Nossa rede

Saúde

Conselho de Medicina regulamenta consulta, diagnóstico e cirurgia online

Publicado

dia

A resolução deve ser publicada nesta semana no Diário Oficial da União

Médico usa o computador para acessar informações sobre a área da saúde (IStock/Getty Images)

Médicos brasileiros vão poder realizar consultas online, telecirurgias e telediagnóstico, entre outras formas de atendimento à distância, conforme a Resolução nº 2.227/18, do Conselho Federal de Medicina (CFM). O texto estabelece a telemedicina como exercício da medicina mediado por tecnologias para fins de assistência, educação, pesquisa, prevenção de doenças e lesões e promoção de saúde, podendo ser realizada em tempo real ou off-line.

Por meio de nota, o conselho avaliou que as possibilidades que se abrem com a mudança normativa são “substanciais”, mas precisam ser utilizadas por médicos, pacientes e gestores “com obediência plena” às recomendações. No âmbito da saúde pública, o órgão considera a inovação “revolucionária” ao permitir a construção de linhas de cuidado remoto, por meio de plataformas digitais.

“Além de levar saúde de qualidade a cidades do interior do Brasil, que nem sempre conseguem atrair médicos, a telemedicina também beneficia grandes centros, pois reduz o estrangulamento no sistema convencional causado pela grande demanda, ocasionada pela migração de pacientes em busca de tratamento”, destacou o CFM. A resolução deve ser publicada nesta semana no Diário Oficial da União.

Sigilo médico

Para assegurar o sigilo médico, o texto estabelece que todos os atendimentos deverão ser gravados e guardados, com envio de um relatório ao paciente. Outro ponto destacado é a concordância e autorização expressa do paciente ou representante legal − por meio de consentimento informado, livre e esclarecido, por escrito e assinado – sobre a transmissão ou gravação de imagens e dados.

Teleconsulta

A teleconsulta é definida pela norma como consulta médica remota, mediada por tecnologias, com médico e paciente localizados em diferentes espaços geográficos. A primeira consulta deve ser presencial, mas, no caso de comunidades geograficamente remotas, como florestas e plataformas de petróleo, pode ser virtual, desde que o paciente seja acompanhado por um profissional de saúde.

Nos atendimentos por longo tempo ou de doenças crônicas, é recomendada a realização de consulta presencial em intervalos não superiores a 120 dias. No caso de prescrição médica à distância, a resolução fixa que o documento deverá conter identificação do médico, incluindo nome, número do registro e endereço, identificação e dados do paciente, além de data, hora e assinatura digital do médico.

Telediagnóstico

A emissão de laudo ou parecer de exames, por meio de gráficos, imagens e dados enviados pela internet é definida pela resolução como telediagnóstico. O procedimento deve ser realizado por médico com Registro de Qualificação de Especialista na área relacionada ao procedimento.

Teleinterconsulta

A teleinterconsulta ocorre quando há troca de informações e opiniões entre médicos, com ou sem a presença do paciente, para auxílio diagnóstico ou terapêutico, clínico ou cirúrgico. É muito comum, segundo o CFM, quando um médico de Família e Comunidade precisa ouvir a opinião de outro especialista sobre determinado problema do paciente.

Telecirurgia

Na telecirurgia, o procedimento é feito por um robô, manipulado por um médico que está em outro local. A resolução estabelece, no entanto, que um médico, com a mesma habilitação do cirurgião remoto, participe do procedimento no local, ao lado do paciente, para garantir que a cirurgia tenha continuidade caso haja alguma intercorrência, como uma queda de energia.

A teleconferência de ato cirúrgico, por videotransmissão síncrona, também é permitida pela norma, desde que o grupo receptor das imagens, dados e áudios seja formado por médicos.

Teletriagem

A teletriagem médica acontece quando o médico faz uma avaliação, à distância, dos sintomas apresentados para a definição e o direcionamento do paciente ao tipo adequado de assistência necessária.

Teleorientação e teleconsultoria

A teleorientação permite a declaração de saúde para a contratação ou adesão a plano de saúde. Já na teleconsultoria, médicos, gestores e profissionais de saúde poderão trocar informações sobre procedimentos e ações de saúde.

