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Futuro ministro da Defesa é nomeado para transição de governo

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General da reserva Fernando Azevedo e Silva vai coordenar grupo temático

A equipe de transição para o governo de Jair Bolsonaro (PSL) terá dois novos integrantes. Um dos nomeados é o general Fernando Azevedo e Silva, futuro ministro da Defesa. O advogado Nildo Moreira Nunes também vai integrar o grupo. A nomeação de ambos foi publicada nesta quarta pelo Diário Oficial da União.

Azevedo e Silva vai coordenar o grupo técnica da Defesa. Ele foi chefe do Estado-Maior do Exército, o número dois na hierarquia, atrás apenas do comandante, o general Eduardo Villas Bôas. Em setembro, após ir para a reserva, Silva passou a ocupar o cargo de assessor especial do ministro Dias Toffoli no Supremo Tribunal Federal, indicado pelo mesmo Villas Bôas.

O general da reserva tem uma extenso currículo dentro das Forças Armadas, incluindo o cargo de comandante militar do Leste, além de ter sido o chefe da Autoridade Pública Olímpica dos Jogos Olímpicos do Rio-2016, indicado pela então presidente Dilma Rousseff. Fernando Azevedo e Silva também participou da pacificação do Haiti, liderando um dos contingentes que foi ao país depois do golpe de Estado sofrido em 2004.

Grupos temáticos

O coordenador da transição, Onyx Lorenzoni, futuro ministro da Casa Civil, dividiu transição governamental em 17 grupos técnicos temáticos. O primeiro deles, da Agricultura, terá como coordenador Paulo Márcio Mendonça Araújo e, como adjunto, Márcio Eli Almeida Leandro. O grupo de Atualização e Consolidação de Atos Normativos terá como coordenador Pablo Antônio Tatim – e Jorge Antônio de Oliveira Francisco será o coordenador-adjunto.

O grupo que tratará do tema Cidadania terá Tatiana Barbosa de Alvarenga como coordenadora. O futuro ministro da Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes, será o coordenador do grupo técnico da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, que terá ainda Waldemar Gonçalves Ortunho Júnior como coordenador-adjunto.

Outro grupo técnico, de Defesa, será coordenado pelo general Fernando Azevedo e Silva, nomeado nesta quarta para a equipe de transição. O grupo de Desenvolvimento Regional terá como coordenador Jonathas Assunção Salvador Nery de Castro; o de Desenvolvimento Sustentável será coordenado por Ismael Nobre.

O grupo temático de Economia e Comércio Exterior será coordenado pelo futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, e terá como coordenador-adjunto Adolfo Sachsida. O grupo de Educação será coordenado pelo futuro ministro da área, Ricardo Vélez Rodríguez.

Outro grupo definido será o de Infraestrutura, a ser coordenado pelo futuro ministro Tarcísio Gomes de Freitas. O indicado para comandar a pasta da Justiça, Sergio Moro, irá coordenar o grupo temático Justiça, Segurança e Combate à Corrupção. Paulo Cesar Coutinho será o coordenador do grupo de Minas e Energia.

Gustavo Bebianno Rocha, futuro ministro da Secretaria Geral, será o coordenador do grupo temático de Modernização do Estado. O grupo técnico de Previdência e Assistência Social será coordenado por Arthur Bragança de Vasconcellos Weintraub. Outro grupo definido pela transição, de Relações Exteriores, será coordenado pelo indicado para comandar a pasta da área, Ernesto Henrique Fraga Araújo.

O grupo da Saúde será liderado por João Gabbardo dos Reis. E por último, o grupo temático do Turismo, a ser comandado por Gilson Machado. Fonte-Portal Veja

 

 

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O Pires da Nova Política

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Transição bem-sucedida

Sergio Moro em entrevista ao Fantástico (Reprodução/TV Globo)

No último governo da ditatura militar de 64, sempre que o presidente João Figueiredo via sua autoridade contestada ameaçava chamar o Pires. No caso, o ministro do Exército, o general Walter Pires. Nem o Pires salvou Figueiredo do desfecho melancólico de deixar o Palácio do Planalto pela porta dos fundos.

