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Conflito entre facções deixa cinco mortos na fronteira com o Paraguai

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Mortes ocorreram na área fronteiriça do Mato Grosso do Sul com o país vizinho, nas regiões de Ponta Porã e Maracaju

Armas, coletes e outros artefatos foram apreendidos em operações na fronteira do Brasil com o Paraguai (Dirección de Investigacion de Hechos Punibles/Divulgação)

Cinco pessoas, entre elas o diretor de uma rádio e um policial militar, foram mortas entre a noite de sábado, 9, e a madrugada deste domingo, 10, em cidades da fronteira do Brasil com o Paraguai. Conforme as polícias brasileira e paraguaia, as mortes podem ter relação com a disputa pelo controle do tráfico de drogas na região por facções criminosas brasileiras. No primeiro caso, três pessoas foram executadas a tiros de fuzil na divisa entre a cidade paraguaia de Pedro Juan Caballero e Ponta Porã, no Mato Grosso do Sul.

De acordo com a polícia paraguaia, pistoleiros em uma caminhonete branca bloquearam o automóvel em que estavam as vítimas e fizeram dezenas de disparos. O paraguaio Julio Cesar Ortiz Ferreira, de 40 anos, diretor da rádio Tupi FM, de Pedro Juan; o brasileiro Alessandro Nunes de Moura, de 20 anos, estudante de engenharia civil, e o adolescente G.Z.M, de 16 anos, também brasileiro, morreram no local. Um deles tentou fugir, mas foi perseguido e alvejado com disparos de fuzil calibre 7.62.

Segundo a Divisão de Homicídios da Polícia Nacional em Pedro Juan Caballero, as execuções podem ter relação com um ajuste de contas entre facções criminosas que atuam na fronteira. Na manhã deste domingo, 10, dois suspeitos foram presos numa casa, na colônia Potreroi, a 15 km da fronteira, com um fuzil calibre 7.62, uma escopeta calibre 12, roupas camufladas, coletes à prova de balas, carregadores, munição e uma caminhonete Hilux branca.

Na madrugada deste domingo, 10, o policial militar Jucilei Rocha Professor, de 25 anos, foi executado com cinco tiros no centro de Maracaju, cidade da região de fronteira, em Mato Grosso do Sul. O PM estava numa lanchonete com a namorada e amigos, quando uma moto com duas pessoas parou em frente ao local. O garupa desceu e, sem tirar o capacete, foi até o policial e o atingiu com vários tiros nas costas e na cabeça. A dupla fugiu. Conforme a PM, suspeitos presos pelo crime disseram que o policial tinha sido jurado de morte pelo Primeiro Comando da Capital (PCC).

Durante as buscas na região, com apoio do Departamento de Operações de Fronteira (DOF), Marcos Maciel Benites, de 21 anos, suspeito de ter cedido a moto para o ataque ao policial, foi morto em confronto com policiais do Batalhão de Choque. Outros dois suspeitos foram presos. Um deles, que se disse integrante do PCC, se apresentou à polícia acompanhado por dois advogados. Houve ainda outras duas prisões feitas pela Polícia Civil, mas a participação dos suspeitos no crime ainda é investigada.

Fonte Veja

 

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Ex-secretário da Casa Civil do Rio, Régis Fichtner é preso pela PF

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Fichtner é acusado de receber propinas no valor de R$ 1,5 milhão enquanto estava no comando da Casa Civil, de 2007 a 2014

Régis Fichtner durante a Operação C’Est Fini, quando foi preso em novembro (Tânia Rêgo/Agência Brasil)

Policiais federais prenderam hoje (15) o ex-secretário estadual da Casa Civil Régis Fichtner, que chefiou a pasta durante a gestão de Sérgio Cabral. Ele é acusado de receber propinas no valor de R$ 1,5 milhão enquanto estava no comando da Casa Civil, de 2007 a 2014.

Também foi preso o coronel da Polícia Militar Fernando França Martins – acusado de fazer operações financeiras para o ex-secretário. Fichter já havia sido preso em novembro de 2017, durante a Operação C’Est Fini, mas foi solto.

Segundo o Ministério Público Federal (MPF), a nova prisão preventiva foi motivada pelo fato de que, segundo os procuradores da República que integram a força-tarefa da Operação Lava Jato no Rio, Fichtner ainda tem patrimônio ocultado e há indícios de sua atuação para destruir provas.

Ainda de acordo com o MPF, Fichtner era figura central na área administrativa da organização criminosa, supostamente chefiada por Cabral. Os procuradores afirmam que, como chefe da Casa Civil, ele era o responsável por articular os atos de governo mais importantes, “usando de sua habilidade jurídica para buscar saídas minimamente defensáveis”.

A partir dessa posição, ele pode ter feito diversas manobras em favor dos demais membros da organização criminosos, afirma o MPF.