Telemonitoramento

Por fim, o telemonitoramento, muito comum, de acordo com o conselho, em casas de repouso para idosos, vai permitir que um médico avalie as condições de saúde dos residentes, evitando idas desnecessárias a unidades de pronto-socorro. O médico remoto poderá, por exemplo, averiguar se uma febre de um paciente que já é acompanhada por ele merece uma ida ao hospital.

Segurança

Para garantir a segurança das informações, o texto estabelece que os dados e imagens dos pacientes devem trafegar na internet com infraestrutura que assegure guarda, manuseio, integridade, veracidade, confidencialidade, privacidade e garantia do sigilo profissional das informações.

Empresas voltadas a atividades na área de telemedicina, seja de assistência ou educação continuada a distância, também deverão cumprir os termos da resolução. Será obrigatório o registro da empresa no Cadastro de Pessoa Jurídica do Conselho Regional de Medicina da jurisdição, com a respectiva responsabilidade técnica de um médico regularmente inscrito.

Quando se tratar de prestador de serviços pessoa física, deve se tratar de médico devidamente habilitado junto ao conselho e caberá a ele estabelecer vigilância constante e avaliação das técnicas de telemedicina no que se refere à qualidade da atenção, relação médico-paciente e preservação do sigilo profissional. Fonte: Exame

 

Comentário

Saúde

Menstruação: interromper ou não?

Publicado

dia

Conseguir regular o próprio ciclo menstrual traz suas vantagens. Mas cortar fluxo com frequência também não traria efeitos colaterais?

Os dias marcados pela menstruação mudam um pouco (ou muito) a rotina das mulheres. Há quem evite usar determinadas roupas ou não se sinta à vontade para frequentar praia, piscina e academia. Fora que uma parcela considerável sofre com as cólicas. Ainda assim, em uma pesquisa do Datafolha, das 2 004 participantes de 18 a 35 anos entrevistadas, 45% relataram gostar de passar por esse processo.

Mas qual a razão por trás desse curioso apreço pelo fluxo sanguíneo mensal? Para 39% delas, o fenômeno é um sinal de que o organismo está saudável. Será mesmo?

“A menstruação regular sugere o bom funcionamento de vários órgãos e sistemas. Quando a mulher não menstrua na idade esperada ou tem seus ciclos interrompidos sem intenção, é preciso descobrir o motivo e tratar o problema”, explica o ginecologista e obstetra Fernando Reis, coordenador do setor de Reprodução Humana do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

A questão é que esses desajustes tendem a ser puramente hormonais. “Agora, a hipótese de que a perda de sangue seja, por si só, necessária ao equilíbrio fisiológico da mulher nunca foi confirmada”, pondera o médico.

No levantamento do Datafolha, também é interessante notar que, independentemente de gostar ou não de menstruar, 74% das participantes disseram que decidir sobre o próprio ciclo menstrual daria mais controle sobre suas vidas. A busca por acabar com a inconveniência do sangramento periódico é compreensível para mulheres cujas profissões exigem se submeter a condições atípicas, como astronautas e soldadas, mas passou a ser desejada por aquelas com rotinas bem mais comuns.

“Com os métodos contraceptivos atuais, é possível espaçar e programar a data das menstruações. E sem prejuízo para a saúde”, avalia Reis. “Se há necessidade de suprimir a menstruação, existem opções seguras”, completa.

O lado bom de interromper a menstruação

Perceba que, até aqui, falamos de necessidade. Para muitos especialistas, a interrupção da menstruação não só combateria os sintomas típicos do período – cólica, dor de cabeça e por aí vai – como amenizaria certas doenças.

Uma defensora desse raciocínio é Paula Hillard, professora de ginecologia e obstetrícia da Universidade Stanford, nos Estados Unidos. “Mulheres com problemas que causam menstruações muito dolorosas ou anemia vão ter efeitos positivos com a supressão. Isso também pode beneficiar portadoras de algumas condições, como epilepsia, enxaqueca e diabetes”, justifica a médica.

