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Dono de sorveteria do DF foi morto a mando de ex-mulher, diz policia

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“Motivação foi financeira”, afirma delegado. Mulher é suspeita de contratar dois homens para executar empresário; os três estão presos.

A Polícia Civil do Distrito Federal prendeu nesta segunda-feira (9), a ex-mulher do dono de uma sorveteria no Recanto das Emas. Ela é suspeita de ter mandado matar o marido. O assassinato de Lessandro Vilela Borba, 38 anos, foi no dia 10 de julho passado e, segundo as investigações, a mulher teria convencido o zelador do prédio onde morava e um funcionário da sorveteria para que executassem o empresário.

De acordo com o delegado Pablo Aguiar, da 27ª DP, a mulher mantinha um relacionamento amoroso com os dois suspeitos. Ela teria “encomendado” o crime porque não concordava com a partilha de bens depois da separação.

“Ela já havia se separado do Lessandro há dois anos e Lessandro estaria se envolvendo com outra mulher. Com receio que essa mulher engravidasse e tivesse filhos com Lessandro, o patrimônio dele, que ele era um empresário bem sucedido daqui da cidade, inclusive com lojas em Samambia também, fosse repartido e que os filhos dela ficassem sem esses bens”, disse Aguiar.

Lessandro foi assassinado com três tiros, às 11h30 do dia 10 de julho, na porta da sorveteria que fica na avenida principal do Recanto da Emas. O delegado responsável pelo caso disse ainda que duas testemunhas viram o crime e reconheceram os dois homens.

O zelador, de 36 anos, teria confessado a autoria dos disparos e o funcionário da sorveteria, de 19 anos, seria quem estava dirigindo o carro. “Os dois vieram de Luziânia para cometer o crime no Recanto”, disse a polícia.

A ex-mulher de Borba e os dois homens estão em prisão temporária, de 5 dias, mas o delegado explicou que já pediu à Justiça a prisão preventiva dos suspeitos.

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Torcedores celebram vitória do Brasil e estendem comemoração nos bares

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Brasilienses que chegaram aos bares e restaurantes antes das 9h pretendem continuar com as celebrações até o fim do dia

José Osmar, Sandro Braga e Arthur Weiber no bar: movimento superou expectativas(foto: Isabela Nóbrega/Esp. CB/D.A Press)

Com uma vitória apertada, garantida somente nos acréscimos, a Seleção Brasileira fez com que os torcedores deixassem de lado o arrependimento por terem acordado cedo nesta sexta-feira (22/6). O jogo contra a Costa Rica começou às 9h, mas, às 7h, os espectadores já se reuniam em bares e restaurantes do Distrito Federal para acompanhar a partida. Os dois gols marcados após os 45 minutos do segundo tempo animaram os brasilienses e garantiram a continuidade das comemorações no início do fim de semana.

A servidora pública Ângela Paiva, 34 anos, e a psicóloga Natália Jansen, 32, ficaram animadas com o resultado do jogo. “Na primeira partida do Brasil, chegamos aqui no final. Nesta, viemos cedo para acompanhar. Agora, estamos esperando alguns amigos, que moram no Rio de Janeiro e também vão curtir a tarde musical daqui”, conta Ângela. Natália acrescentou que a comida, a música, o atendimento e o público estavam excelentes durante todo o dia. “Gostei daqui porque os frequentadores são bonitos. Achei uma ótima opção para quem está solteiro”, recomendou a psicóloga.

O analista de sistemas Sandro Braga, 46, é cliente antigo do estabelecimento: “Gosto de assistir aqui porque é animado, tem vários telões e o local é arejado. Cheguei em cima da hora e, ainda assim, consegui um bom lugar. Só queria ver o jogo das 15h, mas preciso trabalhar. Apesar disso, no fim do expediente, eu voltarei”, acrescentou.
Para Arthur Weiber, proprietário do bar, o jogo superou as expectativas. “Por ser às 9h, eu não esperava que o movimento fosse tão bom. Para o próximo, já temos cerca de 100 ingressos vendidos. A expectativa é de que as comemorações sejam melhores que as de hoje, que foram bem animadas”, afirma.

