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Conheça 7 maneiras de melhorar sua autoestima

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Uma baixa autoestima traz efeitos negativos, aumentando o risco de doenças, como ansiedade e depressão 

Felicidade (Thinkstock/Getty Images)

O início do ano é sempre uma época de listar as resoluções mais importantes a serem cumpridas. Para muitos, os principais objetivos para 2019 é perder peso, fazer atividade física e/ou começar uma dieta. Além de estarem diretamente ligados à saúde física, essas metas podem produzir efeitos importantes para a saúde mental, melhorando a autoestima. Para a maioria da pessoas, estar bem consigo mesma as torna mais corajosas, felizes e satisfeitas. No entanto, uma baixa autoestima pode trazer efeitos negativos, aumentando o risco de doenças como ansiedade e depressão.

Por causa disso, o site especializado The Guardian criou uma lista com sete dicas para quem quer uma autoestima mais elevada. Para o indivíduo que desejar segui-las, o principal desafio será desconstruir a imagem que criou a respeito de si e dos outros ao longo dos anos e estar disposto a mudar comportamentos muito comuns. Preparado? Então confira.

1. Defenda-se

De acordo estudo do ano passado publicado no Journal of Personality and Social Psychology, a autoestima começa a se formar ainda na infância, especialmente nos primeiros seis anos de vida. Por isso, o ambiente familiar (educação das crianças, espaço físico e estimulação cognitiva) deve ser favorável para estabelecer uma relação positiva entre o indivíduo e a imagem que ele tem de si mesmo. No caso dos adultos que já possuem uma autoestima fragilizada, seja por terem uma personalidade propensa a pensamentos negativos, por stress do dia a dia ou eventos de vida difíceis ou traumáticos, por exemplo, existem maneiras de superar o problema.

A sugestão do Serviço Nacional de Saúde do Reino Unido (NHS, na sigla em inglês) é desafiar as crenças negativas que se tem sobre si mesmo. Uma forma de fazer isso é criar uma lista (escrita ou mental) de autocríticas e depois defender-se de cada uma delas através de evidências que mostrem porque elas estão erradas. Ao fazer isso, as pessoas geralmente percebem que não têm apenas defeitos, mas qualidades importantes que precisam ser apresentadas e reconhecidas por elas mesmas.

2. Seja moderado

Todos nós temos metas que desejamos cumprir ao longo da semana, mês ou ano. Mas é preciso lembrar que elas precisam estar dentro da realidade para que possam ser alcançadas. Quando uma pessoa estabelece objetivos muito ambiciosos e não consegue atingi-los, ela se sente fracassada, e essa sensação derruba a autoconfiança.

Por isso, antes de criar uma lista de planos, considere todos os aspectos da sua vida que possibilitam a realização dessas metas. Se elas de fato estiverem ao seu alcance, se esforce e conquiste-as pouco a pouco. Caso não estejam, não se abale, apenas adie para um momento em que, de fato, sejam possíveis.

“Um sentimento de realização é a chave para manter seu orgulho”, comentou a psicóloga Linda Blair ao Guardian. A dica da especialista é sempre procurar estabelecer metas de curto e médio prazo – método que pode facilitar a conquista.

3. Ninguém é igual

A melhor forma de manter a autoestima é não ficar se comparado a outras pessoas; lembre-se: a realidade delas é diferente da sua. Com o crescimento das redes sociais, é muito comum vermos um influenciador digital ou um amigo fazendo algo que gostaríamos de fazer, mas não conseguimos.

No entanto, é preciso lembrar que o que vemos na internet nem sempre corresponde a verdade: muitos indivíduos se escondem atrás das mídias sociais para passar uma falsa imagem de felicidade. Comparar-se a algo que “não existe” não vai trazer nada de bom. “Você está se comparando com uma fantasia, e isso levará a um esforço excessivo ou a um desapontamento”, alertou Linda.

Para a psicóloga, a melhor forma de não prejudicar a autoestima é se concentrar em si mesmo. Não tente agradar ninguém, não pense em estabelecer metas com base no que você acha que os outros esperam de você; isso só vai gerar infelicidade e insatisfação. Você deve ser o seu modelo.

4. Cuide-se

Uma baixa autoestima afeta tanto a mente quanto o corpo. Isso porque para muitas pessoas pode ser difícil sentir vontade de cuidar de si mesmo quando não existe motivação para isso. Para evitar que a sua saúde geral seja prejudicada, procure maneiras de relaxar e evitar o stress – ele coloca muita pressão sobre a sua saúde mental, intensificando sensações negativas.

Outra orientação importante: evite beber e fumar (ou usar drogas), pois apesar de darem a impressão de que fornecem mais coragem, essas substâncias podem prejudicar ainda mais o seu bem-estar, além de aumentar riscos de saúde, como desenvolvimento de câncer. Também vale a pena cuidar da alimentação – para evitar o consumo exagerado ou insuficiente de calorias – e dos hábitos de sono, outro fator que tem impacto sobre a saúde mental.

