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Dólar à vista renova máximas acima de R$ 3,88 com exterior e eleições no radar

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Dólar à vista ultrapassou os R$ 3,880

Agência Brasil

O dólar à vista começou a sessão desta quinta-feira, 19, renovando máximas e ultrapassou os R$ 3,880, acompanhando o fortalecimento da moeda americana no exterior. O movimento reflete as avaliações do presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), Jerome Powell, que minimizou o impacto das disputas comerciais e demonstrou otimismo com a economia norte-americana, o que reforçou as expectativas dos investidores sobre a força da moeda no longo prazo.

Mais cedo, a divulgação de dados positivos sobre a economia dos Estados Unidos deu suporte à valorização adicional, assim como a queda dos preços do petróleo. Os pedidos de auxílio-desemprego nos EUA caíram 8 mil na última semana, a 207 mil, ante previsão de 220 mil, enquanto o índice de atividade regional do Federal Reserve da Filadélfia subiu de 19,9 em junho a 25,7 em julho, ante projeção de 20,8 dos analistas.

No cenário doméstico, as articulações para a formação de alianças de olho na corrida presidencial deixam os investidores na retaguarda. Há expectativas em torno da definição do pré-candidato que terá o apoio do Centrão (bloco integrado pelas legendas Solidariedade, PRB, DEM e PP), que está entre os pré-candidatos Ciro Gomes (PDT) e Geraldo Alckmin(PSDB).

O apoio do bloco também é cobiçado pelo ex-ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, pré-candidato do MDB ao Palácio do Planalto, que concede às 11h entrevista ao Broadcast Ao Vivo Interativo.

A movimentação do pré-candidato do PSL, Jair Bolsonaro, para indicar seu vice também está no radar. Há possibilidade de formação de uma “chapa pura” com a advogada Janaina Paschoal, uma das autoras do pedido de impeachment da ex-presidente petista Dilma Rousseff, que se filiou ao PSL em maio. Em entrevista à Rádio Eldorado, Janaina disse que ainda não recebeu nenhum convite, mas se mostrou otimista com a possibilidade.

Às 9h35 desta quinta-feira, o dólar à vista atingiu máxima, aos R$ 3,8863 (+1,09%). O dólar futuro de agosto estava em alta de 0,83%, aos R$ 3,8890.

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    Economia

    Arrecadação federal cresce 1,28% e tem melhor abril desde 2014

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    Informações foram divulgadas nesta quinta-feira, 23, pela Receita Federal

    Receita Federal: arrecadação de impostos e contribuições federais somou R$ 139,030 bilhões em abril (iStock/Thinkstock)

    Brasília — A arrecadação de impostos e contribuições federais somou R$ 139,030 bilhões em abril, um aumento real (já descontada a inflação) de 1,28% na comparação com o mesmo mês de 2018. Em relação a março deste ano, houve aumento de 25,84%. As informações foram divulgadas nesta quinta-feira, 23, pela Receita Federal.

    O valor arrecadado foi o melhor desempenho para meses de abril desde 2014. O resultado veio dentro do intervalo de expectativas de duas instituições ouvidas pelo Projeções Broadcast, que ia de R$ 130 bilhões a R$ 152,7 bilhões, com mediana de R$ 138,450 bilhões.

    Entre janeiro e abril deste ano, a arrecadação federal somou R$ 524,371 bilhões, o melhor desempenho para o período também desde 2014. O montante representa avanço de 1,14% na comparação com igual período do ano passado.

    Contribuiu para o resultado de abril a arrecadação de R$ 11,030 bilhões em receitas administradas por outros órgãos, uma alta de 24,82% em relação ao mesmo mês de 2018. No ano, essas receitas somam R$ 25,205 bilhões, 21,12% de crescimento.

    Desonerações

    As desonerações concedidas pelo governo resultaram em uma renúncia fiscal de R$ 31,994 bilhões entre janeiro e abril deste ano, valor maior do que em igual período do ano passado, quando ficou em R$ 27,578 bilhões.

    Apenas no mês de abril, as desonerações totalizaram R$ 7,927 bilhões, também acima de abril do ano passado (R$ 6,891 bilhões).

    Só a desoneração da folha de pagamentos custou aos cofres federais R$ 684 milhões em abril e R$ 2,874 bilhões no acumulado do ano.

     

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    Economia

    Em Pequim, Mourão diz que Brasil ampliará parcerias tecnológicas com China

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    Durante visita oficial, vice declarou que Brasil “vê com bons olhos” a Huawei, empresa chinesa em conflito com o governo dos EUA

    O vice-presidente Hamilton Mourão disse, nesta quarta-feira 22, durante um simpósio do Conselho Empresarial Brasil-China, em Pequim, que a demanda por alimentos por parte do país asiático seguirá crescendo, mas é preciso diversificar as exportações brasileiras com produtos de maior valor agregado. Um dia após declarar que o governo brasileiro vê a multinacional chinesa de telecomunicações Huawei “com bons olhos” – em meio a conflitos entre a empresa e os Estados Unidos -, Mourão defendeu a ampliação de parcerias com os chineses em ciência, tecnologia e inovação.