As investigações apontaram ainda que o coronel Fernando França Martins é o responsável por recolher parte da propina recebida pelo ex-secretário. Em informações bancárias, entre 2014 e 2016, houve transferência na ordem de R$ 725 mil do ex-secretário ao coronel.

Fonte Exame

 

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Polícia apreende bens de milícia do Rio avaliados em R$ 5 milhões

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Considerada a maior milícia em ação no Rio de Janeiro, a Liga da Justiça tem como base os bairros da zona oeste da cidade

Rio de Janeiro: viaturas da Polícia Civil (Divulgação/Wikimedia Commons)

A Secretaria de Estado de Polícia Civil (Sepol) apreendeu nesta quinta-feira (14), em operação destinada a desarticular Liga da Justiça, quatro imóveis avaliados em cerca de R$ 5 milhões, além de dinheiro e joias.

Considerada a maior milícia em ação no Rio de Janeiro, a Liga da Justiça tem como base os bairros da zona oeste da cidade. A Operação Volante foi realizada pelo recém-criado Departamento Geral de Combate a Corrupção, ao Crime Organizado e a Lavagem de Dinheiro.

Foram cumpridos 11 do 20 mandados de prisão expedidos pela Justiça, mas 10 dos investigados já estavam presos. Um dos presos, Márcio Gomes da Silva, que é ligado ao grupo criminoso, foi localizado em casa, no município de Itaguaí, região metropolitana do Rio. A operação visava cumprir mandados de prisão em vários pontos da capital e da Baixada Fluminense.

O subsecretário de Planejamento e Integração Operacional da Polícia Civil, delegado Fábio Barucke, disse que o objetivo mais importante, que era o sequestro dos bens dos membros da milícia, foi atingido.

“Esse é nosso novo foco, que visa a atender uma política de governo, determinada pelo governador Wilson Witzel, que é o lado financeiro da quadrilha”, afirmou Barucke.

Dois dos líderes da milícia, Wellington da Silva Braga (Ecko) e o irmão dele, Luis Antonio da Silva Braga (Zinho), não foram localizados. O delegado destacou ainda a apreensão de cerca de R$ 125 mil em espécie, além de joias, que foram encontrados na casa de Zinho, em um condomínio de luxo no Recreio dos Bandeirantes. O imóvel é avaliado em mais de R$ 1,5 milhão.

As investigações apontaram Zinho como responsável pela lavagem de dinheiro da organização criminosa. Com base em provas colhidas durante o inquérito, os policiais apuraram que alguns integrantes da quadrilha adquiriram bens imóveis usando dinheiro proveniente de crimes como extorsão e venda ilegal de sinal de TV a cabo e de botijões de gás de cozinha, entre outros.

A diretora do Departamento Geral de Combate à Corrupção, ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro da Polícia Civil, Patrícia Alemany, disse que os investigados são os proprietários desses imóveis sequestrados, avaliados entre R$ 800mil e R$ 1,5 milhão, localizados nos bairros de Campo Grande e Recreio dos Bandeirantes e nos municípios de Seropédica e Itaguaí, não apresentaram justificativa financeira compatível com esse patrimônio imobiliário.

Fonte Exame

 

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Em blitz contra ataques do PCC, polícia de SP prende 326 pessoas

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Foram 3.362 pontos de bloqueios no estado; policiais militares fizeram mais de 66 mil 

Polícia Militar: 326 pessoas foram presas em blitz montadas em pontos tidos como “estratégicos” de todo o estado (PMSP/Divulgação)

São Paulo – Da manhã de quarta-feira, 13, até a madrugada desta quinta-feira, 14, 326 pessoas foram presas pela Polícia Militar em blitz montadas em pontos tidos como “estratégicos” de todo o estado para evitar ataques em decorrência da transferência de Marco Williams Herbas Camacho, o Marcola, e outros 21 líderes da facção Primeiro Comando da Capital (PCC) da Penitenciária 2 de Presidente Venceslau, no interior de São Paulo, para três presídios federais.

Foram 3.362 pontos de bloqueios no Estado. Os agentes fizeram mais de 66 mil abordagens, de acordo com balanço publicado nesta quinta-feira pela Secretaria Estadual de Segurança Pública; 33 mil veículos foram vistoriados.

Nesses pontos de bloqueio, a PM decidiu prender 226 pessoas praticando diversos ilícitos, como porte de drogas (97 quilos foram apreendidos, além de 16 armas e 64 carros com queixa de roubo). Além disso, 100 pessoas com mandado de prisão expedidos foram localizadas e capturadas.

A ação preventiva continua nesta quinta-feira. “As equipes permaneceram em locais estratégicos, apontados pelo serviço de inteligência da PM, para sufocar possíveis ações de criminosos. Houve reforço do policiamento em rodovias, terminais de ônibus e aeroportos”, informa a secretaria, por meio de nota.
Fonte Exame
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