Hora-extra durante a semana

O servidor público Regis Folia, 43, conta que, para garantir a folga de hoje, teve de fazer hora-extra durante a semana. Ele assistiu ao jogo em um bar no Setor de Indústrias Gráficas (SIG) e considerou o café da manhã no estabelecimento um diferencial. “O pessoal aqui estava bastante animado, torci muito com meus amigos e pretendo acompanhar todos os jogos seguintes.”
Chef de cozinha do bar, Jorge Siqueira lembrou que, há uma semana, a equipe estava nos preparativos para fazer um café da manhã, algo incomum na casa, que abre às 11h. “Fizemos um coffee-break com bolo, salgados, cachorro-quente. Depois, servimos o almoço”, detalhou.
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A quatro meses da eleição, Rollemberg libera R$ 4 mi de publicidade

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Recursos são de dívidas da gestão anterior. Especialistas dizem que prioridade deveria ser quitar débitos de áreas como saúde

A quatro meses das eleições de 2018, o governador Rodrigo Rollemberg (PSB) abriu o cofre para quitar dívidas de uma área estratégica, especialmente para quem sonha em se manter no comando do Palácio do Buriti. Em edição extra do Diário Oficial do DF na quinta-feira (21/6), a Secretaria de Comunicação liberou o pagamento de R$ 4.015.697,78 a três agências de publicidade. O valor se refere a campanhas institucionais do GDF feitas ainda em 2014.

As agências de publicidade têm papel de destaque em campanhas, pois cabe a elas trabalhar a imagem dos clientes. Essas empresas recebem recursos do governo e produzem peças veiculadas em diversas mídias, como outdoors e veículos de grande circulação. Os políticos que amargam baixos índices de popularidade costumam investir pesado em propaganda na tentativa de reverter a má impressão do eleitorado.

A maior dívida a ser paga é com a Agnelo Pacheco Criação e Propaganda Ltda., no valor de R$ 2.204.680,62. Em seguida, vem o saldo em aberto com a CCA Comunicação e Propaganda Ltda., da ordem de R$ 1.353.516,31. Por fim, a Propeg Comunicação S/A – que ainda presta serviço para o GDF – tem a receber R$ 457.500,85.

No texto publicado no DODF, a Subsecretaria de Administração Geral da Secretaria de Comunicação determina a emissão das notas de empenho, de liquidação e previsões de pagamento aos credores. As normas e condições desses pagamentos estão previstos no Decreto nº 39.014/2018.

Prioridades questionáveis
A liberação de recursos a poucos meses da campanha chamou a atenção de Alexandre Bandeira, mestre em administração pela Universidade de Brasília (UnB) e diretor da Strattegia Consultoria.

Para o especialista, o pagamento às agências de publicidade demonstra que as prioridades de Rollemberg são diferentes dos anseios da população. O GDF tem débitos pendentes em áreas como saúde e transporte público, e os R$ 4 milhões poderiam ajudar a mitigar os problemas estruturais dessas setores.

“É estranho o fato de o GDF ajustar pendências com empresas de comunicação às vésperas do pleito eleitoral, marcado para 7 de outubro. Para quem não tem nada a perder, é uma tentativa de frear a produção de pautas negativas”, diz Bandeira.

A gestão Rollemberg tem falhado em áreas cruciais, como saúde, educação e segurança. E não deve mudar a sua imagem com base em propaganda, segundo o especialista.

É preciso ter prestado um bom serviço. Liquidar faturas não muda, da noite para o dia, a imagem de gestores. Existe uma máxima importante: quanto melhor o governo, menor a necessidade de se investir em comunicação. O povo percebe o benefício. Não precisa ser convencido de que ele existe

Alexandre Bandeira, diretor da Strattegia Consultoria

Contradição
Para o professor e cientista político da UnB Aurélio Maduro de Abreu, a liberação dos recursos contradiz o mantra que Rollemberg vem repetindo, de que não tem dinheiro em caixa.