No primeiro governo civil da chamada Nova República, vez por outra o presidente José Sarney também ameaçava chamar o Pires. O ministro do Exército à época atendia pelo nome de Leônidas Pires Gonçalves. Serviu a Sarney com lealdade, e ao contrário de Walter, jamais pensou em colaborar para que o tempo político se fechasse.

O Pires do governo do capitão, mas não só dele é Sérgio Moro, juiz até um dia desses, ministro da Justiça e da Segurança Pública desde então. Bolsonaro chamou Moro para investigar o laranjal do PSL, o partido da Nova Política. O presidente do Senado chamou Moro para descobrir quem tentou fraudar a recente eleição naquela casa.

Moro é mais seletivo do que os outros Pires. É bem verdade que Bolsonaro não lhe pediu para apurar os rolos de Onyx Lorenzoni, duas vezes envolvido com dinheiro de caixa dois. Mas provocado sobre o assunto, Moro foi logo dizendo que Onyx já pedira perdão. Logo, ele não tinha por que investigá-lo.

Os rolos de Queiroz e de Flávio Bolsonaro? Moro não viu razão para se preocupar com eles. Quebrou a cara quem duvidou que Moro fosse capaz de fazer com sucesso a transição entre o judiciário e a política.

Fonte Veja

 

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Preferida dos Bolsonaro rejeita críticas a Carlos: ‘É minha inspiração’

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Alana Passos (PSL) segue os passos de Carlos

Carlos e Alana Passos: amizade (reprodução/Reprodução)

Única parlamentar do Rio com livre acesso à família Bolsonaro, a deputada estadual Alana Passos (PSL) diz que o estilo pitbull de Carlos Bolsonaro (PSC) é a grande inspiração de seu mandato.

Nem a confusão em que Carlos se meteu nos últimos dias, ao fritar publicamente o ministro Gustavo Bebianno, assusta a deputada.

“Tenho enorme admiração. Vejo a postura dele como de proteção, antes do Jair ser o presidente, é o pai dele”, diz.

“Carlos tem uma conversa direta, sem intermediários, com seus eleitores. É nele que me inspiro na hora de conversar com os meus”, afirma.

Desde o início do mandato, Alana, que frequenta a casa de Jair Bolsonaro, mantém contato com o presidente.

“Bolsonaro tem me dado suporte, por exemplo, no projeto para implantar escolas militares no Rio”, diz.

Fonte Veja

 

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Reunião com a Globo pode ter sido estopim para Bolsonaro fritar Bebianno

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Bolsonaro se sente traído por Bebianno

Bebianno e Bolsonaro: amizade desfeita (Marcos Corrêa/PR)

Uma das razões para a irritação exagerada de Jair Bolsonaro com o  ministro da Secretaria Geral da Presidência, Gustavo Bebianno, é um profundo sentimento de traição.

Como Bebianno sustenta, os dois, de fato, trocaram áudios nos últimos dias.

Num deles, Bolsonaro dá uma bronca em seu ministro porque ele marcou uma reunião com o vice-presidente de Relações Institucionais do Grupo Globo, Paulo Tonet Camargo, no Palácio do Planalto.

No áudio, Bolsonaro diz: “Como você coloca nossos inimigos dentro de casa?”

Bebianno vinha atuando para abrir um canal de diálogo com a emissora. A relação entre Bolsonaro e a Globo está muito estremecida desde o escândalo das movimentações suspeitas feitas por assessores de Flávio Bolsonaro.

Bolsonaro achou exagerada a maneira como a emissora se comportou com relação ao caso.

Ver o auxiliar se movimentar para abrir esse canal com “os inimigos” ajudou a colocar lenha na fogueira em que Bolsonaro queimou Bebianno em público.

Evidentemente, não é algo razoável. Mas o “capitão” já demonstrou que o equilíbrio não é uma de suas qualidades.

Fonte Veja

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