Nossa rede

Notícias DF

“Fundão Eleitoral” manterá desequilíbrio na campanha do DF em 2018

Publicado

dia

Eleições no Distrito Federal e no resto do Brasil continuarão concentrando recursos nas mãos de partidos maiores

Foto: Daniel Ferreira/Metrópoles

Foto: Daniel Ferreira/Metrópoles

Uma das principais novidades da reforma política, o recém-criado “Fundão Eleitoral” pouco mudará as condições de disputa pelo poder na capital da República. No Distrito Federal, os partidos já se preparam para uma eleição com as mesmas características do último pleito: a concentração de dinheiro nas maiores legendas.

Como as novas regras levam em conta a composição da Câmara dos Deputados, as maiores siglas receberão fatias maiores do bolo, estimado em R$ 1,7 bilhão. No entanto, há uma peculiaridade: cada uma definirá quanto repassará às filiais nos estados. No caso do DF, são oito as que compõem a bancada: PMDB, PT, PSDB, DEM, PSD, Pros, PR e SD.

Segundo as normas aprovadas na semana passada, 48% do dinheiro do Fundão Eleitoral serão reservados aos partidos de acordo com percentual de votos na última eleição para a Câmara. Outros 35% serão distribuídos levando em conta o tamanho das bancadas na Casa. Por fim, a representação no Senado até o dia 10 de agosto vai ser critério para repartir 15% da verba — nesse caso, são apenas duas as siglas de parlamentares do DF: PPS, com Cristovam Buarque; e PMDB, com Hélio José, uma vez que Reguffe está sem agremiação.

Metade do fundo deverá ser encaminhada para as campanhas a presidente, senador e governador. Os aspirantes a deputado federal terão acesso a 30% dos recursos. Receberão 20% aqueles que tentarem cadeiras de deputado estadual e distrital. Não há previsão de distribuição por estado e essa questão deverá ser decidida de acordo com os estatutos de partidos — ou seja, a bel-prazer dos dirigentes.

Os recursos do Fundão Eleitoral virão dos cofres públicos. A manobra foi a solução encontrada pelos políticos para contornar a proibição de financiamento empresarial, vetado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Enquanto o contribuinte paga a conta, os partidos no DF estão com a calculadora na mão. Especialmente os nanicos, que anteveem uma nova disputa desigual: 2% do fundo serão divididos igualmente entre as 35 agremiações com estatutos registrados até agora.

A opinião dos políticos
Presidente do PT-DF, a deputada federal Erika Kokay considera justos os valores e a distribuição de recursos. A parlamentar culpa as doações de campanha feitas por empresas como responsáveis por boa parte dos escândalos de corrupção envolvendo partidos políticos.

“Quando se tem financiamento ligado a quem tem poder econômico, cria-se um parlamento vinculado a esses interesses. Essa realidade dificulta a participação de entes que deveriam ter mais representação, como mulheres, negros, indígenas e outros que não estão ligados a grupos econômicos. Com financiamento público, você tem maior transparência”, acredita.

Para o presidente regional do PPS, Francisco Andrade, a reforma favoreceu as grandes legendas, e a sigla dele terá que “manter os pés no chão”. “Vamos nos preparar para uma campanha com poucos recursos, como já ocorria em anos eleitorais anteriores. Ainda assim, acho que o diferencial nesta eleição será a rejeição da população aos partidos que estão envolvidos em escândalos”, opina.

Já o deputado distrital Robério Negreiros (PSDB) acredita que as novas regras vão afetar tanto as grandes quanto as pequenas legendas. “Os recursos estão mais escassos para todos. Os nanicos, contudo, serão mais prejudicados. Aqueles que recebem mais dinheiro vão ter chances melhores”, avalia.

Entre os partidos de menor expressão, o PSOL é um dos que serão afetados. A sigla, que sempre se manifestou favorável ao financiamento público de campanha, acredita que a reforma eleitoral apenas preservou a realidade atual.