Novamente, a chave está nos hormônios. No caso do diabetes, as alterações que acompanham o ciclo aumentam o nível de açúcar no sangue. Já a epilepsia é agravada pela maior presença de estrogênio no organismo.

No Brasil, a paralisação do ciclo menstrual tem sido pregada com afinco pelo ginecologista baiano Elsimar Coutinho, autor do livro Menstruação, a Sangria Inútil, publicado em 2000. Seu argumento contra o fenômeno se baseia no fato de que, historicamente, as mulheres menstruavam muito menos do que hoje, já que tendiam a emendar uma gravidez na outra.

Estima-se que, em gerações anteriores, a média de ciclos menstruais ao longo da vida era inferior a 100, ante cerca de 350 atualmente. Sangrar com tanta frequência, portanto, nada teria de “natural”, na visão de Coutinho.

De olho nessa história e no apelo da conveniência, a farmacêutica Bayer lançou uma pílula de ciclo flexível, que permite à usuária escolher quando e com que frequência deseja menstruar. A promessa é que os ciclos possam ser reduzidos a um mínimo de três vezes por ano.

O produto é considerado mais seguro para períodos prolongados (de até 120 dias) do que as pílulas tradicionais, cujas cartelas até podem ser “emendadas”, embora muitos médicos não aconselhem isso. A verdade é que não existe consenso de por quanto tempo ou com que periodicidade é possível recorrer a essa estratégia.

E os lados negativos

Se o sangramento menstrual por si só não é um indício de saúde geral, recorrer a pílulas ou a outro tratamento hormonal para modificar o ciclo exige indicação e acompanhamento médico – principalmente quando é uma opção adotada por conforto e não prescrição. “Não existe motivo para interromper a menstruação de pessoas saudáveis”, acredita Reis.

Apesar de ser considerado um método seguro para quem está em idade fértil, o uso prolongado da pílula anticoncepcional é associado a efeitos colaterais, como eventuais prejuízos na fertilidade. “Ela provoca uma pequena descamação no útero, tanto que o sangramento a cada ciclo vai diminuindo. E há o risco de o endométrio atrofiar até o ponto em que não se tem mais fluxo sanguíneo”, explica a endocrinologista Elaine Frade Costa, do Hospital das Clínicas de São Paulo.

Por falar nisso, o sangue que surge ao final da cartela nem é menstruação de verdade, já que não inclui o óvulo não fecundado. Ou seja, quem toma pílula – mesmo sem emendar – não menstrua de fato.

No longo prazo, isso pode causar a chamada deficiência ovariana prematura. “Como o eixo hormonal reprodutivo fica bloqueado por muito tempo, existe a possibilidade de ele não voltar a funcionar normalmente ao se interromper o tratamento”, avisa Elaine. Aí é preciso fazer reposição hormonal.

Fora isso, nenhum método de supressão menstrual é infalível. “Há um intervalo em que sangramentos inesperados podem ocorrer”, aponta Paula Hillard. De acordo com a médica, o número de mulheres que conseguem chegar ao bloqueio total do sangramento ao final de um ano gira em torno de 60%.

“A supressão hormonal da menstruação não é perfeita, mas, para uma fatia expressiva da população, é capaz de trazer alívio significativo em relação à dor e a problemas médicos”, diz. Menstruar ou não deve, sim, ser uma escolha da mulher – só que bastante ponderada dentro do consultório do ginecologista.

O que mais colocar na balança

Conforto: Não menstruar permite à mulher fazer suas atividades habituais sem sentir cólicas ou dores decorrentes do ciclo. Mas a suspensão com a pílula também pode acarretar incômodos, viu? Eles vão desde dores de cabeça até inchaços.

Financeiro: se a mulher tem um fluxo curto, de três dias, o valor desembolsado com absorventes dificilmente será maior do que o necessário para bancar métodos de interrupção do ciclo. Contudo, se o sangramento for prolongado e intenso, convém fazer as contas.

Indicação médica: não se incentiva interferir no ciclo menstrual a não ser que a mulher tenha uma doença específica ou sofra muito durante o ciclo. Até porque menstruar garante a descamação e renovação do endométrio, a camada interna do útero, para uma futura gravidez.

