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Cristina Kirchner e Mauricio Macri acertam transição na Argentina

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A presidente peronista Cristina Kirchner e seu sucessor liberal Mauricio Macri se reuniram nesta terça-feira (24) para discutir a transição e a transmissão do poder, no prazo de 15 dias.

O encontro, na residência oficial de Olivos (periferia de Buenos Aires), durou cerca de uma hora e Macri saiu anunciando o início de “outra época” para o país, dividido após sua acirrada vitória sobre o peronista Daniel Scioli, candidato apoiado por Kirchner.

“Fui uma reunião muito cordial. Teremos em 10 de dezembro uma bela cerimônia de transmissão”, disse Macri antes de escapar do tumulto formado por jornalistas, policiais e partidários do futuro presidente.

Segundo fontes ligadas a Macri, o futuro presidente pretendia pedir a Kirchner as renúncias antecipadas da Procuradora Fiscal, Alejandra Gils Carbó, e do chefe do órgão regulador dos meios audiovisuais, Martín Sabbatella.

Nesta terça, Macri anunciou para o ministério das Relações Exteriores Susana Malcorra, chefe de gabinete do secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon.

Gabinete econômico de seis cabeças
Macri, um homem pró-mercado, anunciou que o novo gabinete não contará com um “super-ministro” da Economia, como de costume, mas com uma equipe de seis ministros e um coordenador: Fazenda e Finanças, Produção (ex-Indústria), Infraestrutura (ex-Planejamento), Agricultura e as novas pastas de Energia e do Transporte.

O novo governo assumirá um país sem dívidas e com baixo desemprego (5,9% no terceiro trimestre de 2015), mas com temas críticos como a inflação, a restrição cambial (banda cambial), a queda das reservas (abaixo de 26 bilhões de dólares) e a desconfiança nas estatísticas oficiais.

“Vamos tornar as regras do jogo mais claras para que todo mundo saiba que se pode investir. Vamos estabilizar o valor da moeda baixando a inflação. Vamos ter um único mercado de câmbio, como em toda a América Latina”, prometeu Macri.

Nesta terça-feira, o presidente eleito afirmou ao Clarín que levantará a banda cambial vigente desde 2011 no dia 11 de dezembro, um dia depois de assumir seu mandato.

“Haverá um único tipo de câmbio, onde o Banco Central vai intervir em sua administração”, assistiu ao tomar como referência o preço do dólar no mercado paralelo (15,20 pesos na segunda-feira) e não o oficial, a 9,68 pesos.

Segundo Macri, “o problema não é a desvalorização, mas a inflação” de dois dígitos desde 2008.

Outros temas também estão na agenda, como a abertura de importações, a redução de subsídios aos serviços e a eliminação dos impostos às exportações agrícolas, reclamadas pelos grandes produtores.

Consensos e oposição KCristina Kirchner recebeu, na segunda-feira, Daniel Scioli e Carlos Zannini, a dupla oficialista derrotada no domingo, e concordaram em trabalhar juntos com o intuito de serem uma oposição “propositiva e construtiva”, segundo a imprensa.

“A presidente leva a política no sangue. Não a vejo abandonando ou distanciando-se desse meio”, afirmou à AFP o analista Rosendo Fraga, da consultora Nueva Mayoría.

Fraga acrescentou que a presidente em fim de mandato “vai tentar, nesses poucos dias antes de deixar o poder, ser uma espécie de líder da oposição, com a ideia de voltar ao poder nas eleições de 2019 ou em outro momento”.

Macri, processado por um caso de escutas ilegais, será o primeiro presidente eleito por voto popular sem ser radical nem peronista, os dois partidos que monopolizaram a política argentina desde o século XX.

Deverá governar sem maioria no Congresso, controlado nas duas câmaras pela Frente para la Victoria, o partido de Kirchner.

A social-democrata União Cívica Radical (UCR) contribuiu através de sua força territorial com a aliança Cambiemos, mas seu principal membro, o senador Ernesto Sanz, desistiu por “razões pessoais” de integrar o gabinete, uma decisão que gerou ruídos antes da posse.

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EUA: homem se declara culpado por enviar bombas a democratas

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Cesar Sayoc poderá ser condenado à prisão perpétua quando sair a sentença, em setembro

Cesar Sayoc: ex-gerente de um clube de nudismo, fisiculturista e praticante de artes marciais é ardoroso partidário de Trump (Broward County Sheriff’s Office/Reuters)

Cesar Sayoc, de 57 anos, se declarou culpado nesta quinta-feira, 21, por enviar pacotes-bomba a conhecidos membros da oposição democrata, incluindo o ex-presidente Barack Obama e a ex-candidata presidencial Hillary Clinton.

Detido na Flórida em outubro, se declarou culpado de 65 acusações e poderá ser condenado à prisão perpétua quando sair a sentença, em setembro. Sayoc se desculpou por suas ações durante a audiência em um tribunal distrital de Nova York.

As acusações se referem a 16 pacotes-bomba que Sayoc enviou de uma agência dos correios na Flórida a figuras do Partido Democrata e a escritórios da rede de televisão CNN em Manhattan. Além de Obama e Hilary, pacotes foram enviados ao magnata George Soros, ao ex-presidente Bill Clinton, ao ex-vice-presidente Joe Biden, ao ator Robert De Niro e a vários legisladores.

Nenhum dos pacotes explodiu e muitos sequer chegaram perto de seus destinatários.

