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DF terá menor taxa de fecundidade e dois idosos para cada jovem em 2060, prevê IBGE

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Projeções foram divulgadas nesta quarta. População deve chegar a 3,78 milhões, só no DF; hoje, número é de 2,92 milhões.

População do DF na Rodoviária do Plano Piloto (Foto: Pedro Ventura/Agência Brasília)

No ano em que se tornará uma cidade centenária, em 2060, o Distrito Federal terá as marcas da idade estampadas no rosto dos seus habitantes. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), até lá, o DF terá cerca de dois moradores idosos para cada jovem.

Os dados da Projeção da População foram divulgados nesta quarta-feira (25), em coletiva no Rio de Janeiro. Eles são reflexo de duas tendências:

  • aumento da esperança de vida ao nascer: hoje, a expectativa é de que um bebê nascido no DF viva de 75 anos (homem) a 82 anos (mulher). Em 2060, os números passarão para 79,5 anos e 85,6 anos, respectivamente.
  • queda do índice de fertilidade: hoje, cada mulher no DF tem, em média, 1,68 filho. Daqui a 42 anos, essa taxa deve cair para 1,5. A queda parece pequena, mas vai aproximar a capital federal dos índices atuais da Europa – onde a baixa população jovem já é um problema.

A estimativa do IBGE é feita com base nos métodos demográficos da Divisão de População das Nações Unidas. Com esses dados, é possível “prever” as principais demandas de cada faixa etária nos próximos anos, e programar políticas públicas – construção de creches ou abrigos, por exemplo.

Devagar e sempre

De acordo com as tabelas do IBGE, mesmo com a fecundidade mais baixa e o envelhecimento dos moradores, o Distrito Federal chegará aos anos 2060 com uma taxa positiva de crescimento populacional. Na prática: a população vai crescer pouquinho, mas ainda vai crescer.

A tendência nacional é oposta. O estudo prevê que a população brasileira crescerá até 2040, atingido um ápice de 231,9 milhões neste ano. A partir daí, o número recua pouco a pouco, caindo no patamar de 228,9 em 2060.

No Distrito Federal, isso não deve acontecer. Hoje, o IBGE calcula 2.972.209 moradores na capital. Em 2060, serão 3.789.728 – uma alta de 27,5%, sem um único ano de saldo negativo até lá.

Faça as contas

Em 2018, o DF deve fechar o ano com 44,3 mil nascimentos e 12,2 mil óbitos – um saldo positivo de 31,3 mil novos brasilienses.

Em 2060, serão 32,9 mil batizados (-25%) e 44,8 mil velórios (+267%) – uma baixa de 11,8 mil nos estoques de moradores do DF.

O saldo final é positivo, no entanto, porque o IBGE projeta um saldo migratório positivo durante todas essas décadas, ou seja, mais gente chegando ao DF que indo embora pro resto do mundo.

Fonte G1 DF.

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Brasil

Ciro diz que plano de limpar nomes é para estimular consumo

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Presidenciável do PDT não detalhou como a medida seria viabilizada porque disse que ela seria ‘copiada’ pelos adversários

O candidato do PDT à Presidência da República, Ciro Gomes, disse que sua proposta de “limpar o nome” dos brasileiros no cadastro de inadimplentes do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) tem o objetivo de melhorar o consumo das famílias. “Vou ajudar a limpar o nome das pessoas não é porque sou bonzinho. É porque meu projeto prevê que um dos motores da economia é o consumo das famílias”, disse Ciro, que participa de transmissão ao vivo no Facebook. No vídeo, ele conversa com candidatos a deputado federal pelo PDT, além de candidatos a governador e senador do partido por São Paulo.

Ciro não detalhou durante a transmissão ao vivo como seria viabilizada a ideia de retirar nomes do cadastro de inadimplentes.

“Tudo o que eu falo agora, os meus adversários estão copiando”, argumentou.

A medida tem sido alvo de críticas por parte de candidatos opositores. Em debate realizado na sexta-feira, 10, com assessores de diferentes candidaturas, a proposta de Ciro foi alvo de ataques sobretudo por Persio Arida, assessor econômico do tucano Geraldo Alckmin, que disparou contra o que chamou de “promessas irresponsáveis”.

Ele estimou que a proposta de Ciro teria um impacto superior a R$ 60 bilhões nas contas públicas. Em defesa de Ciro, o coordenador do programa de governo do pedetista, Nelson Marconi, contestou o cálculo e disse que a estimativa não poderia ser feita. Na sexta-feira, 10, Ciro publicou as diretrizes de seu programa econômico.

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Brasil

Justiça aceita denúncia e Sandra Faraj vira ré por improbidade

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A deputada distrital Sandra Faraj (PR) se tornou ré por improbidade administrativa no caso do contrato firmado com a empresa Netpub. A suspeita é que ela tenha se apropriado de R$ 142 mil, recurso referente a verba indenizatória.

