes sem congressistas – PRP, PMN, PTC, DC. Especialistas acreditam que eleitos por siglas que não atingiram a cláusula de barreira migrem para a base governista.

A nova correlação de forças deve mudar também os acordos e articulações para a eleição da presidência da Casa, que costuma passar pelo Palácio do Planalto e dependerá da influência do presidente a ser eleito.

Atualmente, a Câmara é comandada pelo deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), que, antes da eleição, já havia deixado claro seu interesse em disputar um novo mandato para o comando da Casa.

Maia tem como base de sustentação os partidos do chamado Centrão – formado por PP, DEM, PR, PRB e Solidariedade -, que encolheu 22 parlamentares e perdeu força na eleição de domingo. Juntos, os cinco partidos terão 142 representantes na próxima legislatura, ante 164 em exercício atualmente, uma redução de 13,4%.

Com ativos como tempo de TV e verbas públicas, o apoio de partidos do Centrão foi disputado pelos candidatos a presidente de diferentes espectros políticos, e o bloco fechou aliança com o ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB), que terminou a disputa em quarto lugar.

O Centrão, que ascendeu ao comando da Câmara em 2015, com a eleição do ex-deputado Eduardo Cunha (MDB-RJ) para presidir a Casa, foi crucial para a abertura do processo de impeachment de Dilma Rousseff. Depois, virou base de governo do sucessor, o presidente Michel Temer, e se reorganizou no Legislativo mesmo após a cassação de Cunha, condenado e preso na Operação Lava Jato.

Os conservadores também cresceram entre os nanicos. O Partido Novo elegeu oito deputados em sua primeira disputa nacional (mais informações na página A12). Sem deputados em exercício, o PRP e o PTC fizeram, respectivamente, quatro e dois deputados.

Impeachment

O processo de impeachment de Dilma também motivou a ascensão de novos nomes na Câmara, como a jornalista Joice Hasselmann (PSL-SP), segunda candidata mais votada em São Paulo, atrás apenas de Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do presidenciável. Apesar de não liderar nenhum movimento, a jornalista militou pelo afastamento de Dilma nas redes sociais.

Outro nome que ganhou fama na época e agora terá um mandato parlamentar é Kim Kataguiri (DEM-SP), um dos líderes do MBL, movimento que militou pelo impeachment. Também se elegeram na esteira das manifestações o ator Alexandre Frota (PSL-SP) e Carla Zambelli (PSL-SP).

Oposição

Já os partidos de esquerda, oposição a Temer, quase não mudaram de tamanho para a próxima legislatura. Eram 137 ao todo após a eleição de 2014, e serão 136 a partir de 2019.

Embora ainda a maior bancada, o PT perdeu 18% das cadeiras em relação à última eleição – caindo de 68 deputados para 56 eleitos. Já o PSB é o maior partido na centro-esquerda, com uma bancada de 32 deputados, dois a menos do que em 2014, mas uma recuperação em relação aos 26 em exercício atualmente – o partido perdeu parlamentares no ano passado. Com Ciro Gomes na disputa do Planalto, o PDT subiu de 20 para 28 congressistas, 40% a mais.

O PSOL teve seu pior desempenho presidenciável com Guilherme Boulos, mas ganhou espaço na Câmara: a bancada dobrou de cinco para 10 deputados. O partido superou o PCdoB, que fez nove, um a menos do que tinha. A Rede de Marina Silva, elegeu só uma deputada. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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Brasília

Justiça nega pedido para Luiz Estevão voltar a trabalhar na Papuda em busca de redução de pena

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O empresário e senador cassado Luiz Estevão — Foto: Ueslei Marcelino/Agif/AE

A Justiça negou um pedido do senador cassado Luiz Estevão para voltar a trabalhar internamente no Complexo Penitenciário da Papuda em troca de redução de pena. Para a juíza Leila Cury, da Vara de Execuções Penais (VEP), o presídio tem autonomia para definir como gerencia as vagas de trabalho interno – não cabendo interferência do Judiciário.

Ao G1, o advogado do empresário, Marcelo Bessa, disse que o presídio e a Justiça se recusam a dar uma vaga para que Estevão possa trabalhar porque avaliam que o político é vulnerável e corre “risco de vida em função da situação pessoal e financeira”.

“O diretor [do presídio] não quer colocar ele em nenhum trabalho que tenha contato com outros presos. O que significa que não há trabalho algum para ele.”

Atualmente, Luiz Estevão está lotado na Ala de Vulneráveis da Penitenciária do Distrito Federal I (PDF I), um dos blocos que compõem o Complexo da Papuda. Ele cumpre a pena de 26 anos de prisão em regime fechado.

Em 2016, enquanto ocupava outro bloco da Papuda, o Centro de Detenção Provisória (CDP), o político cassado trabalhou como entregador de marmita para outros colegas detentos. Já em janeiro de 2017, ele foi desclassificado do trabalho interno, depois de supostamente cometer infração grave na cadeia.

Ele teria desacatado o então coordenador-geral da Subsecretaria do Sistema Penitenciário (Sesipe), delegado Guilherme Nogueira, ao ser questionado sobre itens proibidos na cela, como chocolate, cápsula de café e cafeteira elétrica. O episódio foi investigado, e Luiz Estevão acabou absolvido.

Desde então, ele tenta na Justiça o retorno às atividades, que garantem um dia de pena a menos a cada três dias de serviço prestado.

Entrada do Complexo Penitenciário da Papuda — Foto: TV Globo/Reprodução

Falta de vaga

Um dos argumentos oficiais para não “empregar” Luiz Estevão é a falta de vaga para trabalho interno no PDF I. Ainda assim, a defesa do empresário buscava na Justiça a contratação imediata dele, por meio de um pedido liminar (urgente). No entendimento da juíza Leila Cury, a demanda não procede.