Riscos: ainda que incite desconfortos em alguns casos, menstruar, em geral, não traz perigos. Por outro lado, decidir parar de sangrar pode ocasionar efeitos colaterais atrelados ao método utilizado, como maior risco de trombose, além de aumento da pressão arterial.

Métodos para não menstruar

DIU hormonal: é opção só para quem já iniciou atividade sexual. O dispositivo intrauterino libera, aos poucos, pequenas doses do hormônio levonorgestrel. Mas 30% das usuárias seguem menstruando porque a função ovariana não é bloqueada.

Pílula anticoncepcional: tomá-la sem interrupção é a forma mais utilizada hoje em dia para cessar o fluxo sanguíneo. Em geral, indicam-se pílulas apenas com progesterona, e o sangramento de escape é relatado em menos de 10% dos casos.

Implantes subcutâneos: trata-se de um pequeno tubo de silicone colocado no glúteo ou no braço, com duração de, em média, três anos. O acessório solta hormônios diretamente no sangue – e eles impedem a função do ovário.

Anticoncepcional injetável: tem a mesma ação da pílula. A diferença é que os hormônios são injetados no músculo da nádega e circulam por um determinado período de tempo, que fica entre 30 e 90 dias.

História manchada de polêmicas

De origem da vida a causa de doenças: como a menstruação foi encarada através dos séculos

menstruação –

 (Ilustração: Veridiana Scarpelli/SAÚDE é Vital)

400 a 300 a.c.

Havia a crença de que a menstruação, misturada ao sêmen, dava origem ao embrião. Portanto, menstruar sem “fertilizar” era considerado um assassinato infantil, o que levava meninas a se casarem antes do primeiro sangramento.

menstruar historia –

 (Ilustração: Veridiana Scarpelli/SAÚDE é Vital)

Século 6 d.c.

O arcebispo de Roma Cesário de Arles afirma que, ao contrário do que se pensava no passado, fazer sexo com uma mulher menstruada não era interessante, pois causaria doenças sérias aos filhos, como lepra, epilepsia ou possessão pelo demônio.

menstruar –

 (Ilustração: Veridiana Scarpelli/SAÚDE é Vital)

Séculos 18 e 19

Descobre-se que o sangue da menstruação é diferente daquele das veias. Mais: o fenômeno ocorreria em poucas espécies, sendo praticamente restrito a primatas. Com a popularização da teoria evolucionista, menstruar passa a ser encarado como um processo absolutamente natural.

1930

Surge o primeiro absorvente interno comercial, nos Estados Unidos. Não havia sequer uma corda, mas era melhor do que os panos usados até então. Vinham com avisos de que não interferia na hora de urinar e era apropriado para “garotas não casadas”.

 

menstruar1946

A Disney lança um vídeo em que explica o ciclo menstrual e dá dicas de alimentação e exercícios durante o período andar a cavalo não seria prudente. Sem muito dinheiro na época, a produtora fazia películas patrocinadas pelo governo americano.

 

 

menstruar –

 (Ilustração: Veridiana Scarpelli/SAÚDE é Vital)

1964

Um relatório da Nasa coloca em xeque a admissão de astronautas mulheres em decorrência de uma “alteração de humor durante a menstruação”. Por uma década, elas foram proibidas de ir a missões no espaço por causa dos ciclos que, sabe-se, não se alteram sem a presença da gravidade.

 

2011

Uma pesquisa americana revela que células-tronco encontradas no sangue menstrual podem ser utilizadas em tratamentos para esclerose lateral amiotrófica e AVCs. Já existem até bancos de sangue menstrual nos Estados Unidos.

Ver mais

Saúde

O que é intolerância à lactose: sintomas, diagnóstico e tratamento

Publicado

dia

Causado pela baixa produção da enzima que digere o açúcar do leite, esse problema traz dor de barriga e outros incômodos gastrointestinais. Como tratar?

