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Governo planeja ‘megaobra’ para criação de pista central em Congonhas

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Ideia de substituir as atuais duas pistas por uma seria principal exigência para a concessão do aeroporto; Segundo especialista, mudança pode ser positiva

Mudança seria estimada em 1 bilhão de reais (Reinaldo Canato/VEJA.com)

O governo federal estuda substituir as duas pistas do Aeroporto de Congonhas, em São Paulo por apenas uma. Essa será a exigência feita para a concessão do aeroporto para a iniciativa privada.

Segundo o jornal Valor Econômico, seria necessário investimento de 1 bilhão de reais para a obra. Atualmente, Congonhas conta com duas pistas: a principal, que tem 1.940 metros e a alternativa de 1.435 metros. Segundo o Valor, a Secretaria de Aviação Civil estima o valor da obra em 1 bilhão de reais. Além disso, a medida seria a principal exigência para concessão do aeroporto à iniciativa privada.

Ainda não existem informações mais específicas sobre o projeto, porém o comandante Ondino Dutra, presidente do Sindicato Nacional dos Aeronautas, explica que a mudança pode ser positiva. “Se tiver uma pista maior, aumenta a capacidade de transporte e a segurança”, avaliou.

Ele explica que pistas maiores permitem rotas mais longas. “Um avião com pesado [com mais combustível] precisa de uma pista maior para decolar”, exemplifica. Já quando o assunto é segurança, um comprimento maior é positiva para os pilotos. “É mais fácil estacionar um carro em uma vaga grande ou apertada?”, compara ele.

Com apenas uma pista, o táxi dos aviões pode ficar mais rápido e, portanto, aumentar o volume de viagens do terminal. “É possível fazer saídas mais rápidas para compensar a falta de duas pistas”, conta. Isso poque, em Congonhas, não é permitido que as duas pistam tenham decolagens ou pousos ao mesmo tempo e depois do acidente do voo 3054 da TAM em 2007, que matou 199 pessoas, também diminuiu o fluxo de pousos e decolagens por hora.

Para ele, um fato negativo pode ser um menor fluxo de rotas gerais – para aviões de pequeno porte, pois o Campo de Marte, também em São Paulo, corre risco de ser fechado. O aeroporto é conhecido por concentrar parte desses voos menores. No início do ano, João Dória, governador do estado, em conversa com o presidente da República, Jair Bolsonaro, colocou-se a favor de que o local encerre suas atividades.

“Manifestei ao presidente Bolsonaro nossa posição contrária ao funcionamento de pousos e decolagens. Não faz o menor sentido que ali funcione pousos e decolagens de aeronaves”, disse ele.

Dutra explica que a questão é balancear todas essas necessidades. “Não adianta nada criar uma só pista se for apenas em torno 30, 40 metros maior. É preciso um estudo para analisar essas questões e constatar se é positivo”, completa.

Procurado, o Ministério da Infraestrutura disse que as questões relacionadas aos investimentos e a concessão do Aeroporto de Congonhas serão tratadas após a elaboração dos estudos de viabilidade técnica, econômica e ambiental (EVTEA) do terminal. Eles serão iniciados no segundo semestre de 2020, após a realização da sexta rodada de concessões aeroportuárias.

Fonte Veja

 

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Economia

Arrecadação federal cresce 1,28% e tem melhor abril desde 2014

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Informações foram divulgadas nesta quinta-feira, 23, pela Receita Federal

Receita Federal: arrecadação de impostos e contribuições federais somou R$ 139,030 bilhões em abril (iStock/Thinkstock)

Brasília — A arrecadação de impostos e contribuições federais somou R$ 139,030 bilhões em abril, um aumento real (já descontada a inflação) de 1,28% na comparação com o mesmo mês de 2018. Em relação a março deste ano, houve aumento de 25,84%. As informações foram divulgadas nesta quinta-feira, 23, pela Receita Federal.

O valor arrecadado foi o melhor desempenho para meses de abril desde 2014. O resultado veio dentro do intervalo de expectativas de duas instituições ouvidas pelo Projeções Broadcast, que ia de R$ 130 bilhões a R$ 152,7 bilhões, com mediana de R$ 138,450 bilhões.

Entre janeiro e abril deste ano, a arrecadação federal somou R$ 524,371 bilhões, o melhor desempenho para o período também desde 2014. O montante representa avanço de 1,14% na comparação com igual período do ano passado.

Contribuiu para o resultado de abril a arrecadação de R$ 11,030 bilhões em receitas administradas por outros órgãos, uma alta de 24,82% em relação ao mesmo mês de 2018. No ano, essas receitas somam R$ 25,205 bilhões, 21,12% de crescimento.

Desonerações

As desonerações concedidas pelo governo resultaram em uma renúncia fiscal de R$ 31,994 bilhões entre janeiro e abril deste ano, valor maior do que em igual período do ano passado, quando ficou em R$ 27,578 bilhões.

Apenas no mês de abril, as desonerações totalizaram R$ 7,927 bilhões, também acima de abril do ano passado (R$ 6,891 bilhões).

Só a desoneração da folha de pagamentos custou aos cofres federais R$ 684 milhões em abril e R$ 2,874 bilhões no acumulado do ano.