“Destarte, não cabe falar em direito adquirido à classificação interna pelo trabalho, até porque esta depende, por óbvio, da existência de vagas laborais na unidade onde o apenado se encontra”, declarou a magistrada.

A demanda por trabalho interno nos presídios é tanta que existe fila de espera para preencher as vagas. O G1 aguarda retorno da Secretaria de Segurança Pública sobre a quantidade de postos disponíveis na unidade onde Luiz Estevão está lotado.

Trecho da decisão que nega vaga imediata para trabalho interno a Luiz Estevão — Foto: Reprodução

Fonte:  G1 DF.

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É Destaque

DataPoder360: Bolsonaro tem 64% dos votos válidos, Haddad aparece com 36%

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Pesquisa entrevistou 4 mil pessoas por telefone entre quarta e quinta-feira; margem de erro do levantamento é de 2 pontos percentuais

São Paulo – O candidato do PSL à Presidência, Jair Bolsonaro, aparece com 64 por cento dos votos válidos, contra 36 por cento do petista Fernando Haddad, de acordo com pesquisa do DataPoder360 divulgada nesta sexta-feira.

Essa é a primeira pesquisa do instituto no segundo turno da eleição presidencial. Simulação de segundo turno entre Bolsonaro e Haddad feita entre os dias 3 e 4 de outubro, portanto antes do primeiro turno realizado no dia 7, mostrava o ex-capitão do Exército com 51 por cento dos votos válidos, contra 49 por cento do petista.

Quando considerados os votos totais, de acordo com o levantamento do DataPoder360, Bolsonaro soma 57 por cento e Haddad tem 31 por cento. Brancos e nulos somam 9 por cento e o percentual dos que não sabem ou não responderam é de 3 por cento.

O DataPoder360 entrevistou 4 mil pessoas por telefone entre quarta e quinta-feira. A margem de erro do levantamento é de 2 pontos percentuais.

O segundo turno da eleição está marcado para o dia 28 de outubro.

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Brasília

PF faz operação contra esquema de fraudes em instituto de previdência; há mandados em 6 estados e no DF

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Presos da Operação Abismo em Pernambuco são levados para a sede da Polícia Federal, no Cais do Apolo, região central do Recife, nesta sexta-feira (19) — Foto: Thamires Oliveira/G1

A Polícia Federal em Pernambuco desencadeou uma operação contra um esquema de fraudes em um instituto de previdência dos servidores de um município da Região Metropolitana do Recife, nesta sexta-feira (19). Segundo a PF, houve uma mudança na carteira de investimento do instituto a mando do prefeito, o que coloca em risco o pagamento futuro de aposentadorias.

Foram emitidos 22 mandados de prisão, sendo dez preventivas e outras 12 temporárias, e outros 42 de busca e apreensão para a Operação Abismo. Até as 9h30, a PF não havia confirmado quantas pessoas foram presas, mas informou que um político foi preso. O nome não foi divulgado.

Os mandados foram para Pernambuco e também Rio de Janeiro, São Paulo, Paraíba, Distrito Federal, Goiás e Santa Catarina.

As investigações começaram em março deste ano e apontam que mais de R$ 90 milhões do instituto, que estavam investidos em instituições sólidas, foram transferidos para fundos compostos por ativos “podres” – ou seja, sem lastro e com grande probabilidade de inadimplência futura, de acordo com a PF.

Os investigadores encontraram indícios de que a alteração na carteira de investimentos do Instituto de Previdência foi feita a mando do prefeito do município em razão do oferecimento de vantagem indevida.

Carro da Polícia Federal chegando à sede durante a Operação Abismo, contra fraude em instituto previdenciário, nesta sexta-feira (19) — Foto: Thamires Oliveira/G1

Segundo a Polícia Federal, os mandados de prisão são para empresários, lobistas, advogados, políticos, religiosos e outras pessoas que participariam do esquema criminoso. As medidas foram determinadas pelo Tribunal Regional Federal da 5ª Região, que ainda autorizou o sequestro e bloqueio de bens e valores depositados em contas em nome dos investigados.

Os nomes não foram divulgados devido ao sigilo das investigações, informou a PF. Entre os crimes atribuidos aos envolvidos estão lavagem de dinheiro, associação criminosa, crimes financeiros, corrupção ativa e passiva, cujas penas ultrapassam os 30 anos de reclusão.

Os presos em Pernambuco devem ser levados até a sede da Polícia Federal, no Recife, onde são interrogados e logo em seguida encaminhados para os respectivos sistemas prisionais. Os presos de outros estados devem ficar reclusos em sistemas prisionais de seus estados, onde ficam à disposição do Tribunal Regional Federal da 5ª Região.

Equipe da Polícia Federal esteve em prédio na Avenida Boa Viagem, na Zona Sul do Recife, nesta sexta-feira (19), dentro da Operação Abismo — Foto: Clarissa Góes/TV Globo

Mandados

Para Pernambuco, foram emitidos 18 mandados de busca e apreensão, dois de prisão temporária e quatro de prisão privisória nos municípios do Cabo de Santo Agostinho, no Grande Recife, Vitória de Santo Antão, na Zona da Mata, e Salgueiro, no Sertão.

Em São Paulo, os mandados doram emitdos para Jundiaí e Guariba, sendo dez de busca, um de prisão temporária e outros cinco de prisão provisória. No Rio de Janeiro, os dez de busca e apreensão são para capital e há ainda seis de prisão temporária e um de prisão provisória.

Fonte: G1

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