Quem tem intolerância à lactose sofre ao consumir largas doses de leite e derivados. (Foto: Alex Silva/A2 Estúdio)

A intolerância à lactose causa dor de barriga, gases e outros desconfortos gastrointestinais após a ingestão de leite e derivados. Para confirmar o diagnóstico, o médico avalia o histórico do paciente, descarta outras doenças com sintomas semelhantes e pode pedir exames. O tratamento varia, mas envolve limitar o consumo de lácteos e eventualmente tomar cápsulas com lactase, a enzima que quebra a lactose.

Quer mais detalhes? É pra já:

O que causa a intolerância à lactose
Os sintomas decorrem da incapacidade total ou parcial do organismo de produzir a lactase, uma enzima que quebra a lactose, o açúcar dos produtos lácteos. Com isso, o composto se acumula no intestino e é fermentado pelas bactérias que vivem ali, provocando mal-estar.

A intolerância surge de diferentes maneiras. Sua forma mais comum acontece pela redução natural da concentração de lactase com o avançar da idade.

O bebê, que se alimenta exclusivamente do leite, fabrica largas doses dessa enzima. Conforme a criança vai crescendo e outros alimentos entram no cardápio, sua produção diminui aos poucos. Em alguns indivíduos, a queda é acentuada e, aí, o corpo não encara muito bem alguns goles de leite.

Em episódios raros, o distúrbio tem origem genética. E há ainda uma terceira causa: quando micro-organismos ou um processo inflamatório atacam as células intestinais responsáveis por gerar a lactase.

Embora muita gente confunda intolerância com alergia, os dois problemas são distintos. Enquanto o primeiro é marcado pela dificuldade em quebrar a lactase, o segundo é uma resposta exagerada do sistema imunológico a uma proteína específica do leite da vaca. O ataque das células de defesa patrocina manifestações em todo o corpo, como inchaço nos lábios, coceira, manchas na pele, tosse e falta de ar. A alergia tende a ser mais perigosa, portanto.

Sintomas e sinais
Dor e inchaço abdominal
Diarreia
Gases
Azia
Náusea
Dor de cabeça
Fatores de risco
Envelhecimento
Etnia: o problema é mais comum em africanos, árabes, gregos, chineses, coreanos e canadenses
Infecção por rotavírus
Doenças gastrointestinais
Predisposição genética
Diabetes
Realização de cirurgia bariátrica
A prevenção
Não há como conter a queda na produção da lactase. Contudo, vale lembrar que o bom funcionamento dos órgãos digestivos repercute na digestão da lactose.

Ou seja, a recomendação é investir num cardápio com verduras, frutas e cereais integrais, que facilitam o trânsito intestinal. O organismo mais saudável fica menos propenso a gases e cólicas, mesmo com a presença de lactose não digerida.

Infecções intestinais podem ocasionar o que os especialistas chamam de intolerância transitória. Nesses casos, tratar a infestação de germes é o caminho para restabelecer a fabricação da lactase e se livrar dos desconfortos ao ingerir leite e derivados.

Por outro lado, medicamentos como os antibióticos fragilizam o intestino. Esses fármacos só devem ser usados com a recomendação do médico.

Para ter certeza de que a lactose é o que está desencadeando diarreia, azia e má digestão, é preciso descartar a possibilidade de outras enfermidades gastrointestinais. Há uma série de disfunções capazes de disparar uma intolerância transitória, como a síndrome do intestino irritável, a doença de Crohn e a doença celíaca.

Só um especialista consegue traçar as estratégias para confirmar o diagnóstico da intolerância. Para começar, o médico leva em conta o histórico do paciente, o tempo que ele apresenta os sintomas e a intensidade de dores e náuseas.

A partir desse relato, a primeira indicação envolve retirar os lácteos da dieta durante duas semanas. Após esse período, eles são reintroduzidos aos poucos. Se os desconfortos somem no período de restrição e voltam depois, é um forte indício de que a lactose está por trás do sofrimento.

Além disso, é possível investigar a intolerância com um exame de sangue. A primeira coleta é feita em jejum. Depois, a pessoa bebe uma dose concentrada de lactose e volta a retirar outras amostras do líquido vermelho dentro de algum tempo.

