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Cristovam Buarque atribui derrota nas urnas ao PT; ele foi senador pelo DF por 16 anos

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‘Não consegui passar para o eleitorado que estou fora do PT há 13 anos’, disse político ao G1. Filiado ao PPS, Cristovam recebeu 12,06% dos votos e ficou em 3º lugar.

Cristovam Buarque (PPS) — Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado/Arquivo

Cristovam Buarque (PPS)

Representante do Distrito Federal no Senado há 16 anos, Cristovam Buarque (PPS) atribuiu ao Partido dos Trabalhadores (PT) sua derrota nas eleições por um terceiro mandato. O político de 74 anos afirmou que “não conseguiu passar para o eleitorado que estava fora do PT há 13 anos”.

Atualmente filiado ao Partido Popular Socialista (PPS), Cristovam Buarque recebeu 317.778 votos, o equivalente a 12,6% dos votos válidos, e ficou em terceiro lugar – atrás dos candidatos Leila do Vôlei (PSB) e Izalci (PSDB).

“Na rua, ouvia as pessoas dizendo que não votariam em mim porque eu era do PT.”

Cristovam deixou o PT em 2005, antes do início do escândalo do mensalão – esquema de compra de apoio político no Congresso Nacional durante o primeiro mandato do ex-presidente Lula. O PPS é o terceiro partido da trajetória política dele.

Depois de sair do PT, o ex-reitor da Universidade de Brasília (UnB), ex-ministro da Educação e ex-governador do Distrito Federal (veja trajetória ao final da reportagem) ficou 11 anos no Partido Democrático Trabalhista (PDT). Depois disso, em fevereiro de 2016, anunciou o seu desligamento da sigla e a filiação ao PPS.

Outros motivos

Para Cristovam, contribuíram ainda para o resultado seu posicionamento favorável ao impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), às reformas trabalhistas e da Previdência e à PEC do Teto de Gastos.

“Eu votei pelo futuro do Brasil. Os eleitores, no entanto, foram se afastando de mim.”

“Dei votos que foram alienando os eleitores. Mas sei que todas as medidas em que votei eram do interesse do eleitor”, disse Cristovam à reportagem.

Senador Cristovam Buarque é chamado de golpista por manifestantes em comissão de Educação no Senado — Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

Senador Cristovam Buarque é chamado de golpista por manifestantes em comissão de Educação no Senado

‘Estava na hora’

Cristovam apontou que os eleitores foram às urnas, neste ano, em busca de renovação diante de um cenário político marcado pela corrupção.

“Estou há muito tempo no Congresso. É natural que venha esse sentimento de mudar. Nunca tive na minha história escândalos de corrupção e sempre defendi a educação de qualidade. Mas o eleitor juntou todo mundo e decidiu renovar”, afirmou o político.

“Estava na hora e vejo com naturalidade.”

Frustração

Apesar das declarações, ele disse se sentir frustrado com o resultado das urnas. Para Cristovam, os próximos anos serão “muito difíceis para o Brasil”.

“O país vai precisar de muita gente de bom senso, que não fica presa ao interesse do partido. Acho que sou um desses e não estarei lá.”

Além disso, o político afirmou que tem 109 projetos de lei em andamento, como o que federaliza a educação de base no Brasil, e acredita que essas propostas não serão levadas adiante.

O senador Cristovam Buarque, na tribuna, ao anunciar que se licenciará do mandato — Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado

O senador Cristovam Buarque, na tribuna, ao anunciar que se licenciará do mandato

 Cristovam disse que ainda não pensou se vai declarar ou para quem declarará apoio na disputa pelo segundo turno ao GDF e à presidência da República.

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Ele afirmou que continuará lecionando e se dedicará a palestras e a escrever livros. “Vou continuar defendendo a educação. Como sempre abri mãos dos privilégios do Senado, não sentirei falta de nada.”

Cristovam Buarque

Cristovam Ricardo Cavalcanti Buarque tem 74 anos, e é senador pelo Distrito Federal desde 2002. Antes, foi governador do Distrito Federal por um mandato, entre 1995 e 1998.

Entre 2003 e 2004, foi ministro da Educação no primeiro governo Lula. Chegou a se candidatar para a sucessão de Lula, em 2006, mas ficou em 4º no primeiro turno. Antes de disputar eleições gerais, também foi reitor da Universidade de Brasília por quatro anos, entre 1985 e 1989.

Fonte: Portal G1

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Política BSB

Os 300 milhões de reais de Eunício

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Dinheiro devolvido ao erário

De saída (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Eunício Oliveira aproveitará a reta final à frente do Congresso para bater bumbo sobre sua gestão. Ele anunciará, por exemplo, que o Senado devolveu ao Tesouro 303 milhões de reais nos últimos dois anos: 203 milhões em 2017 e o restante ao longo de deste ano. Fonte: Portal Veja

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Política BSB

O ponto onde Bolsonaro e os independentes se encontram

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Quase todos contra Renan Calheiros

Sonhando em voltar ao comando (Evaristo Sá/AFP)

Um projeto une Jair Bolsonaro a quinze senadores que se autointitulam independentes: impedir Renan Calheiros de voltar à presidência do Senado.

A depender dos primeiros capítulos da próxima legislatura, se não surgirem alternativas, há a possibilidade de parlamentares de PDT, Rede, PSB (os tais independentes) apoiarem David Alcolumbre (DEM), até aqui, o preferido do futuro governo para comandar a Casa.

Entretanto, no bloco pluripartidário, capitaneado por Randolfe Rodrigues e Cid Gomes, ainda há resistências importantes a Alcolumbre. O próprio Cid não curte a ideia de fechar com o quadro do DEM. Fonte: Portal Veja

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Política BSB

MPF recorre contra sentença de Gabriela Hardt

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Juíza substituta de Sergio Moro tem sentença constestada

Gabriela Hardt: sentença contestada pelo MPF (//Reprodução)

O Ministério Público Federal recorreu contra a sentença da juíza Gabriela Hardtna ação penal que investigou pagamento de propina nas obras do Complexo Petroquímico Suape, em Pernambuco.

Segundo a sentença da magistrada, a Odebrecht pagou R$ 32,5 milhões em propinas a ex-executivos da Petrobras e da Petroquisa.

Entre os condenados estão Rogério Santos de Araújo, ex-diretor da Odebrecht, Olívio Rodrigues Junior, doleiro, Isabel Izquierdo, representante do Banco Société Générale, e Maurício de Oliveira Guedes, ex-gerente da Petrobras.

Hardt é juíza substituta da 13ª Vara da Justiça Federal do Paraná. Ela assumiu as ações da Lava-Jato após a saída de Sergio Moro, que comandará o Ministério da Justiça e Segurança Pública. Fonte: Portal Veja

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