5. Mexa-se

Estudo de 2016 mostrou que a atividade física, a aptidão física percebida e a imagem corporal desempenham papel importante na autoestima. Portanto, para sentir-se bem é necessário se exercitar – o que também trará vantagens para a saúde física. Não é preciso correr para a academia e passar horas fazendo musculação, é possível escolher atividades prazerosas que tenham mais a ver com o seu estilo, como nadar, fazer hidroginástica, dançar, correr ou andar de bicicleta, por exemplo. O importante é ter em mente que a sensação deixada pela prática esportiva fará bem para a sua autoestima.

6. Jardinagem

Outra atividade que traz benefícios para a saúde mental é a jardinagem, pelo menos é o que garante pesquisa publicada em 2015 no Journal of Public Health. Os resultados mostraram que apenas uma sessão de jardinagem rende melhorias significativas no humor e na autoestima.

7. Desafie-se

A zona de conforto não recebe esse nome à toa. Fugir de mudanças na rotina pode ser a solução para evitar o stress de precisar se adaptar. No entanto, especialistas alertam que apesar de parecer bom, a atitude pode ser prejudicial ao longo do tempo. “A curto prazo, evitar situações desafiadoras e difíceis faz com que você se sinta muito mais seguro, mas ensina a regra inútil de que a única maneira de lidar [com as situações do dia a dia] é evitando as coisas. A longo prazo, isso pode reforça suas dúvidas e medos”, alertou Chris Williams, da Universidade de Glasgow, na Escócia, em nota.

Portanto, de vez em quando tente alterar algo no seu dia a dia, mesmo que seja pequeno. Aos poucos você pode perceber que essas mudanças trazem novos desafios que, quando conquistados, trazem uma sensação de realização que faz muito bem a sua autoestima.

Procure ajuda

Se depois de tentar todas as sugestões, você ainda sentir que a sua autoestima está baixa, não tenha vergonha de pedir ajuda: procure um profissional de saúde capaz de auxiliá-lo na superação de medos e anseios que prejudicam a sua autoconfiança. Fonte: Portal Veja

 

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SP: Vacinação contra sarampo é prorrogada até 31 de agosto na capital

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Crianças de 6 a 11 meses e jovens de 15 a 29 anos terão mais tempo para tomarem a vacina contra sarampo na cidade de São Paulo. A Secretaria Municipal de Saúde prorrogou, nesta sexta-feira (16), o prazo de vacinação para até o fim do mês, dia 31 de agosto.

Segundo a secretaria, até o momento, a campanha beneficiou 35,4% de jovens com idades entre 15 a 29 anos e 41,3% dos bebês de 6 a 11 meses. A operação tem como principal objetivo aumentar a cobertura vacinal e conter o aumento da doença, que já tem 997 casos na capital.

Além das Unidades Básicas de Saúde (UBS), a instalação de postos volantes em locais de grande circulação de pessoas, como estações de trens, metrô e terminais de ônibus e, mais recentemente, em creches, escolas e universidades, facilitou a campanha. Em nota, o órgão afirma que mais de 3 mil ações de bloqueio, tanto nas casas dos pacientes com suspeita, como em locais frequentados por ele, como escola ou local de trabalho, foram realizadas.

De acordo com boletim epidemiológico da Secretaria Estadual de Saúde, desde o início do ano até o dia 13 de agosto foram registrados 8.609 casos suspeitos de sarampo, 1.319 confirmados, 734 descartados e 6.556 estão em investigação.

Até o momento, não há registro de morte no estado. Os casos suspeitos e confirmados estão distribuídos em 50 municípios, com o maior percentual dos casos confirmados na faixa etária de 15-29 anos (44,4%).

*Com informações da Agência Brasil

 

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Saúde

A gordura trans e a sua saúde

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Um especialista cita os malefícios desse tipo de gordura e o que tem sido feito no Brasil e no mundo para tirá-lo dos alimentos industrializados

Bolachas e bolos industrializados estão entre as possíveis fontes de gordura trans. (Foto: Dulla/SAÚDE é Vital)

A gordura trans é normalmente produzida pelo processo industrial de hidrogenação de óleos vegetais, com o objetivo de torná-los sólidos mesmo em temperatura ambiente. Graças a suas características, ela pode ser utilizada na produção de diversos tipos alimentos industrializados (bolachas, sorvetes, pastéis, bolos, pães etc). O problema: evidências científicas e epidemiológicas comprovam que a gordura trans é muito prejudicial à saúde.

Quando está presente nos alimentos, essa substância é absorvida pelo organismo, interferindo no seu metabolismo normal. Isso está diretamente relacionado com diversos tipos de doenças, como as cardiovasculares, obesidade, diabetes tipo 2 e Alzheimer.

Em 2003, a Dinamarca foi o primeiro país a restringir a gordura trans industrial. Já cidade de Nova York proibiu o uso da gordura hidrogenada no preparo de alimentos em 2016. Nesses locais, tais medidas estão associadas à diminuição expressiva das doenças cardiovasculares.

