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Em Camarões, longa espera e violência marcam eleições

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Os dados de cada colégio eleitoral devem ser transmitidos ao Conselho Constitucional em um prazo de até 15 dias após as eleições

Camarões se preparava nesta segunda-feira para uma longa espera, que pode ser de duas semanas, para conhecer os resultados da eleição presidencial deste domingo, marcada por uma alta abstenção e por distúrbios nas regiões de língua inglesa do país.

O presidente Paul Biya, de 85 anos, no poder desde 1982 e aspirante a um sétimo mandato consecutivo, enfrenta sete outros candidatos e aparece como o favorito das eleições, apesar da guerra que se instalou no final de 2017 no Camarões anglófono, depois de mais um ano de crise sociopolítica que degenerou em um conflito armado.

Os dados de cada colégio eleitoral devem ser transmitidos ao Conselho Constitucional, único habilitado para proclamar os resultados em um prazo de até 15 dias após as eleições.

Diariamente, centenas de separatistas armados combatem com violência o exército.

Mais de 175 membros das forças de defesa e segurança do país morreram, assim como 400 civis. Não há balanços disponíveis do lado separatista.

Nas duas regiões anglófonas houve distúrbios durante as eleições de domingo, em que muito poucos eleitores participaram.

Além disso, na região do Extremo Norte, o exército também combate os extremistas do Boko Haram, que fazem muitos ataques desde 2014 contra a população do país.

Fonte: Portal Exame

 

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Por conflito político, jogador do Arsenal não disputa final no Azerbaijão

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A decisão do meia-atacante Henrikh Mkhitaryan foi motivada pelos problemas entre os países que fizeram parte da União Soviética e já entraram em guerra

O jogador do Arsenal foi criticado pela imprensa do Azerbaijão (Harriet Lander/Getty Images)

Baku — A imprensa do Azerbaijão criticou nesta quarta-feira (22), de maneira quase geral, a decisão do meia-atacante armeno Henrikh Mkhitaryan, do Arsenal, de não disputar a final da Liga Europa, contra o Chelsea, no dia 29.

“Preferiu ser refém dos próprios medos. O mais importante é que confundiu o campo de futebol com o mundo político”, diz o site “Zerkalo”.

A decisão foi motivada pelos problemas nas relações diplomáticas entre Armênia e Azerbaijão, que fizeram parte da União Soviética e já entraram em guerra pela região de Nagorno-Karabakh, localizada no território azeri, mas com maioria de população armena.

“O jogo terminou de uma maneira previsível. Henrikh marcou um gol contra”, completa o “Zerkalo”.

O site “Haqqin”, por sua vez, acusou o Arsenal de praticar o “jogo sujo” e de tornar a situação mais conturbada, com direito a desinformar a imprensa mundial sobre supostos problemas de segurança em Baku.

“Depois de anunciarem a decisão, o clube de Londres ainda tenta jogar no Azerbaijão e na Uefa toda a culpa pela medida tomada por Mkhitaryan”, aponta o veículo.

De acordo com o site, o meia-atacante dos ‘Gunners’ não tinha qualquer intenção de viajar para o Azerbaijão, mas optou por transformar o assunto em um problema internacional.

“Certamente, essa história será aproveitada como justificativa, se o Arsenal perder para o Chelsea”, publicou o “Haqqin”.

Recentemente, o governo do Azerbaijão se manifestou, garantindo que não haveria nenhum impedimento para a entrada do meia-atacante no país, apesar dos problemas diplomáticos com a Armênia.

“Exploramos todas as opções possíveis para que Micki fizesse parte do time, mas depois de consultar ele e a família, chegamos a conclusão de que não deveria fazer parte da viagem”, afirma comunicado divulgado ontem pelo Arsenal.

Mkhitaryan já se recusou a viajar para o Azerbaijão, em 2015, quando defendia o Borussia Dortmund, que enfrentaria o Qabala, pela fase de grupos da Liga Europa.

 

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Polícia espanhola realiza operação contra exploração sexual de brasileiras

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Quatro pessoas foram presas, entre elas uma mulher e um homem brasileiros

A polícia da Espanha realizou nesta terça-feira (21) uma operação para desarticular uma quadrilha especializada no tráfico de mulheres brasileiras que eram exploradas sexualmenteno país. Quatro pessoas foram presas, sendo um cidadão espanhol, uma mulher e um homem brasileiros e um colombiano.

