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Google escolhe startups do Brasil com esta tecnologia para programa global

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No Google Launchpad Accelerator, o foco está na seleção de negócios que usem machine learning para solucionar desafios locais

 

Escritório do Google no Vale do Silício: gigante está há anos de olho em machine learning (Brooks Kraft LLC/Corbis/Getty Images)

O Launchpad Accelerator, programa de aceleração da gigante de tecnologia Google, está há tempos de olho nas aplicações da tecnologia de machine learning — desenvolver robôs que possam aprender sozinhos e, em algumas tarefas, superarem a eficiência dos humanos. Hoje, a empresa anunciou mais oito startups brasileiras em seu programa de mentorias e conexões globais.

É a terceira vez que o Launchpad Accelerator desenvolve uma seleção específica ao Brasil. Foram escolhidos negócios que aplicam o machine learning para resolver problemas locais. de forma “interessante”. As startups atuam em mercados como comércio eletrônico, finanças, educação e saúde. Elas começarão a trabalhar com o Google em abril e seguirão até o final de junho.

Veja as novas startups brasileiras selecionadas para o Launchpad Accelerator:

Startup O que faz
Accountfy Plataforma de software como serviço que hospeda balanços financeiros e permite construir relatórios contábeis simples
Agilize Empresa de contabilidade online para poupar custos e fornecer transparência a pequenas empresas, por meio de usabilidade e automação
Blu365 Plataforma de negociação de dívidas focada no consumidor e no uso de dados
Estante Mágica Site que transforma estudantes em autores, tornando crianças as protagonistas de suas próprias histórias
Gesto Empresa de tecnologia para a saúde que usa a ciência de dados para administrar seguros na área
Rebel Plataforma que quer empoderar consumidor por meio de serviços financeiros baseados em dados.
Smarttbot Robôs de investimento focados no mercado de ações, com o objetivo de permitir o acesso de mais investidores a esse mercado
Social Miner Tecnologia para predizer se um visitante de um comércio eletrônico irá comprar ou não e criar experiências baseadas em sua jornada de compra

O Google Launchpad Accelerator

Criado em 2013, o Launchpad Accelerator Global chegou ao Brasil, à Índia e à Indonésia dois anos depois, com participantes como Nubank, Love Mondays e Quinto Andar. Desde o ano passado, criou-se o Launchpad Accelerator Brasil, versão mais regionalizada do programa. Nas edições global e local, o programa de aceleração já está presente em mais de 40 países e acelerou 41 startups brasileiras, sem contar as da nova turma.

O objetivo do Launchpad Accelerator é ajudar startups locais a criarem tecnologias atraentes, escaláveis e impactantes com o uso de tecnologias do próprio Google, além de conectá-las com negócios parecidos ao redor do mundo.

Em três meses, os negócios receberão mentorias e suporte técnico contínuos para desenvolver um projeto específico, definido no começo do programa. Alguns temas trabalhados serão a implementação das tecnologias de inteligência artificial e machine learning; práticas de liderança; e acesso a capital global. As startups também receberão entre 20 mil e 100 mil dólares em créditos de produtos Google.

Diferentemente da residência no Google Campus, as startups selecionadas para o Launchpad Accelerator já estão em estágio de negócio mais avançado. Os empreendimentos devem ter um modelo de negócio validado, em estágio de pós-aceleração; enfrentar desafios relativos à tração do seu produto e crescimento no mercado-alvo; apresentar interesse em desenvolver produtos com Android, Google Cloud Platform, inteligência artificial, machine learning e web; e possuam disponibilidade de um líder ou um membro da equipe de tecnologia ou produto participar das atividades do programa.

Histórico

No ano passado, o Google Launchpad Accelerator Brasil selecionou seis startups brasileiras que também trabalhavam com machine learning: a Contentools, que oferece um software para equipes de marketing; a Docket, que resolve a burocracia em documentações empresariais; a JetBov, plataforma em nuvem para pequenos e médios pecuaristas; a Liv Up, marca de refeições saudáveis prontas para aquecer; a Mandaê, plataforma digital que organiza a cadeia de encomendas; e a Vérios, startup de gerenciamento inteligente de investimentos.

A segunda turma do Google Launchpad Accelerator Brasil contou com as startups EasyCrédito, de cartão de crédito e empréstimo pessoal; Fhinck, focada em operações de backoffice; IDWall, de identificação de fraudes de identidade; Looqbox, que oferece buscas inteligentes para empresas; Marmotex, de marmitas corporativas; N2B, que dá dicas de nutrição por meio de um aplicativo; Nagro, focada em serviços financeiros para o setor agricultor; e TerraMagna, que realiza o acompanhamento inteligente de colheitas.

