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Ibaneis decreta situação de emergência na saúde do Distrito Federal

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Medida prevê compras sem licitação e serve de argumento para pedir verba federal. Nova gestão fez relatório de 212 páginas com fotos e legendas da situação dos hospitais.

Caixa de papelão é usada como suporte para que maca fique inclinada no Hospital Regional do Paranoá — Foto: Reprodução

O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), anunciou nesta segunda-feira (7) ter assinado um decreto no qual declara situação de emergência na saúde pública da capital. Para ser válido, o texto precisa ser publicado no Diário Oficial. Uma edição extra está prevista para ser divulgada ainda nesta segunda.

A medida permite fazer compras sem licitação, autoriza a realização de horas extras pelos servidores e também é usada como argumento para o governo pleitear verba federal com a União.

“O decreto [da situação de emergência] vai ser fundamental para o trabalho de impacto inicial. É um momento de choque na gestão”, disse o secretário de Saúde, Osney Okumoto.

Para avalizar o decreto, a assessoria do governador distribuiu à imprensa um relatório com 212 páginas intitulado “Situação de hospitais e UPAs”.

No documento, fotos e legendas relatam supostos problemas nas unidades de saúde do DF (veja detalhes abaixo). O relatório, no entanto, não aponta soluções imediatas nem indica quando as imagens foram feitas.

O secretário de Saúde na gestão Rodrigo Rollemberg (PSB), Humberto Fonseca, disse que o documento “traz apenas fotos de problemas pontuais em hospitais, algumas antigas, sem texto ou conclusões”, ressaltou que pagou “as dívidas do governo anterior e do nosso” e reclamou que “em Brasília, como no Brasil, há recursos insuficientes para a saúde pública e excesso de exigências para contratações”.

“Deixamos um concurso válido, com amplo cadastro de reserva para médicos emergencistas, de família e outros, que não pudemos contratar em 2018 em razão da lei eleitoral. Assumi a secretaria com estado de emergência decretado em 2016 e posso afirmar que não houve ganhos substanciais de desburocratização”, completou.

O que diz o relatório

A falta de leitos e de profissionais, segundo o dossiê da equipe de Ibaneis, é recorrente em todos os hospitais – na unidade do Gama, por exemplo, a ala pediátrica foi reformada, mas está desativada por falta de funcionários; em Santa Maria (foto abaixo), 63 pacientes ocupam 26 leitos.

Pacientes internados em corredor do Hospital Regional de Santa Maria — Foto: Reprodução

Pacientes internados em corredor do Hospital Regional de Santa Maria — Foto: Reprodução

Armazenamento inaqueado de medicamentos e cabeamentos de internet e de energia expostos também são questões que se repetem em diversas unidades.

O relato aponta, ainda, problemas pontuais graves de cada hospital e UPA. A parede do pronto-socorro do hospital de Taguatinga, por exemplo, está com a pintura descascada e mofada.

No mesmo lugar, os aparelhos de cardiotocografia – usados para medir os batimentos cardíacos dos bebês ainda na gestação – “estão muito velhos e comprometem os resultados” (foto abaixo).

Aparelho de cardiotocografia no Hospital Regional de Taguatinga — Foto: Reprodução

Aparelho de cardiotocografia no Hospital Regional de Taguatinga — Foto: Reprodução

No Hospital Regional de Samambaia (HRSam), a central de material esterilizável não atende às normas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o que impede que os leitos de UTI sejam credenciados no Ministério da Saúde (foto abaixo). Assim, a unidade deixa de receber verba federal.

Central de Material Esterilizável do Hospital Regional de Samambaia — Foto: Reprodução

Central de Material Esterilizável do Hospital Regional de Samambaia — Foto: Reprodução

Algumas das situações mais graves, segundo o relatório, estão no Hospital Regional da Asa Norte (Hran). Além dos problemas em “diversos banheiros”, há vazamento de esgoto “na anatomia patológica e em demais setores” (foto abaixo).

Vazamento de esgoto no Hospital Regional da Asa Norte — Foto: Reprodução

Vazamento de esgoto no Hospital Regional da Asa Norte — Foto: Reprodução

Também no Hran, o dossiê diz que a câmara frigorífica para cadáveres não fecha e as gavetas estão emperradas (foto abaixo). Por falta de ventilação nos quartos, pacientes precisam levar ventiladores. E um curto-circuito no banheiro da enfermaria pediátrica deixou a ala sem água quente.