    No ano passado, os principais produtos exportados pelo Brasil para a China foram soja, combustíveis e minérios de ferro e seus concentrados, que são, basicamente, matérias-primas.

    “A China continuará a crescer acima da média mundial e sua demanda por alimentos, por exemplo, deverá crescer de 11% a 13% até 2030. Iremos trabalhar para ampliar e diversificar as exportações brasileiras com maior valor agregado. Aumentar o volume e redirecionar os investimentos chineses para áreas de interesse do Brasil e aprofundar a cooperação em ciência, tecnologia e inovação”, disse Mourão, que cumpre até sexta-feira uma visita oficial ao país.

    A China é, desde 2009, o principal parceiro comercial do Brasil. A corrente de comércio bilateral alcançou, em 2018, 98,9 bilhões de dólares (exportações de 64,2 bilhões de dólares e importações de 34,7 bilhões de dólares). O comércio bilateral caracteriza-se por expressivo superávit brasileiro, mantido há nove anos, e que, em 2018, atingiu recorde histórico de 29,5 bilhões de dólares.

    Cosban

    Mourão presidirá, nesta quinta-feira 23, a 5ª reunião da Comissão Sino-Brasileira de Alto Nível de Concertação e Cooperação (Cosban), também na capita chinesa. Ele também será recebido, no dia seguinte, pelo presidente do país,Xi Jinping. A viagem a China é preparatória para a ida do presidente Jair Bolsonaro ao país, no segundo semestre.

    Instituída em 2004, a Cosban é o principal mecanismo de coordenação da relação bilateral entre o Brasil e a China e é comandada pelos vice-presidentes dos dois países. A comissão, no entanto, não se reúne desde 2015. A uma plateia formada por empresários e diplomatas, o vice-presidente disse hoje que pretende ampliar o “arcabouço” de assuntos tratados pela Cosban.

    “Proporemos que o arcabouço da Cosban seja atualizado de modo a refletir a nova realidade da agenda bilateral. Quando o mecanismo foi criado, em 2004, o nosso comércio bilateral era 11 vezes menor, os investimentos de parte a parte eram poucos expressivos e os Brics sequer exisitiam. Desde então, nosso relacionamento diversificou-se e tornou-se mais complexo e intenso”, disse.

    O vice-presidente da República, Hamilton Mourão, durante reunião de coordenação com a delegação brasileira para a V Comissão Sino-brasileira de Alto Nível de Concertação e Cooperação (Cosban), em Pequim – Adnilton Farias / VPR

    Reformas

    Em seu discurso dirigido a empresários, o vice-presidente fez uma defesa enfática das medidas econômicas apresentadas pelo atual governo brasileiro, como a reforma da Previdência, como forma de corrigir problemas fiscais e destravar a economia do país.

    “O PIB [Produto Interno Bruto] brasileiro cresceu 2%, na média anual, entre 1980 e 2018. A produtividade da mão de obra aumentou somente 0,2% ao ano. Para reverter esse quadro, o governo vem implementando medidas para reequilibrar as contas públicas, simplificar o ambiente regulatório e reduzir o custo tributário, além de privatizar empresas públicas e reformar o sistema educacional. Estamos combatendo a ineficiência, que pesa sobre os ombros dos brasileiros que desejam investir, trabalhar e produzir. Com o objetivo de equilibrar os resultados fiscais, o governo propôs reformar o sistema de seguridade social, reduzir subsídios fiscais e diminuir o custo do Estado”, disse.

    Muralha

    Na manhã desta quarta-feira (22), pelo horário da China, terça (21) à noite no horário de Brasília, Mourão fez uma visita à Muralha da China, patrimônio mundial da Unesco. A fortificação tem mais de 8,8 mil quilômetros de extensão e começou a ser erguida há mais de 2,2 mil anos. No final do dia, o vice-presidente participou do evento Brazilian Beef, projeto da associação dos criadores brasileiros de gado em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), para promover a carne brasileira no exterior e ampliar as exportações de carne bovina para o mercado chinês.

    (Com Agência Brasil)

    CONHEÇA A TRAJETÓRIA CURIOSA DO VICE

    Já ouviu o podcast “Funcionário da Semana”, que conta a trajetória de autoridades brasileiras? Dê “play” abaixo para ouvir a história, os atos e as polêmicas do vice-presidente da República, Hamilton Mourão. Confira também os outros episódios aqui.

     

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    Economia

    Equipe econômica vai aos líderes no Senado por ‘regra de ouro’

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    Por liberação de crédito suplementar

    Paulo Guedes (Adriano Machado/Reuters)

     

    A equipe econômica do governo esteve na terça (21) com o senador Eduardo Braga (MDB-AM) para discutir, entre outras coisas, a aprovação do PLN 4/2019, que libera crédito suplementar no valor de R$ 248,9 bilhões para cobrir despesas correntes.

    Caso o projeto não seja aprovado até julho o governo não vai honrar com a “regra de ouro”, que proíbe que a União emita dívida para cobrir despesas correntes.

    E aí o Planalto vai ser obrigado a pedalar e incorrer no mesmo crime fiscal que derrubou a ex-presidente Dilma Rousseff.

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