“Hoje em dia, a vantagem competitiva está nos dados obtidos por trás de um produto atraente e seu melhor uso, por meio de tecnologias como inteligência artificial e machine learning”, afirmou na época Roy Glasberg, líder global do Google Launchpad, ecoando modelos de negócio como o do Facebook e o do próprio Google.

Para Glasberg, toda startup deveria pensar em aplicar o aprendizado automático das máquinas em seu negócio – um dos negócios selecionados, por exemplo, atua no setor alimentício. “Machine learning não é uma moda, e sim um combustível para seu empreendimento. É uma tecnologia que está por aí há décadas, mas só agora ficou acessível. Todo usuário é exposto a diversos processos de machine learning ao longo de sua rotina. Se sua startup não a possui, já está perdendo no mercado.”

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Tecnologia

Amazon anuncia novo Kindle de baixo custo com iluminação

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Dispositivo chega com novo recurso para facilitar a leitura em diferentes ambientes

(Amazon/Divulgação)

São Paulo – A versão de baixo custo do Kindle agora conta com iluminação na tela para facilitar a leitura em ambientes com baixa luz ou sob luz solar. O recurso era oferecido pela Amazon a partir da edição Paperwhite, que é mais cara. O aparelho estará disponível no mercado brasileiro a partir do segundo semestre, que começa em abril, e será vendido nas cores preta e branca.

Mesmo com a adição da iluminação no novo Kindle, a Amazon mantém sua promessa de que a bateria do dispositivo oferece “semanas” de uso.

O aparelho passou por uma reformulação de design para se tornar mais fino e leve do que a edição anterior. A tela também ganhou uma nova tecnologia de tinta eletrônica e agora usa um sensor de toque capacitivo, que visa evitar deslizamentos indesejados. O display continua com tamanho de 6 polegadas e 167 pixels por polegada, pouco mais da metade do que a Amazon oferece no Kindle Paperwhite (300).

O dispositivo chega junto a uma atualização de software, que será oferecida ao Kindle Paperwhite de 2013 (6ª geração) ou mais recentes, para marcar os livros da biblioteca que já foram lidos. Esse recurso tem integração com os aplicativos do Kindle para dispositivos Android e iOS.

O preço do Novo Kindle ainda não foi definido para o mercado brasileiro. Na Amazon na Espanha, onde o aparelho está em fase de pré-venda, seu preço é de 89 euros (383 reais, em conversão direta).

Fonte Exame

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Aplicativo de astrologia oferece leituras sob demanda para millennials

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Mercado de serviços místicos e psíquicos é avaliado em mais de US$ 2 bilhões, segundo pesquisa da Ibis World.

(Reprodução/Getty Images)

Caso você não esteja em sintonia com as estrelas, a Sanctuary Ventures, uma empresa de mídia digital que se dedica a prestar serviços místicos para millennials, quer mudar isso. A quarta-feira, 20 de março, marca o começo do ano-novo astrológico e o lançamento do novo aplicativo de leitura astrológica da Sanctuary. Ele oferece horóscopos diários e inéditas leituras ao vivo e sob demanda com astrólogos profissionais e planeja se expandir para o mercado de comércio eletrônico (com cartas de tarô, cristais, feixes de sálvia e incensos).

Para leitores de certa idade, a pergunta “qual é o seu signo?” evoca imagens de sedutores de camisa aberta dançando em uma discoteca.

Mas, como tudo na vida é cíclico, muitos millennials e integrantes da geração Z gravitam em direção à pseudociência, transformando a pergunta a respeito de qual é o seu signo solar (Áries, Libra etc.) mais uma vez em tema genérico de discussão e alimentando o florescente mercado de serviços místicos e psíquicos, avaliado em mais de US$ 2 bilhões, segundo pesquisa de mercado de 2018 da Ibis World.

O aplicativo da Sanctuary aproveita o sucesso da empresa com seu robô astrólogo para o Facebook Messenger, mas agora expande suas ofertas além dos horóscopos diários gratuitos, permitindo que os usuários façam upgrade para assinaturas mensal (US$ 19,99) ou anual (US$ 199,99) que dão acesso a leituras feitas ao vivo por bate-papo com uma equipe de astrólogos profissionais liderada pela astróloga residente Aliza Kelly.