Câmara frigorífica para cadáveres no Hospital Regional da Asa Norte — Foto: Reprodução

Câmara frigorífica para cadáveres no Hospital Regional da Asa Norte — Foto: Reprodução

Na unidade de Planaltina, o lixo hospitalar fica a céu aberto, sem proteção, por falta de abrigo padronizado. Dentro do ambulatório, o telhado está quebrado, o que causa goteiras (foto abaixo).Telhado quebrado com goteiras no Hospital Regional de Planaltina — Foto: Reprodução

Telhado quebrado com goteiras no Hospital Regional de Planaltina — Foto: Reprodução

Histórico recente

A última vez que o Distrito Federal decretou situação de emergência foi durante a gestão de Rodrigo Rollemberg (PSB), três semanas após ele assumir o mandato, em janeiro de 2015.

O decreto foi renovado quatro vezes, se estendendo por 30 meses. Durou dois anos e meio, chegando ao fim só em julho de 2017.

Na época, contratos temporários com terceirizados, médicos e servidores de saúde também puderam ser prorrogados, e funcionários da área médica do Corpo de Bombeiros e das polícias Civil e Militar puderam ser convocados para reforçar hospitais e postos.

A justificativa apresentada pelo GDF, na ocasião, era o desabastecimento de medicamentos e materiais na rede pública, a greve dos médicos e o fechamento dos leitos da UTI, inclusive neonatais, por falta de profissionais.

Governador Ibaneis Rocha durante entrevista na Praça dos Três Poderes — Foto: Gabriel Palma/TV Globo

Governador Ibaneis Rocha durante entrevista na Praça dos Três Poderes — Foto: Gabriel Palma/TV Globo

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Dupla é presa transportando 1,8 mil munições de fuzil no Novo Gama

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Os homens disseram à polícia que pegaram as munições em Cuiabá (Mato Grosso) e levariam para o Morro da Penha, no Rio de Janeiro

A Polícia Militar prendeu em flagrante dois homens que transportavam 1,8 mil munições de fuzil, na DF-290, próximo ao balão do Novo Gama. A dupla estava em um Fiat Linea branco quando foi abordada por agentes do Grupo de Patrulhamento Tático (GPT) de Goiás.
Após darem ordem de parada, os policiais checaram a placa do veículo e verificaram no sistema que ele estava registrado na cor vermelha, e não branca. Assim, iniciaram buscas no interior do carro e, no porta-malas, encontraram 800 munições calibre .556 e mil calibre .762. Todas utilizadas em fuzil. Um vídeo feito pela polícia mostra os artefatos escondidos em uma mochila e embaixo do estepe.
À polícia, os suspeitos disseram que pegaram as munições em Cuiabá (MT) e entregariam no Morro da Penha, no Rio de Janeiro. “Eles disseram que iam entregar o carregamento para um traficante chamado Irmão Doca”, informou o cabo Carlos, que comandava o GPT. Eles foram levados para a 20ª Delegacia de Polícia (Gama) para o registro da ocorrência. De acordo com a Divisão de Comunicação da Polícia Civil (Divicom), a dupla pode cumprir pena de reclusão, que varia de três a seis anos, além de multa, por porte ilegal de munição de uso restrito.
A prisão aconteceu na noite de terça-feira (18/6). O veículo foi apreendido e passará por perícia. A Polícia Civil investiga se a placa é clonada.
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Bombeiro é acusado de furtar e vender equipamentos de quartel na internet

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Na casa do militar, a Polícia Civil encontrou mosquetões, cordas, cadeirinhas, entre outros equipamentos. Ele foi detido no quartel de salvamento onde atua

Os materiais apreendidos pela polícia na manhã desta quarta-feira (19/6) é avaliado em R$ 70 mil
(foto: Divulgação/PCDF)

A Delegacia de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC) da Polícia Civil cumpriu um mandado de busca e apreensão na casa de um militar do Corpo de Bombeiros suspeito de furtar e comercializar materiais de salvamento da corporação. Ele estava no quartel onde atua no momento da ação da polícia e deve permanecer detido no local até medidas administrativas  serem tomadas.