“O governo deveria dar transparência de quanto recurso tem em caixa e o quanto poderia pagar. Passou quatro anos dizendo que não tinha dinheiro, mas, casuisticamente, achou recurso para pagar empresas que prestaram serviço do governo anterior. O que a sociedade clama é transparência”, disse Abreu.

O outro lado
Segundo o secretário de Comunicação do DF, Paulo Fona, os pagamentos vêm sendo feitos desde 2016, inclusive em outras áreas, como saúde, educação e obras. “Esse é o padrão: quitar o que o governo anterior deixou”, ressaltou o secretário.

A reportagem entrou em contato por telefone e e-mail com as empresas CCA Comunicação e Propaganda Ltda; Propeg Comunicação S/A e Agnelo Pacheco Criação e Propaganda para esclarecimentos sobre as dívidas. Ninguém quis se pronunciar oficialmente.

No entanto, sob a condição de anonimato, o gestor de uma das empresas comentou a decisão do GDF. “Um atraso de quatro anos traz muitos transtornos para a empresa. Tivemos que demitir funcionários e acabamos fazendo o repasse para os veículos de comunicação fora da data”, afirmou.

Segundo ele, muitas vezes a empresa é quem transfere os valores para os veículos de comunicação a partir da confecção de publicidade e isso acaba gerando um “efeito cascata”. “Deixamos de fechar com o GDF e estamos só com entidades privadas no momento. Confirmamos o pagamento, mas o atraso é prejudicial para toda a cadeia”, completou.

 

Dívidas
Com as chamadas Dívidas de Exercícios Anteriores (DEAs), o GDF calcula um rombo de aproximadamente R$ 54 milhões só com publicidade. O valor refere-se aos gastos com a área deixados pela gestão do petista Agnelo Queiroz. Ainda segundo o Executivo, somados todos os setores, como saúde e educação, o déficit chega a R$ 1,2 bilhão.

A dívida com fornecedores herdada pelo governo Rollemberg era de aproximadamente R$ 1,2 bilhão. Em três anos, foram quitados cerca de R$ 853 milhões, segundo a Secretaria de Fazenda. A expectativa do Executivo local é sanar o restante até o fim do mandato.

No entanto, muitas empresas ainda reclamam da falta de pagamentos. Na área de tecnologia da informação (TI), credores cobram em torno de R$ 150 milhões referentes a contratos assinados pela gestão anterior, de acordo com o presidente do Sindicato das Empresas de Serviços de Informática do Distrito Federal (Sindesei-DF), Marco Túlio Chaparro. Só no âmbito da saúde, o débito é estimado em R$ 10 milhões.

“Tem muita dívida de 2014 que algumas companhias estão começando a receber. A gente não sabe por que exatamente agora, coincidentemente em ano de eleição”, afirma Marco Túlio Chaparro.

Ainda há passivos com empresas da construção civil. Segundo o presidente da Associação Brasiliense de Construtores (Abrasco), Afonso Assad, a dívida do governo petista é de R$ 110 milhões: R$ 50 milhões junto à Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap); R$ 50 milhões do Serviço de Limpeza Urbana (SLU); e R$ 10 milhões das secretarias de Saúde, Educação e Infraestrutura. De acordo com Assad, os empresários esperam receber em breve.

Pagamento
Dos mais de R$ 300 milhões a serem pagos ainda em 2018, R$ 180 milhões são de despesas da Secretaria de Saúde, informou a Fazenda. O restante diz respeito a valores devidos em áreas como infraestrutura, mobilidade, educação, na Novacap e no SLU e comunicação. Além de recursos para a Saúde, sendo desembolsado R$ 50 milhões em 2018.

A coordenadoria de Tecnologia da Informação da Secretaria de Saúde informou que “as dívidas com as empresas de TI são relacionadas a processos de improbidade das gestões anteriores, mais especificamente aos ligados a escândalos como o da Caixa de Pandora e entre 2010 e 2014, quando o GDF foi afetado pela falta de recursos”.