Os assinantes podem ter acesso a uma leitura astrológica por bate-papo ao vivo uma vez por semana, e cada leitura adicional custa US$ 19,99. (No fechamento desta edição, ainda havia uma opção semanal de US$ 3,99 anunciada na App Store, mas representantes da empresa afirmam que ela será removida.)

“A astrologia é uma prática muito antiga que existe há séculos”, diz o cofundador e CEO da Sanctuary, Ross Clark, que acrescenta que o tradicional ponto de entrada no espaço eram os jornais diários e revistas, ou as leituras feitas presencialmente ou por telefone. A Sanctuary pretende inverter o modelo de acesso recriando a experiência como um formato de bate-papo individual ao vivo por texto, com frases mais curtas e mais fáceis de digerir (leituras de 15 a 20 minutos).

“As mensagens de texto são a linguagem dos millennials e dos jovens de hoje, por isso realmente queríamos aproveitar isso”, diz Clark. “Além de ser a linguagem com a qual eles estão mais familiarizados, esse meio nos permite oferecer uma experiência a qualquer momento, em qualquer lugar. O mecanismo baseado em texto também oferece um filtro se você estiver apenas fazendo testes ou se talvez estiver relutando em fazer esse tipo de coisa pessoalmente ou pelo telefone, por isso há um camada que dá segurança às pessoas.”

Segundo Clark, as leituras pagas são o produto monetizável central do aplicativo e as mercadorias oferecidas por meio da internet, o passo seguinte.

Fonte Exame

 

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Tecnologia

Rede global da IBM fará transferências internacionais em segundos

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Chamada World Wire, rede da empresa usa tecnologia popularizada pelo bitcoin; Bradesco é parceiro

(TimeStopper/Getty Images)

São Paulo – A IBM agora tem uma plataforma digital para bancos que permite fazer transferências internacionais, que poderiam levar até 48 horas, em menos de um minuto. Chamada Blockchain World Wire, essa rede de pagamentos já abrange 44 instituições financeiras, 47 moedas diferentes e oferece pagamentos em 72 países.

Essa é primeira rede de blockchain a integrar serviços de mensagens e confirmações de pagamento, compensação e liquidação de ativos. O primeiro banco brasileiro a adotar a tecnologia é o Bradesco, que também usa tecnologia da IBM na sua inteligência artificial de atendimento Bia.

Ainda em testes, o World Wire permite que você transforme moedas oficiais, como o real ou o dólar, em uma versão digital durante a transação e, quando chegar ao destino, volte a ser um ativo real. Não só é possível enviar reais para outros países, como também convertê-los na moeda desejada por meio da plataforma da IBM.

As transações internacionais utilizam o protocolo Stellar, que envia valores ponto a ponto. Desse modo, a tecnologia permite reduzir o número de intermediários em transferências do gênero, o que culmina também em menor tempo de efetivação.

O blockchain, uma espécie de livro-razão virtual com registros protegidos com criptografia (mesmo tipo de segurança usado pelo WhatsApp para proteger suas conversas), foi popularizado pelas criptomoedas, como o bitcoin, mas ainda não tinha feito sua estreia no ramo de transferências internacionais.

Mesmo com esse procedimento baseado em bitcoin, as moedas transferidas seguem com o valor regulado como no mundo real, com lastro. A IBM se uniu com a provedora americana de serviços financeiros StrongHold, empresa com a qual se aliou e julho de 2018, para a liquidação de valores na plataforma de blockchain Stellar. A companhia tem uma moeda digital chamada Stronghold USD, que têm valor estável baseado no dólar americano. O uso efetivo da tecnologia ainda depende de aprovações regulatórias. No entanto, bancos do Brasil, da Índia, da Coreia do Sul e diversos outros países já assinaram cartas de intenção de emitir as suas moedas estáveis na World Wire da IBM.

Carlos Henrique Duarte, diretor de tecnologia para blockchain na IBM Brasil, conta que a ideia é criar representações digitais fiéis para as moedas do mundo real. “Isso representa também a tangibilização de algo que hoje vemos conceitualmente: o blockchain. A mensagem que passamos com o World Wire é que ele é real e fará parte das vidas das pessoas cada vez mais”, afirmou Duarte.

Por enquanto, só o Bradesco conta com a tecnologia para transações internacionais. Mas a IBM tem intenção de expandir sua atuação nesse campo junto a outras instituições financeiras. Será esse o ano do blockchain ter um impacto efetivo nas vidas das pessoas? Ainda é preciso esperar para saber, mas isso já um começo.

Fonte Exame

 

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