O coordenador da DRCC, Giancarlos Zuliani, contou que a Polícia Civil recebeu a denúncia de que equipamentos de um quartel de salvamento dos bombeiros estavam desaparecendo. Os policiais trabalharam com a possibilidade dos objetos estarem sendo vendidos na internet. As investigações começaram em outubro do ano passado e, no mesmo mês, identificaram uma conta que comercializava equipamentos semelhantes aos que sumiram do quartel, no site de vendas Mercado Livre.
“Contamos com o apoio do Mercado Livre para chegar a essa conta, que tinha o nome de BSB Aventura. Ou seja, o militar vendia os equipamentos como se fossem de alpinismo, esportes radicais. Entre os materiais tinha cordas, mosquetões, cadeirinhas, entre outros”, disse o coordenador da DRCC. Na casa do bombeiro foram encontrados 300 objetos, avaliados, a princípio, em R$ 70 mil.
O delegado explicou que, por se tratar de um militar, o bombeiro deve responder administrativamente primeiro por crime militar e depois passará pela justiça.  “Ele continua no quartel e lá vão seguir os procedimentos. Depois, ele responde criminalmente”, ressaltou Zuliani.
Por meio de nota, o Corpo de Bombeiros informou que o fato já era de conhecimento da corporação e que a busca e apreensão faz parte do rito processual que o caso requer. “Após as apurações no âmbito da Corporação, o IPM (Inquérito Policial Militar) será encaminhado à Auditoria Militar em obediência ao devido processo legal”, completa o texto.
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Motorista que arrastou vendedora de balões no DF estava com CNH suspensa por embriaguez

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Ele foi flagrado em blitz da Polícia Militar em dezembro de 2016. William Wesley Lelis Vieira perdeu licença dois dias antes do crime, após processo na Justiça.

 

O empresário William Weslei Lelis Vieira, de 34 anos, que arrastou uma vendedora de balões de 63 anos na noite do último sábado (15), no Distrito Federal, estava com a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) suspensa havia dois dias quando cometeu o crime.

Ele perdeu a licença para dirigir porque, em dezembro de 2016, foi flagrado sob efeito de álcool em uma blitz da Polícia Militar montada no Sudoeste. Na época, o empresário teria se recusado a fazer o teste do bafômetro e um processo judicial foi aberto.

Publicação no Diário Oficial do DF da cassação da carteira de habilitação do empresário William Weslei Lelis Vieira — Foto: TV Globo/Reprodução

Publicação no Diário Oficial do DF da cassação da carteira de habilitação do empresário William Weslei Lelis Vieira — Foto: TV Globo/Reprodução

Quase dois anos e meio depois, no dia 13 de junho, a ação foi concluída, e William Weslei teve a carteira suspensa. No entanto, ele ainda podia dirigir por 30 dias – prazo legal para entregar a habilitação.

A suspensão foi publicada no Diário Oficial do DF. No texto, consta a seguinte frase: “O diretor do Departamento de Trânsito do Distrito Federal torna pública a aplicação da penalidade de suspensão do direito de dirigir veículo automotor aos condutores relacionados”.

O nome de William Weslei aparece, logo em seguida, por infringência ao artigo 165 do Código de Trânsito Brasileiro, que corresponde ao texto sobre a Lei Seca.

‘Não percebi’

Em depoimento prestado nesta terça-feira (18), William Wesley Lelis Vieira disse “que não percebeu que estava arrastando a idosa”.

Ele afirmou, ainda, que “fez uma brincadeira” ao fechar o vidro e arrancar o carro sem pagar pelos balões, segundo o delegado Paulo Henrique de Almeida, que investiga o crime. A mulher que estava no banco do carona foi quem tomou os balões da idosa.

Os três balões que ficaram dentro do carro estavam amarrados ao restante que a vendedora tinha preso ao pulso. Quando o vidro do carro foi fechado, a idosa acabou arrastada por cerca de 100 metros pelo asfalto.

  • ‘Minha cabeça ficou entre as rodas’, diz vendedora de balões
A vendedora de balões Marina Izidoro de Morais ficou com diversos hematomas pelo corpo após ser arrastada por carro no Distrito Federal — Foto: TV Globo/Reprodução

A vendedora de balões Marina Izidoro de Morais ficou com diversos hematomas pelo corpo após ser arrastada por carro no Distrito Federal — Foto: TV Globo/Reprodução

Marina Izidoro de Morais machucou o rosto, as pernas e os braços. Ela foi socorrida por pessoas que passavam pelo local e levada a um hospital. O motorista disse em depoimento que, quando notou que “o carro estava muito pesado”, abriu o vidro e soltou os balões.

A mulher que estava no carro com Vieira também prestou depoimento à Polícia Civil e reforçou a versão do empresário de que tudo não passou de uma “brincadeira”. Ela tem 28 anos e, segundo o delegado Paulo Henrique de Almeida, é amiga do empresário.

O crime

Na segunda (17), o delegado Paulo Henrique Almeida informou que o motorista poderia ser enquadrado em até três tipos de crime:

  • Lesão corporal de trânsito
  • Lesão corporal com a intenção de praticar um crime
  • Tentativa de homicídio

Nessa terça, no entanto, o delegado disse que “ainda é cedo para saber qual crime ele [o motorista] se encaixa”.

De acordo com o responsável pela 12ª Delegacia de Polícia, a mulher que estava no carro com Willian Wesley Lelis Vieira responderia como coautora.

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