 

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Economia

Em Pequim, Mourão diz que Brasil ampliará parcerias tecnológicas com China

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Durante visita oficial, vice declarou que Brasil “vê com bons olhos” a Huawei, empresa chinesa em conflito com o governo dos EUA

O vice-presidente Hamilton Mourão disse, nesta quarta-feira 22, durante um simpósio do Conselho Empresarial Brasil-China, em Pequim, que a demanda por alimentos por parte do país asiático seguirá crescendo, mas é preciso diversificar as exportações brasileiras com produtos de maior valor agregado. Um dia após declarar que o governo brasileiro vê a multinacional chinesa de telecomunicações Huawei “com bons olhos” – em meio a conflitos entre a empresa e os Estados Unidos -, Mourão defendeu a ampliação de parcerias com os chineses em ciência, tecnologia e inovação.

No ano passado, os principais produtos exportados pelo Brasil para a China foram soja, combustíveis e minérios de ferro e seus concentrados, que são, basicamente, matérias-primas.

“A China continuará a crescer acima da média mundial e sua demanda por alimentos, por exemplo, deverá crescer de 11% a 13% até 2030. Iremos trabalhar para ampliar e diversificar as exportações brasileiras com maior valor agregado. Aumentar o volume e redirecionar os investimentos chineses para áreas de interesse do Brasil e aprofundar a cooperação em ciência, tecnologia e inovação”, disse Mourão, que cumpre até sexta-feira uma visita oficial ao país.

A China é, desde 2009, o principal parceiro comercial do Brasil. A corrente de comércio bilateral alcançou, em 2018, 98,9 bilhões de dólares (exportações de 64,2 bilhões de dólares e importações de 34,7 bilhões de dólares). O comércio bilateral caracteriza-se por expressivo superávit brasileiro, mantido há nove anos, e que, em 2018, atingiu recorde histórico de 29,5 bilhões de dólares.

Cosban

Mourão presidirá, nesta quinta-feira 23, a 5ª reunião da Comissão Sino-Brasileira de Alto Nível de Concertação e Cooperação (Cosban), também na capita chinesa. Ele também será recebido, no dia seguinte, pelo presidente do país,Xi Jinping. A viagem a China é preparatória para a ida do presidente Jair Bolsonaro ao país, no segundo semestre.

Instituída em 2004, a Cosban é o principal mecanismo de coordenação da relação bilateral entre o Brasil e a China e é comandada pelos vice-presidentes dos dois países. A comissão, no entanto, não se reúne desde 2015. A uma plateia formada por empresários e diplomatas, o vice-presidente disse hoje que pretende ampliar o “arcabouço” de assuntos tratados pela Cosban.

“Proporemos que o arcabouço da Cosban seja atualizado de modo a refletir a nova realidade da agenda bilateral. Quando o mecanismo foi criado, em 2004, o nosso comércio bilateral era 11 vezes menor, os investimentos de parte a parte eram poucos expressivos e os Brics sequer exisitiam. Desde então, nosso relacionamento diversificou-se e tornou-se mais complexo e intenso”, disse.

O vice-presidente da República, Hamilton Mourão, durante reunião de coordenação com a delegação brasileira para a V Comissão Sino-brasileira de Alto Nível de Concertação e Cooperação (Cosban), em Pequim – Adnilton Farias / VPR

Reformas

Em seu discurso dirigido a empresários, o vice-presidente fez uma defesa enfática das medidas econômicas apresentadas pelo atual governo brasileiro, como a reforma da Previdência, como forma de corrigir problemas fiscais e destravar a economia do país.

“O PIB [Produto Interno Bruto] brasileiro cresceu 2%, na média anual, entre 1980 e 2018. A produtividade da mão de obra aumentou somente 0,2% ao ano. Para reverter esse quadro, o governo vem implementando medidas para reequilibrar as contas públicas, simplificar o ambiente regulatório e reduzir o custo tributário, além de privatizar empresas públicas e reformar o sistema educacional. Estamos combatendo a ineficiência, que pesa sobre os ombros dos brasileiros que desejam investir, trabalhar e produzir. Com o objetivo de equilibrar os resultados fiscais, o governo propôs reformar o sistema de seguridade social, reduzir subsídios fiscais e diminuir o custo do Estado”, disse.

Muralha

Na manhã desta quarta-feira (22), pelo horário da China, terça (21) à noite no horário de Brasília, Mourão fez uma visita à Muralha da China, patrimônio mundial da Unesco. A fortificação tem mais de 8,8 mil quilômetros de extensão e começou a ser erguida há mais de 2,2 mil anos. No final do dia, o vice-presidente participou do evento Brazilian Beef, projeto da associação dos criadores brasileiros de gado em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), para promover a carne brasileira no exterior e ampliar as exportações de carne bovina para o mercado chinês.

(Com Agência Brasil)

CONHEÇA A TRAJETÓRIA CURIOSA DO VICE

Já ouviu o podcast “Funcionário da Semana”, que conta a trajetória de autoridades brasileiras? Dê “play” abaixo para ouvir a história, os atos e as polêmicas do vice-presidente da República, Hamilton Mourão. Confira também os outros episódios aqui.

 

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Economia

Equipe econômica vai aos líderes no Senado por ‘regra de ouro’

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Por liberação de crédito suplementar

Paulo Guedes (Adriano Machado/Reuters)

 

A equipe econômica do governo esteve na terça (21) com o senador Eduardo Braga (MDB-AM) para discutir, entre outras coisas, a aprovação do PLN 4/2019, que libera crédito suplementar no valor de R$ 248,9 bilhões para cobrir despesas correntes.

Caso o projeto não seja aprovado até julho o governo não vai honrar com a “regra de ouro”, que proíbe que a União emita dívida para cobrir despesas correntes.

E aí o Planalto vai ser obrigado a pedalar e incorrer no mesmo crime fiscal que derrubou a ex-presidente Dilma Rousseff.

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