Na decisão, o juiz Germano Frazão, da 5ª Vara da Fazenda Pública, lembrou que o recebimento da ação de improbidade administrativa “observa o princípio do ‘in dubio pro societate’, ou seja, não exige provas irrefutáveis da existência do ato ímprobo, mas indícios que levem a tal conclusão”. O magistrado reforça, ainda, que há uma “necessidade de se preservar o patrimônio público”.

A parlamentar já havia sido inocentada na esfera criminal sobre o caso, que apreciou a denúncia de estelionato. Para o Conselho Especial do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT), não havia prova suficiente para condená-la. A distrital também foi absolvida pela 2ª Vara de Execução de Título Extrajudicial, onde também tramitou o processo.

Denúncia
Segundo o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), a deputada fraudou notas fiscais e assinaturas para recebimento de reembolso no valor de R$ 174 mil junto à Câmara Legislativa referentes à prestação de serviços de publicidade e informática, mas que não teriam sido pagos integralmente à empresa Netpub Ltda.

Assim, ela teria obtido vantagem ilícita no valor de R$ 142.140,00. Ainda de acordo com o MPDFT, a distrital obteve, de forma voluntária e consciente, por pelo menos 12 vezes, entre março de 2015 e março de 2016, vantagem ilícita.

Entenda o caso
Em abril de 2017, promotores de Justiça do MPDFT cumpriram oito mandados de busca e apreensão e quatro mandados de condução coercitiva no âmbito da Operação Heméra (o nome tem origem na mitologia grega e significa a deusa da mentira).

Os alvos da operação foram: Sandra Faraj; o suplente de senador do DF e pastor evangélico da Igreja Ministério da Fé, Fadi Faraj, além de servidores comissionados do gabinete da deputada. A polícia fez buscas na casa da distrital, em seu gabinete na CLDF e no escritório administrativo da Igreja Ministério da Fé.

Fonte: Metrópoles

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É Destaque

Operação Drácon: STJ trava ação contra Raimundo Ribeiro, mas nega habeas corpus a Celina Leão

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Na prática, decisão autoriza MP do DF a avançar ação penal contra a deputada; defesa vai recorrer ao STF. Operação revelou suposto esquema de propina na Câmara do DF.

Deputada Celina Leão (PP) durante sessão da Câmara Legislativa do DF (Foto: CLDF/Divulgação)

O Superior Tribunal de Justiça analisou, nesta terça-feira (7), dois habeas corpus movidos pelos deputados distritais Celina Leão (PP) e Raimundo Ribeiro (MDB) e ligados à operação Drácon. Após análise, a 6ª Turma Cível do tribunal trancou a ação contra Ribeiro, mas negou a mesma medida a Celina.

Na prática, a rejeição do habeas corpus autoriza o Ministério Público do DF a dar prosseguimento à ação penal contra Celina. À TV Globo, a defesa da deputada informou que pretende recorrer da decisão ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Ao todo, cinco deputados distritais com mandato atual são acusados de aprovar uma emenda parlamentar de R$ 30 milhões em troca de propina. O dinheiro aprovado foi destinado ao pagamento de dívidas do Palácio do Buriti com empresas de UTI, pendentes desde o governo Agnelo Queiroz (PT).

Além de Ribeiro e Celina, são citados na Drácon os deputados Bispo Renato Andrade (PR) e Júlio César (PRB), que compunham a Mesa Diretora da Câmara Legislativa, e Cristiano Araújo (PSD). Vice-presidente da Casa à época, Liliane Roriz (PTB) levou a denúncia ao MP e não chegou a ser enquadrada no processo.

Deputados réus na Justiça no âmbito da operação Drácon (Foto: Montagem/G1)

Segundo a defesa de Raimundo Ribeiro, o parlamentar foi incluído nas ações porque, à época, fazia parte da Mesa Diretora. Os advogados afirmam que não há indícios de envolvimento do deputado no suposto esquema.

Corrupção passiva

Os cinco deputados listados acima são réus no Tribunal de Justiça do DF por corrupção passiva. Com a decisão favorável a Raimundo Ribeiro, se não houver contestação do MP, é possível que o nome dele seja retirado da lista.

Para os investigadores, há provas de que o grupo recebeu propina para articular e aprovar emendas em favor de empresas da área da saúde e da construção civil em contratos com o governo. Os políticos negam.

Se forem condenados, eles perdem o mandato eletivo e podem ser punidos com multa e até 24 anos de prisão. Um pedido para que os distritais fossem afastados dos mandatos até o fim do processo havia sido feito pelo Ministério Público, mas o tribunal rejeitou a medida.

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