Se houver aumento da glicose na circulação, é sinal de que não há dificuldade na absorção da lactose. Porém, caso os níveis de açúcar não se alterem, o leite vira o principal suspeito de deflagrar os incômodos.

Há também o teste de concentração de hidrogênio expirado. Nele, o paciente sopra um aparelho, que detecta a presença de gases da fermentação da lactose no intestino. Quando eles estão elevados, o médico liga o sinal de alerta.

O tratamento
Não existe medicamento para estimular a produção de lactase pelo corpo. A intolerância deve ser administrada com controle da dieta. Como as doses toleradas de lactose variam de pessoa para pessoa, o profissional de saúde indicará a quantidade de lácteos que pode ser consumida.

No entanto, são raros os casos em que se retira o leite e seus derivados completamente do cardápio. Esse corte, aliás, nunca deve ocorrer sem a orientação do médico, sob o risco de promover deficiência nutricionais graves, com baixas no aporte de cálcio, fósforo, potássio, magnésio e vitaminas.

No dia a dia, algumas dicas ajudam quem foi diagnosticado com a intolerância. A principal é nunca tomar o leite em jejum.

Se os goles forem acompanhados de outros alimentos, a digestão fica mais lenta. Consequentemente, a lactose demora para alcançar o intestino delgado. Ela vai chegar ao órgão aos pouquinhos, o que facilita o trabalho das poucas moléculas de lactase que estão por lá.

Outra medida envolve fracionar a ingestão desses alimentos ao longo do dia. Quanto menor a porção ingerida, menor o risco de desencadear sintomas.

Também é importante compreender que há lácteos menos perigosos para essa turma. Exemplo: queijos normalmente possuem menos lactose que o leite. Com exceção dos tipos frescos, eles concentram quantidades mínimas desse açúcar.

Iogurtes são outra pedida para quem sofre com a intolerância. Durante sua produção, são adicionadas bactérias que devoram a lactose. Dessa forma, há uma redução de 20 a 25% na quantidade desse açúcar nos potinhos. Os leites fermentados também são bem-vindos pelo mesmo motivo.

Quando o distúrbio é severo e um pouquinho de açúcar lácteo já desperta problemas digestivos, a alternativa é investir em produtos com zero lactose, facilmente encontrados nas prateleiras dos supermercados.

Existe ainda a possibilidade de tomar cápsulas com lactase antes da refeição ou adicionar sachês com essa enzima no copo de leite. Os pacotinhos trazem quantidade suficiente para quebrar até 50 gramas de lactose, quantidade presente em um litro do produto da vaca. Também é possível misturar o pó em água ou sucos.

Ver mais

Saúde

Após 350 casos confirmados, São Paulo realiza Dia D de vacinação contra o sarampo neste sábado

Publicado

dia

A Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo realiza mais um Dia D de vacinação contra o sarampo neste sábado (20). A campanha tem como público-alvo os jovens entre 15 e 29 anos de idade.

A pasta convoca mesmo os paulistanos que já tomaram a vacina ou tiveram a doença. As Unidades Básicas de Saúde (UBS) funcionarão das 8 horas até as 17 horas, além de postos de vacinação ambulantes espalhados por todas as regiões da cidade.

O sarampo é uma doença altamente contagiosa e pode levar à morte. A vacina tríplice viral, que protege contra o sarampo, caxumba e rubéola é a única forma de prevenção.

O ressurgimento da doença nos últimos anos é um fenômeno global.

Números da doença

De acordo com a Organização Mundial de Saúde os casos aumentaram quase 300% em 2019 comparado a 2018. Nesta semana, o Ministério da Saúde confirmou 426 casos de sarampo em sete estados do Brasil.

São Paulo é o estado que lidera o ranking de notificações: até o dia sete de junho 51 casos foram confirmados. Agora o número já chegou em 350.

O número representa uma alta de 586% por cento.

Na capital paulista, as três primeiras ocorrências confirmadas foram importadas, sendo uma da Noruega, uma de Israel e outra de um navio oriundo de Malta.

 

Ver mais
Publicidade

Escolha o assunto

Publicidade