“Tudo foi aprovado para manter grandes partidos e aqueles que estão no poder por mais alguns anos. As mudanças não trazem nada de bom para agremiações ideológicas, como nós, o PCB, o PSTU e a Rede, por exemplo. Por outro lado, o dinheiro de campanhas vindo do Estado evita a prostituição generalizada causada pelas doações de empresas. O que nós estamos estupefatos é o valor aprovado. É muito dinheiro”, critica Toninho do PSOL, presidente da sigla no DF.

“Corrupção não acaba”
Mesmo com as mudanças nas leis, o advogado eleitoral Bruno Martins acredita que ainda haverá formas de burlar o pleito. Para o especialista, velhos esquemas poderão se repetir. “Não acredito em uma coibição da prática de corrupção. Sempre defendi que fossem permitidas doações de pessoas jurídicas, mas seria necessário criar requisitos para que isso ocorresse”, argumenta.

O advogado também questiona a falta de critérios na divisão dos recursos dentro dos partidos. “Será que haverá distribuição de forma igualitária aos candidatos? Uma das principais reclamações das regras anteriores era a falta de transparência. Infelizmente, as mudanças não alteraram essa realidade.”

 Fonte: Metrópoles
Comentário

Brasília

Águas Claras ganhará nova ciclovia com acesso à EPTG

Publicado

dia

 

GABRIEL JABUR/AGÊNCIA BRASÍLIA

Obras começam na manhã desta terça-feira (25/9). Projeto, com 3km de extensão, deve ser concluído até o fim deste ano

As obras para a construção da nova ciclovia que liga Águas Claras à Estrada Parque Taguatinga (EPTG) começam nesta terça-feira (25/9). Segundo informações do Instituto Brasília Ambiental (Ibram), a nova pista terá cerca de três quilômetros e reduzirá o percurso entre a cidade e a EPTG em mais de oito quilômetros para os ciclistas da região.

O acesso ligará o circuito do Parque Ecológico de Águas Claras e as vias internas da cidade à Estrada Parque e devem ficar prontas até o fim deste ano.

DIVULGAÇÃO/IBRAM. Nova ciclovia (em amarelo) com três quilômetros

As obras foram possíveis depois da doação de aproximadamente 36 hectares da área pertencente à Residência Oficial de Águas Claras. Devido à mudança, o parque urbano passou a ser considerado um dos maiores do DF, com 126,4 hectares.

Além da ciclovia, a região administrativa também vai contar com novas alternativas viárias para a entrada e saída de moradores que devem ajudar a desafogar o trânsito da cidade.

O início da construção será supervisionado nesta terça-feira pelo Departamento de Estradas de Rodagem (DER), Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap) e Ibram.

Fonte: Metrópoles

Ver mais

Brasília

Temperatura mais quente do ano se repete: terça-feira terá 34,5ºC no DF

Publicado

dia

Calor tem sido marcante nos últimos dias dos brasilienses, e pode aumentar ainda mais

(foto: Ana Rayssa/Esp. CB/D.A Press )

A primavera chegou trazendo ao Distrito Federal o dia mais quente do ano logo nos seus primeiros dias. A estação que começou na noite de sábado (22/9) foi a responsável pela temperatura máxima de 34,5ºC já no domingo, dia que a capital registrou sua maior marca de calor em 2018. E quem se surpreendeu com o sol daquele dia, pode ir se preparando: os termômetros vão registrar nesta terça-feira (25/9) o mesmo valor daquele dia.

