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Economia

Governo deve deixar de arrecadar R$ 6,4 bi com Refis

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A arrecadação do programa é importante para o cumprimento da meta fiscal deste ano, que permite rombo de até 159 bilhões de reais

A medida provisória que cria o novo programa de parcelamento de dívidas tributárias, o Refis, passou nesta quinta pelo Senado e segue agora para sanção do presidente Michel Temer, com uma perspectiva bem menor de arrecadação por parte do governo. Depois de uma série de idas e vindas na negociação da medida com os deputados, a equipe econômica estima que vai deixar de arrecadar 6,4 bilhões de reais este ano – metade da previsão inicial de 13 bilhões de reais do Relatório de Receitas e Despesas.

Há nove meses, governo e deputados tentam chegar a um acordo sobre a nova versão do Refis. De um lado, a arrecadação do programa é importante para o cumprimento da meta fiscal deste ano, que permite rombo de até 159 bilhões de reais. Por outro lado, deputados – que também são devedores do Fisco – insistiam em regras mais generosas para o parcelamento das dívidas e usaram o programa como moeda de troca para todo o tipo de negociação. O governo se viu encurralado a ceder porque precisa dos votos dos parlamentares da base para conseguir barrar a segunda denúncia contra o presidente pelos crimes de formação de quadrilha e obstrução à Justiça.

Desde o início do envio da MP ao Congresso, foi grande a controvérsia em torno das previsões de perdas do Refis. Uma queda de braço ocorreu com os parlamentares defensores de um perdão maior com a MP e os técnicos do governo. Os deputados alegaram que a Receita exagerara na previsão das perdas na tentativa de barrar a votação da MP com descontos generosos. Na área técnica do governo, o desconforto é grande.

Na semana passada, a secretária do Tesouro, Ana Paula Vescovi, havia informado que a perda de arrecadação com o texto-base da MP aprovado na Câmara seria de 5 bilhões de reais. Cálculos da área técnica indicavam uma perda de até 5,6 bilhões de reais. A MP aprovada pelos senadores é quase idêntica ao texto aprovado pelos deputados, já que os senadores retiraram as emendas incluídas pela Câmara.

Os senadores retiraram benefícios dados pelos deputados a igrejas, entidades religiosas e instituições de ensino vocacional sem fins lucrativos, além de universidades privadas. Essas alterações aconteceram, porém, por meio de requerimentos de impugnação, instrumento parlamentar que retira partes do texto que não dizem respeito ao mérito da questão.

Na avaliação do presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), dessa forma, a MP não precisa voltar a ser apreciada pelos deputados e não corre o risco de perder a validade (o prazo para votar seria até o dia 11). Apesar disso, técnicos da Câmara dizem que essa manobra pode ser contestada.

Em São Paulo, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, previu perda de 3 bilhões de reais na arrecadação em 2017 com o projeto aprovado pelo Senado. Como o governo contava com 9,6 bilhões de reais para este ano com as adesões que já foram feitas, esse valor cai para 6,6 bilhões de reais, 49,23% a menos do que o previsto inicialmente quando a MP foi enviada em janeiro. Para 2018, a perda estimada pelo ministro é de 900 milhões de reais em relação ao previsto. Ele afirmou que estuda recomendar o veto ao artigo que trata da exclusão do programa de quem deixar de pagar as parcelas.

(Com Estadão Conteúdo)

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Economia

Superávit da balança na 3ª semana de junho foi de US$ 1,9 bilhão

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Ainda sob impacto da greve dos caminhoneiros, o mês de junho acumula superávit de US$ 2,899 bilhões até dia 17

A balança comercial brasileira registrou superávit comercial de US$ 1,970 bilhão na terceira semana de junho (de 11 a 17). De acordo com dados divulgados nesta segunda-feira, 18, pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), o valor foi alcançado com exportações de US$ 5,571 bilhões e importações de US$ 3,600 bilhões.

Ainda sob o impacto da greve dos caminhoneiros, o mês de junho acumula superávit de US$ 2,899 bilhões até dia 17, abaixo 59,6% do registrado em todo o mês de junho de 2017, quando o resultado foi positivo em US$ 7,184 bilhões.

No ano, o superávit comercial acumulado é de US$ 27,072 bilhões, queda de 17% em relação ao mesmo período de 2017.

Em junho, houve alta de apenas 0,7% na média diária das exportações na comparação com o mesmo mês do ano passado, com aumento nas vendas e produtos manufaturados (+13,5%). Houve queda, porém, nas exportações de produtos semimanufaturados (-16 5%) e básicos (-2,2%).

Já as importações, menos afetadas pela greve, registraram alta superior, de 14,2% na mesma comparação, com crescimento nos gastos, principalmente, com químicos orgânicos e inorgânicos (+44,0%), veículos automóveis e partes (+40,8%),

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Economia

Após 3 meses em queda, preços em supermercados sobem 0,25%

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Segundo a Apas, a expectativa é de novo aumento de preço no mês de junho, que já deverá refletir o impacto nos preços do leite e frango

Os preços em supermercados de São Paulo subiram 0,25% em maio ante abril e interromperam uma sequência de três meses de queda, conforme a Associação Paulista de Supermercados (Apas). O Índice de Preços dos Supermercados (IPS), calculado pela Apas/Fipe refletiu sobretudo altas no preço do leite.

Segundo a entidade, a expectativa é de novo aumento de preço no mês de junho, que já deverá refletir o impacto da greve dos caminhoneiros nos preços tanto do leite como do frango.

A greve dos caminhoneiros intensificou a queda de produção de frango, uma vez que muitos pintinhos tiveram que ser abatidos.

Segundo a Apas, este cenário pode contribuir para a alta do preço do frango em junho.

No acumulado do ano de 2018, os preços em supermercados ainda apresentam queda de 0,29% ante igual período de 2017.

 

 

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Economia

Petrobras reduz em 1,24% o preço da gasolina nas refinarias

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Com o anúncio, o litro do combustível negociado no parque de refino da estatal custará R$1,8941

Petrobras anunciou hoje (18) uma nova redução no preço da gasolina em suas refinarias, desta vez, de 1,24%. Com o anúncio, o litro do combustível negociado no parque de refino da estatal custará R$1,8941, ou seja, 2 centavos a menos do que o preço atual (R$1,9178).

Em junho, a gasolina acumula queda de preço de 3,71% (7 centavos por litro). Nos últimos 30 dias, o recuo chega a 5,51% (11 centavos por litro).

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