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Descoberta indica que Igreja Católica já teve uma mulher como Papa

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PAPA JOANA TERIA DADO À LUZ UMA CRIANÇA, DIZ UMA TEORIA (FOTO: GIOVANNI BOCCACCIO/WIKIMEDIA COMMONS)

Lendas medievais afirmam que a Papisa Joana teria sido a primeira e única papa mulher do mundo. E uma nova pesquisa com antigas moedas de prata sugere que as teorias podem ser verdadeiras.

Segundo as histórias populares, um papa chamado Johannes Anglicus (ou João) que reinou em meados do século 9, era na verdade Joana, que chegou a dar à luz durante uma procissão da igreja. Contudo, há muito debate sobre a sua existência. Parte da dúvida vem da confusão na descrição das identidades dos papas naquele período. Por exemplo, uma cópia de “Liber Pontificalis” (livro de biografias de papas) não inclui o papa Bento III, conforme apontou Michael Habicht, arqueólogo da Universidade Flinders, na Austrália.

Quando Habicht estava investigando enterros de papas em Roma, na Itália, ele encontrou símbolos que mostram que a mulher pode ter realmente existido. “No começo, eu também acreditava que a história era mera ficção, mas quando fiz uma pesquisa mais extensa, surgiu a possibilidade de que havia mais por trás disso”, ele disse em entrevista ao portal Live Science.

O arqueólogo analisou moedas de prata conhecidas como deniers, que foram usadas na Europa Ocidental durante a Idade Média. O nome vem da antiga moeda de prata romana conhecida como Denário. “Elas são muito pequenas, talvez do tamanho de 1 centavo ou 25 centavos dos Estados Unidos”, comparou.

Os “deniers” foram cunhados com o nome do imperador dos francos de um lado e o monograma do papa – um símbolo com as iniciais de uma pessoa – do outro lado. Habicht concentrou-se em moedas anteriormente atribuídas ao papa João VIII, que reinou de 872 a 882.

REPRESENTAÇÃO DAS MOEDAS ESTUDADAS (FOTO: MICHAEL HABICHT)

Ele disse que, embora alguns deniers possuíssem um monograma pertencente ao papa João VIII, os anteriores tinham um monograma diferente. “O monograma que pode ser atribuído a João VIII tem diferenças na colocação de letras e no design geral”, afirmou Habicht.

Para ele, essas outras moedas podem ter pertencido a papa Joana. Habicht também estudou fontes históricas que sugeriam que um papa João reinou de 856 a 858. Por exemplo, o cronista Conrad Botho relatou que um papa Johannes coroou Luís II da Itália como Sacro Imperador Romano em 856. “O monograma foi o precursor da assinatura de hoje”, ele falou. “Assim, provavelmente podemos até ter uma assinatura da papa Joana.”

Habicht sugere que a sequencia dos papas em meados do século IX deveria incluir Leão IV de 846 a 853, seguido por Bento III de 853 a 855, Johannes Anglicus de 856 a 858 e Nicolau I de 858 a 867.

Segundo Habicht, textos da literatura científica sugerem que as moedas estudadas não são falsas. “Quase não há mercado de colecionadores para essas moedas medievais”, ele comentou. “Os falsários não estão interessados ​​em fingi-las Alguns anos atrás, algumas moedas de papas do século 9 foram oferecidas em um leilão em Nova York. A maioria não foi vendida e devolvida ao proprietário”.

Para o arqueólogo, descobrir se Joana existiu pode ajuar a entender o papel das mulheres na igreja. “O debate sobre a ordenação feminina na igreja ainda está em andamento. Alguns vão abraçar meu estudo e encontrar outras evidências para os sacerdotes do gênero feminino nos primeiros séculos do cristianismo”, disse Habicht. “Outros rejeitarão completamente a ideia e farão um grande barulho na mídia contra tais alegações.”

Fonte: Revista Galileu

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Ciência

Devagar é que se vai longe

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Análise do sequenciamento genético de uma tartaruga terrestre já extinta pode nos ajudar a viver mais e melhor

GEORGE SOLITÁRIO - O animal, que morreu acima dos 100: mutação no DNA (Rodrigo Buendia/AFP)

Lonesome George (George Solitário), o último representante da espécie de tartaruga terrestre Chelonoidis abingdonii, morreu em 2012 no Arquipélago de Galápagos, mas sua morte pode ter deixado um inestimável legado embutido em seus genes. Um artigo recém-publicado na revista inglesa Nature informa que no DNA de George podem estar guardados os segredos da longevidade e da resistência a tumores. Não se sabe exatamente com que idade morreu George Solitário — assim chamado porque era o derradeiro exemplar de sua espécie e nunca se conseguiu fazê-lo copular com outras —, mas é certo que tinha mais de 100 anos.

INSPIRAÇÃO - Ilustração de 1891 recria o encontro de Darwin com a espécie (//Reprodução)

Os cientistas acreditam que um dia será possível replicar em humanos seus invejáveis traços genéticos. “A observação dos animais sempre nos ajudou a iluminar as dúvidas mais intrínsecas da vida. Entendemos com eles de onde viemos e saberemos, em breve, como chegar aonde queremos”, disse a VEJA a coordenadora do estudo, a geneticista italiana Adalgisa Caccone, da Universidade Yale, nos EUA. Os pesquisadores coletaram amostras do réptil e de espécies que vivem em ilhas no Oceano Índico, sequenciaram seus genes e os compararam aos de outras criaturas. Descobriram variantes do DNA que garantem boa saúde. Exemplo: uma mutação do gene IGF1R, recorrente nas tartarugas, também é presente em humanos que morrem em idade avançada. Alterações químicas que simulem essa configuração poderiam, em tese, estender a vida humana. Também se descobriram elementos associados à resistência ao câncer.