Ex-gerente de um clube de nudismo, fisiculturista e praticante de artes marciais, Sayoc é um ardoroso partidário de Trump. Ele foi detido cinco dias após seu primeiro pacote-bomba chegar à caixa de correio de Soros no estado de Nova York.

Fonte Exame

 

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May afirma que parlamento deve optar entre acordo ou eleições europeias

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Acordo prevê um adiamento da saída até 22 de maio, desde que o parlamento britânico vote a favor do acordo na próxima semana

Theresa May: premiê insistiu que seguirá trabalhando para conseguir o apoio da Câmara dos Comuns (Piroschka Wouw/Reuters)

Bruxelas — A primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, afirmou nesta quinta-feira, 21, que a prorrogação condicional do Brexit concedida pela União Europeia (UE) significa que os parlamentares britânicos devem decidir entre apoiar o acordo de saída pactuado pelo seu governo ou ver-se obrigados a convocar eleições europeias.

O acordo alcançado pelos 27 membros que permanecerão na UE prevê um adiamento da saída do Reino Unido até 22 de maio, desde que o parlamento britânico vote a favor do acordo na próxima semana e, caso a Câmara dos Comuns não dê seu apoio ao texto, fixa um limite até 12 de abril para que o governo britânico proponha um plano alternativo.

Para May este acordo deixa claro quais são as opções para a Câmara dos Comuns se quiserem cumprir o mandato que receberam dos britânicos em 2016, quando votaram em referendo para sair da UE.

Por um lado, segundo disse, “aprovar o texto na próxima semana, o que implica em uma extensão até 22 de maio para ratificar a legislação, cumprir com o referendo e deixar a UE de forma ordenada”.

Por outro, “não aprová-lo significa que teríamos que voltar ao Conselho Europeu com um plano para seguir adiante, mas, se isto implica em uma extensão mais longa, significa que teríamos que realizar eleições europeias”.

“Acredito que a escolha está clara”, declarou May, que considerou que seria “errôneo pedir às pessoas para participarem destas eleições três anos depois que votaram para sair da UE”.

O dia 12 de abril é a data limite para que o Reino Unido convoque eleições europeias, que acontecerão entre 23 e 26 de maio, algo que teria que fazer obrigatoriamente se continuar sendo Estado-membro da UE por um período mais longo.

May insistiu que seguirá trabalhando para conseguir o apoio da Câmara dos Comuns ao acordo que selou com Bruxelas em novembro, completado com as garantias adicionais que ofereceu a UE com o chamado “Acordo de Estrasburgo”, também aprovado hoje pelos líderes.

Isto permitiria, de acordo com a primeira-ministra britânica, uma saída negociada e ordenada que seria “a melhor opção”.

Apesar de May ressaltar que a decisão do Conselho Europeu desemboca na disjuntiva entre aprovar o acordo de saída ou convocar eleições europeias, o certo é que o plano alternativo que poderia apresentar chegado o 12 de abril poderia incluir uma saída sem nenhum tipo de pacto ou inclusive a revogação do artigo que ativou o Brexit.

A primeira-ministra, no entanto, não quis pronunciar-se concretamente sobre por qual alternativa se inclinaria no caso em que na próxima semana o parlamento rejeite pela terceira vez o acordo de retirada, embora tenha afirmado que não acredita que se deva revogar o Brexit, uma vez que os britânicos o respaldaram. “Sairemos da UE”, garantiu.

Fonte Exame

 

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Jornal diz que premiê da Nova Zelândia foi ameaçada de morte

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Uma semana após ataque em Christchurch, Jacinda Adern recebe mensagem por rede social que dizia que ela seria a “próxima”

Jacinda Ardern, premiê da Nova Zelândia (Edgar Su/Reuters)

Sydney — A primeira-ministra da Nova Zelândia, Jacinda Ardern, recebeu uma ameaça de morte a partir de uma conta nas redes sociais que aparentemente possui mensagens supremacistas e após o ataque contra duas mesquitas do país.

Um porta-voz da Polícia da Nova Zelândia afirmou à Agência EFE que “tem conhecimento de um comentário feito no Twitter e está fazendo as investigações”, sem fornecer mais detalhes.

De acordo com o jornal “New Zealand Herald”, a mensagem no Twitter, que ficou nas redes por cerca de 48 horas até a conta ser suspensa na tarde de sexta-feira, 22, foi enviada ao perfil da premiê e continha uma foto de uma arma junto com a frase: “você é a próxima”.

Os usuários da plataforma relataram a ameaça contra Ardern e até alegaram ter armazenado evidências da mensagem e solicitaram a prisão do emissor do tuíte.

O “Herald” indicou que a conta desde onde foi realizada a mensagem tinha outras supremacistas e de ódio, embora a identidade de seu proprietário não tenha sido revelado.

Esta ameaça de morte acontece uma semana depois do ataque a duas mesquitas em Christchurch, no qual 50 pessoas foram supostamente mortas pelo australiano Brenton Tarrant, um supremacista branco de 28 anos que disparou contra muçulmanos que estavam orando em seus templos.

O ataque foi retransmitido através do Facebook durante 17 minutos pelo agressor, que além disso publicou um manifesto nas redes sociais para que plataformas como Twitter, YouTube e outras fossem criticadas por seu papel na divulgação.

Após o massacre, Ardern se apresentou para descrever o ataque como “terrorista” e condená-lo com o lema “somos um, eles somos nós” e mostrar seu apoio à comunidade muçulmana em todos os momentos, assim como anunciou uma reforma da lei de armas para evitar que esses atos aconteçam novamente.

Fonte Exame

 

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