Ou seja, o brasiliense terá hoje mais um dos dias mais quentes do ano. A umidade relativa do ar também fica baixa, entre 90% e 20%, deixando o tempo seco. O céu claro terá a presença de poucas nuvens e uma névoa seca, resultado de poeiras e outros poluentes que saem da superfície. Para os moradores de Brasília que não gostam desse tempo aberto e quente, as próximas previsões do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) não são animadoras.
“A tendência é que esse clima seco, com temperaturas máximas bem altas, como a de hoje, continue ao longo da semana”, explicou o meteorologista Mamedes Luiz Mello. Ao que tudo indica, o DF terá termômetros marcando números acima dos 30ºC até sexta-feira, pelo menos. Segundo a especialista do Inmet Morgana Almeida, no final de semana as chances de chuva aparecem, mas em torno de 10%, porcentagem considerada muito baixa.
A mínima nesta terça ficou em 14ºC, pela madrugada. Novamente, o horário em que as previsões colocam a capital em uma situação de calor mais crítica é pela tarde. Para Mamedes, essa temperatura máxima de 34,5ºC pode vir às 16h. Para enfrentar esse tempo, médicos e outros profissionais de saúde recomendam que é primordial se hidratar bastante. Valem ainda os conselhos já decorados por todo brasiliense, como trocar o uso do ar condicionado pelo umidificador de ar e até colocar uma toalha molhada no quarto antes de dormir.
Fonte: Correio Braziliense
    Ver mais

    Brasília

    Moradores fecham saídas de Brazlândia, no DF, contra mudança em linhas de ônibus

    Publicado

    dia

    Manifestantes põem fogo em pneus em uma das saídas de Brazlândia — Foto: Reprodução

    Moradores de Brazlândia, no Distrito Federal, fecharam as saídas da região na manhã desta terça-feira (25) em protesto contra as mudanças no transporte público pelo DFTrans. Segundo eles, a integração com o Metrô e a mudança nas linhas aumentou o tempo de espera pelos ônibus e o tempo de viagem.

    Os manifestantes colocaram fogo em pneus. Garagens de ônibus foram barradas para impedir a saída dos coletivos. A situação foi normalizada por volta das 9h30, quando uma faixa no sentido Brasília foi liberada.

    O grupo quer que o DFTrans restabeleça o sistema de ônibus que existia até então em Brazlândia – ou seja, voltar com as 10 linhas cortadas e extinguir as cinco criadas no lugar.

    Moradores põem fogo em pneus em protesto contra mudança em linhas de ônibus — Foto: Reprodução

    “Os ônibus que saem de Brazlandia e passam pelo Incra 9, DF-180, em direção à BR-070 foram quase todos alterados. Agora vão até o Incra 8, dão a volta e seguem pela BR-080”, reclamou uma moradora.

    De acordo com a Polícia Militar e com a Polícia Rodoviária Federal, cerca de 30 pessoas participaram do protesto.

    Às 6h53, o engarrafamento na BR-080, uma das principais pistas que passam pela região, chegou a 6 km de extensão.

    Moradores põem fogo em pneus em protesto contra mudança em linhas de ônibus — Foto: Reprodução

    Moradores fechando saída de Brazlândia nesta terça-feira (25) em protesto contra mudança em linhas — Foto: Reprodução/TV Globo

    Uma das pistas interditadas, a DF-430, foi liberada por volta das 7h. No entanto, a BR-080 continuva interditada até a última atualização desta reportagem.

    Linhas que deixaram de operar em Brazlândia — Foto: Reprodução/TV Globo

    O DFTrans afirmou “continua aberto ao diálogo com os moradores de Brazlândia” e alegou ter sido “pego de surpresa” com a manifestação: “Das 25 reivindicações solicitadas na semana passada, 23 já foram atendidas”.

    Por meio de nota, o DFTrans enviou uma relação de ações tomadas em relação ao transporte público de Brazlândia, na qual cita estudos técnicos e pesquisas de campo realizados durante três meses antes da implantação das mudanças, além de encontros na administração regional com líderes comunitários.

    Segundo o órgão, “novas linhas foram criadas e, para otimizar a rede, algumas linhas foram fundidas, porém sem prejuízo no itinerário” e, como os ônibus não precisam mais passar pela BR-070, a alteração trouxe ganho de tempo de viagem.

    Fonte: G1 DF.

    Ver mais
    Publicidade

    Escolha o assunto

    Publicidade