A espécie de George Solitário, que chegava a 1,4 metro de comprimento, foi uma das que inspiraram o naturalista Charles Darwin (1809-1882) em sua teoria da evolução em A Origem das Espécies (1859) — e agora está perto de nos ajudar a entender, e estender, a vida humana. Fonte-Portal Veja

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Ciência

Primeiro serviço de clonagem da China duplica famoso cão do cinema

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Pelo valor mínimo de 55 mil dólares, os donos dos animais podem clonar seus animais de estimação

China: amostras de pele do cão foram coletadas e seu DNA foi isolado e fertilizado em um óvulo (Jason Lee/Reuters)

Pequim – O cão Juice já estrelou em dezenas de filmes e produções da televisão chinesa.

Agora que ele está envelhecendo e sua carreira chega ao ápice, seu dono só deseja que ele possa continuar vivendo – talvez para sempre.

Um vira-lata de nove anos resgatado da rua, Juice – ou “Guozhi” em mandarim – não consegue se reproduzir, já que foi castrado quando ainda era filhote. Mas seu dono, o treinador de animais He Jun, quer preservar a imagem do cão célebre com um clone genético.

“Juice é uma propriedade intelectual com influência social”, afirmou He, que mora em Pequim.

Para conseguir isso ele procurou a Sinogene, primeira empresa de biotecnologia chinesa a oferecer serviços de clonagem de animais de estimação. A Sinogene ficou conhecida em maio do ano passado, quando clonou com sucesso um beagle editado geneticamente, e um mês depois lançou serviços de clonagem comerciais.

Pelo valor mínimo de 55.065 dólares, os donos de pets podem clonar seus animais de estimação.

O diretor-executivo da Sinogene, Mi Jidong, disse que o serviço de clonagem de animais da empresa está em seus primeiros estágios, mas que planeja expandi-los para um dia incluir a edição genética.

“Descobrimos que cada vez mais donos de animais de estimação querem que eles os acompanhem por um período de tempo ainda maior”, disse Mi.

A indústria chinesa de biotecnologia está crescendo rapidamente e, comparada com empreendimentos semelhantes no Ocidente, enfrenta um número relativamente menor de barreiras regulatórias.

No início deste ano um laboratório de Xangai produziu os primeiros clones de macacos do mundo. Em um caso mais controverso, He Jiankui, da Universidade de Ciência e Tecnologia do Sul da China, afirmou ter usado tecnologia de edição genética para alterar os genes embrionários de duas gêmeas.

Tin-Lap Lee, professor associado de ciências biomédicas da Universidade Chinesa de Hong Kong, disse que, embora a China tenha regulamentos sobre o uso de animais em pesquisas de laboratório, não existem lei que abordam explicitamente a clonagem de animais.

No caso de Juice, amostras de pele foram coletadas do abdômen inferior do cão, e semanas depois a Sinogene conseguiu isolar seu DNA e fertilizar um óvulo, que foi inserido cirurgicamente no útero de uma cadela beagle.

Embora He ainda não tenha encaminhado Little Juice, como o clone foi apelidado, ao show business, ele diz acreditar que o cachorro “será ainda melhor do que o velho Juice”.Fonte-Portal Exame

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Ciência

Até a ciência explica por que é uma má ideia comemorar o Natal no trabalho

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Ter funcionários pensando em planilhas e memorandos está longe do espírito natalino

(Vladimir Vladimirov/Getty Images)

São Paulo – Se a sua empresa costuma comemorar o Natal no próprio ambiente de trabalho, cuidado: isso pode não fazer nada bem a você e aos seus colegas. Estar no escritório enquanto celebra um evento que promove paz, harmonia e esperança pode causar um verdadeiro caos na mente da equipe, e a ciência pode explicar o que acontece.

Vivenciar uma rotina de trabalho em determinado ambiente faz o cérebro associar o espaço a tarefas específicas, bem como às emoções e memórias que as acompanham.

Assim, a simples presença de um objeto ou a disposição dos móveis durante a realização de um evento como o Natal – ou festas de aniversário – podem resgatar pensamentos estressantes ou traumáticos, e datas de celebração não são necessariamente o melhor momento para lidar com eles.

A mente humana funciona a partir de caminhos comportamentais específicos, como relata o site Inc.

O “modo profissional” exige um esforço grande do cérebro para compreender todas as ações e posturas compatíveis, e ter que alterar bruscamente o comportamento para um modo mais relaxado pode ter efeito contrário, estimulando a ansiedade e o estresse nos funcionários.

A solução para prevenir os conflitos emocionais é simples e óbvia: organizar a festa de Natal fora do escritório, de preferência em um lugar aconchegante e animador.

Caso realmente não seja possível sair por qualquer motivo, o melhor é buscar alterar ao máximo a decoração e o clima para que não remeta ao que o cérebro dos membros da equipe presencia diariamente. Fonte-Portal Exame

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