As vítimas eram enganadas com a promessa de uma vida melhor na Espanha. Os integrantes da quadrilha prometiam às mulheres que elas trabalhariam como garçonetes e que só teriam que devolver o dinheiro da passagem de avião, paga pela organização criminosa.

No entanto, quando elas chegavam ao país, os integrantes da rede as obrigavam a salda a dívida por meio de prostituição.

A única mulher presa foi identificada como um dos membros mais fortes hierarquicamente dentro da rede. Ela era encarregada de receber as vítimas na Espanha e levá-las ao local onde eram obrigadas a se prostituir.

*Com informações da Agência EFE

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Maduro propõe antecipar eleição para Parlamento controlado pela oposição

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Eleições estavam previstas para ocorrer em 2020

O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, propôs na segunda-feira (20/5), antecipar as eleições para a Assembleia Nacional, atualmente controlada pela oposição e presidida por Juan Guaidó. As eleições parlamentares estavam previstas para 2020. O chavista, no entanto, não deu detalhes nem determinou uma data específica, dando a impressão de a declaração ser mais um desafio aos opositores do que uma medida efetiva.

Maduro lançou o desafio durante um ato no Palácio de Miraflores pelo aniversário de um ano de sua reeleição à presidência, boicotada pela maioria da oposição, considerada fraudada por Guaidó e não reconhecida pela maior parte da comunidade internacional.

“Vamos legitimar a única instituição que não o fez nos últimos cinco anos”, disse Maduro, segundo informações divulgadas no Twitter de seu órgão oficial de comunicação. “Vamos antecipar as eleições para a Assembleia Nacional para saber quem tem mais votos. Eleições já. Quem vai ganhar? O povo chavista, cristão e revolucionário.”

Diosdado Cabello, um dos nomes mais fortes do chavismo, deu mais pistas sobre o que o presidente pretende. “No máximo no ano que vem teremos eleições. A próxima eleição será da Assembleia Nacional. Eles (opositores) participarão, sim ou não? Nós vamos participar”, disse Cabello, que é presidente da Assembleia Constituinte, criada por Maduro para substituir os poderes do Parlamento.

Pouco antes da sugestão de Maduro, a Constituinte, que é composta apenas por chavistas, aprovou um decreto que prorroga o funcionamento do órgão até 2020 – um ano e cinco meses além do previsto inicialmente. A proposta de prorrogação foi feita pelo deputado constituinte Pedro Carreno para “defender o povo” de “ataques da direita” e ganhou apoio de figuras importantes do chavismo.

Em 2015, a oposição surpreendeu o chavismo e venceu as eleições legislativas, obtendo cerca de dois terços dos deputados. Desde então, Maduro tenta minar os poderes do Parlamento. O golpe mais eficaz foi dado em 2017, quando convocou uma Assembleia Nacional Constituinte.

Sob pretexto de reescrever a Constituição, o novo órgão assumiu as funções da Assembleia Nacional. Sem ter nenhum integrante da oposição, a Constituinte foi eleita com a participação de apenas 40% dos eleitores – a oposição garante que menos de 20% apareceu para votar.

Crimes

A polícia espanhola deteve ontem quatro pessoas no âmbito de uma investigação envolvendo o ex-embaixador da Espanha na Venezuela Raúl Morodo, suspeito de lavagem de dinheiro e de outros crimes ligados ao desfalque de € 4,5 milhões da estatal PDVSA.

Embora o diplomata seja o principal suspeito do caso, Morodo não foi preso em consequência de sua idade avançada, 84 anos, e saúde debilitada. Entre os detidos, está seu filho, Alejo Morojo.

A investigação, sob sigilo judicial, tem como foco o período entre 2008 e 2013, logo após o término de seu mandato de três anos como embaixador da Espanha na Venezuela, no governo do premiê socialista José Luís Rodríguez Zapatero. Os crimes atribuídos aos envolvidos são lavagem de dinheiro, falsificação de documentos e delitos fiscais, entre 2012 e 2015.

A investigação ocorre em três países europeus – Portugal, Andorra e Espanha -, além de Estados Unidos, onde vivem dezenas de cidadãos venezuelanos suspeitos de lavar dinheiro em troca de suborno, quando ocupavam cargos em empresas públicas durante o governo de Hugo Chávez, entre 1999 e 2013.

Os investigadores acreditam que o dinheiro tenha sido enviado para a Espanha como pagamento de contratos falsos, por meio de um esquema em que as propinas foram usadas em investimentos imobiliários. (Com agências internacionais)

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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