No Brasil, a Agencia Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), considerando os danos da gordura trans, estabeleceu, pela Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) 360 de 2003, a obrigatoriedade dos alimentos industrializados apresentarem o seu conteúdo nos rótulos.

Mais recentemente – em 2012 –, a RDC 54 diminuiu de 0,2 para 0,1 grama a presença máxima da gordura trans e que a sua somatória com a gordura saturada não deve ultrapassar 1,5 grama por porção. Isso para os alimentos que pretendem indicar a alegação “zero trans” no rótulo.

Para 2019, a Anvisa busca a regulamentação de algumas medidas que restringem o uso da gordura trans na fabricação de alimentos.

Apesar das diretrizes da Anvisa e da Organização Mundial da Saúde (OMS), o consumo da gordura trans ainda é elevado. Ele permanece acima da recomendação de compor, no máximo, 1% do valor energético da dieta. Em uma alimentação de 2 mil calorias, a sua ingestão não deveria ser superior a 2 gramas por dia.

No Brasil, entretanto, estudos têm demonstrado que o consumo da gordura trans dos alimentos industrializados está em torno de 2,8 gramas das calorias diárias, podendo chegar até a 5 gramas. Este é um patamar bem mais elevado do que o preconizado pela Anvisa.

Considerando os efeitos à saúde da gordura trans nos alimentos industrializados, a OMS apresentou em 2018 uma proposta da sua eliminação até o ano de 2023. Enquanto isso não acontece, o papel dos consumidores é o de avaliar nos rótulos a quantidade da gordura trans e estabelecer como norma nunca ultrapassar o 1% do seu consumo diário, visando a preservação da saúde.

*Jorge Mancini Filho é professor do Departamento de Alimentos e Nutrição Experimental da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade de São Paulo

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Saúde

É verdade que o suco de coco quente pode curar o câncer?

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Conversamos com especialistas para desmistificar mais um boato virtual – o de que o fruto do coqueiro eliminaria tumores malignos

Segundo um texto que circula nas redes sociais, o professor Chen Huiren, do Hospital Geral da China, descobriu a cura para todos os tipos de câncer. É bem simples: basta tomar água de coco quente – não aquela tradicional, mas uma feita com flocos finos do fruto. Isso seria o suco de coco quente.

Só que a história não tem quase nada de verdade. Desde 2017, ela é desmentida por autoridades e veículos da imprensa, inclusive de outros países. Ainda assim, vira e mexe ela ressurge, com um outro detalhe diferente.

“Não há nenhum estudo sobre o assunto, mas infelizmente essa notícia falsa se espalhou pelo mundo”, comenta Daniel Garcia, oncologista clínico do A.C.Camargo Cancer Center.

O único elemento real do texto é que existe um cientista chamado Chen Hui-Ren (o nome está um pouco diferente mesmo), que atua no Hospital Geral da China. Seu nome está no Research Gate, site que compila pesquisadores do mundo todo.

Segundo o portal, ele desenvolve estudos sobre alguns tipos de câncer. Porém, nenhum aborda o coco.

Daqui em diante, é inconsistência atrás de inconsistência. Comecemos pela ideia de que uma única estratégia é capaz de eliminar qualquer tumor.

“O câncer não é uma doença só. Por isso, é impossível existir um remédio que mate todas as suas versões”, aponta Clarissa Baldotto, oncologista e diretora da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (Sboc).

Mais uma fake news envolvendo a água alcalina

Uma versão semelhante da história faz sucesso há anos na internet, com a limonada quente como protagonista. Segundo a mensagem, a mistura de limão (ou coco, se você preferir) e água aquecida tornaria o líquido alcalino, o que liberaria uma substância “que é o mais recente avanço no tratamento de câncer, cistos e tumores”.

A água alcalina é a protagonista, aliás, de vários boatos sobre saúde. Não existe, contudo, nenhuma evidência a seu favor na ciência. Pelo contrário –

O risco de cair em furadas

Tratamento e prevenção do câncer são algumas das áreas mais atingidas pelas fake news. E isso é ruim mesmo que o tratamento alternativo em questão inclua uma fruta tão saudável como o coco.

“O mais cruel dessas notícias é, que além de espalharem mentiras, mexem com as emoções de pessoas que estão precisando de ajuda contra uma doença séria”, salienta Clarissa.

Além da ineficácia, essas abordagens terapêuticas não raro fazem as pessoas abandonarem os tratamentos convencionais. E já há estudos mostrando que essa atitude aumenta o risco de morte.

Quando o assunto é câncer (e a saúde no geral), vale o ditado: se o milagre é grande, desconfie do santo. Ao receber um material suspeito, não compartilhe antes de checar a veracidade com seu médico e em sites confiáveis. Se não encontrar nada sobre o tema, envie-nos sua sugestão pelo Facebook ou Instagram que verificaremos para você.

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