No caso das empresas de transporte, o débito do GDF está em torno de R$ 122 milhões. A administração anterior deixou um passivo de R$ 96 milhões. Desse total, R$ 56 milhões foram pagos e R$ 40 milhões estão sub judice, de acordo com dados do Transporte Urbano do Distrito Federal (DFTrans).

 

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É Destaque

Cai intenção de votos em Bolsonaro, aponta nova pesquisa eleitoral

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Em duas semanas, o deputado federal Jair Bolsonaro apresenta queda de 5% na pesquisa espontânea e de 6% na estimulada. Levantamento foi feito pelo Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (Ipespe)

Apesar da queda, Bolsonaro ainda lidera no cenário sem Lula na disputa(foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)

A intenção de votos do pré-candidato à Presidência da República Jair Bolsonaro (PSL) diminuiu nas últimas semanas, aponta pesquisa do Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (Ipespe). O deputado federal fluminense ainda lidera quando o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não é incluído, mas tem índices mais baixos que os mostrados em mostras anteriores.
Na pesquisa em que não são apresentados nomes dos candidatos, Bolsonaro aparece com 13%. Na última semana de maio, nessa mesma situação, sua marca foi de 18%; e na primeira semana de junho, 14%. Seu índice, portanto, caiu 5% em duas semanas, índice maior que a margem de erro da pesquisa, de 3,2%.
Nessa situação, o ex-presidente Lula variou dentro da margem de erro. Na última semana de maio, aparecia com 12%; subiu para 14% na semana passada e, agora, voltou a marcar 12%, tecnicamente empatado com Bolsonaro. Os demais presidenciáveis não chegam a 2%.

Pesquisas estimuladas

Quando os esntrevistados são solicitados a escolher um candidato de uma lista de nomes pré-definidos, Lula fica à frente, com 29% das intenções de voto, oscilando dentro da margem de erro (no fim de maio, tinha 28%; e na semana passada, 30%). Bolsonaro aparece em segundo, com 19%, mais uma vez com tendência de queda. Na última semana de maio, ele tinha 25%; e na semana passada, 20%.
O índice dos que dizem que não votariam em ninguém nessa situação é de 18%, mais alto que os demais candidatos incluídos na pesquisa: Marina Silva (10%), Geraldo Alckmin (7%), Ciro Gomes e Álvaro Dias (6%), Henrique Meirelles (2%), Manuela D’Ávila e João Amoêdo (1%).
No cenário sem o ex-presidente Lula e com o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad (PT) na disputa, Bolsonaro lidera com 21%, seguido pelo empate técnico entre Marina Silva (13%) e Ciro Gomes (10%). Haddad aparece com apenas 2%, e os brancos, nulos e indecisos somam 33%.
O cenário, no entanto, muda quando Haddad é apresentado como o indicado por Lula. Nesse caso, o ex-prefeito sobe para 11% e fica à frente de Marina (10%), Ciro (9%), Alckmin (8%) e Álvaro Dias (6%). Nessa situação, Bolsonaro tem 20%.

Segundo turno

No cenário de segundo turno entre Lula e Bolsonaro, o petista tem 42% contra 34% do candidato do PSL. Há uma semana, a vantagem era de 5% e configurava empate técnico entre os candidatos.
Numa eventual disputa entre Marina Silva e Bolsonaro, o cenário é de empate técnico, com a ex-senadora liderando por 38% a 34%. O empate se repete com Ciro Gomes (34% a 33% a favor do deputado do Rio de Janeiro) e com Alckmin (33% a 31%, novamente a favor de Bolsonaro).

Rejeição

Os pré-candidatos continuam com grande rejeição por parte do eleitorado. Os principais nomes aos Palácio do Planalto aparecem empatados tecnicamente quando se pergunta em quem o eleitor não votaria. Alckmin e Lula lideram com 60%, seguidos por Marina (57%), Haddad (57%), Ciro (56%), Meirelles (55%) e Bolsonaro (52%).
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