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Ciência

Comunidade científica altera padrão para pesar 1 quilograma

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A partir de 20 de maio de 2019, a unidade básica de peso será medida por uma fórmula matemática em relação à chamada “constante de Planck”

A comunidade científica mundial aprovou nesta sexta-feira a maior revisão do Sistema Internacional de Unidades (SI) desde sua instauração, em 1960, com a redefinição de quatro de suas sete unidades e o abandono do padrão físico do quilograma.

A partir de 20 de maio de 2019, Dia Mundial da Metrologia, quando entrará em vigor o novo sistema, a unidade básica de peso não estará definida pelo cilindro guardado há 130 anos nos arredores de Paris, que será substituído agora por uma fórmula matemática.

A resolução foi aprovada por unanimidade pelos delegados dos 60 Estados-membros do Escritório Internacional de Pesos e Medidas com direito a voto no fechamento da 26ª Conferência Geral, após três dias de debates.

“Este congresso ficará na história como o maior evento para a metrologia porque marca uma transformação radical no sistema-base para a ciência e o intercâmbio econômico global”, afirmou durante a conferência o presidente da Academia de Ciências da França, Sébastien Candel.

O quilograma era o último sobrevivente definido por um objeto físico, um cilindro de platina e irídio conhecido como o “Grande Quilo” que, segundo os cientistas, tinha perdido, por motivos desconhecidos, 50 microgramas.

A partir de agora, o quilo será definido em relação à constante de Planck, central na teoria da mecânica quântica e que deve o nome a um de seus pais, o físico e matemático alemão Max Planck.

Junto à unidade básica de massa, o congresso também acordou a redefinição de outras três unidades em função de constantes universais invariáveis: o ampère, o kelvin e o mol, enquanto o metro e a candela não mudam, mas terão suas definições reformuladas.

A revisão adotada hoje fornecerá maior precisão em âmbitos como a administração de remédios, análises médicas, sistemas de navegação por satélite e competições esportivas e garantirá trocas comerciais mais equitativas no mercado mundial.

Fonte: Portal Veja

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Ciência

Cientistas descobrem ecossistema gigante vivendo embaixo da terra

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Existem bilhões de organismos que vivem a 5 mil metros abaixo de nós. Saiba porque isso importa

. (NASA/Divulgação)

São Paulo — Após dez anos de estudo, uma equipe de pesquisadores do mundo todo anunciou a descoberta de um ecossistema com o dobro do tamanho de todos os oceanos do planeta. Composta majoritariamente por micro-organismos, a biosfera subterrânea tem mais diversidade que a Amazônia e as Ilhas Galápagos.

O grupo de 1.200 cientistas de 52 países que integram o Deep Carbon Observatory estima que o ecossistema possui entre 15 bilhões e 23 bilhões de toneladas de micro-organismos e que está localizado entre a crosta e o núcleo da Terra. Vivendo sob condições adversas — calor extremo, baixa nutrição, ausência de luz e pressão intensa —, os micro-organismos habitam o espaço subterrâneo há milhares de anos.

“É como encontrar todo um novo reservatório de vida na Terra”, disse Karen Lloyd, professora associada da Universidade do Tennessee, ao jornal britânico The Guardian. “Estamos descobrindo novos tipos de vida o tempo todo. Muito da vida está dentro da Terra e não em cima dela”.

Uma nova forma de existência

Para o estudo, a equipe retirou amostras de poços perfurados a mais de 5 km de profundidade e construiu um modelo do que seria o ecossistema descoberto. Os resultados sugerem que 70% das bactérias e arqueas (seres vivos semelhantes morfologicamente às bactérias) que existem hoje no planeta estejam no subsolo. A hipótese é de esses organismos tenham se movido muito pouco, despendendo menos energia do que se supunha, durante toda sua vida.

“Nós, humanos, nos orientamos para processos relativamente rápidos — ciclos diurnos baseados no sol ou ciclos lunares baseados na lua —, mas esses organismos fazem parte de ciclos lentos e persistentes em escalas de tempo geológicas”, afirma Rick Colwell, um microbiólogo da Universidade de Oregon.

A descoberta abre caminhos para as respostas de uma série de questionamentos feitos pelos cientistas, que querem saber qual é a real temperatura limite para a existência de vida (atualmente é de 122 graus Celsius), se ela surge das profundezas do planeta ou da superfície e o que o processo pode revelar sobre a evolução da vida na Terra. Fonte: Portal Exame.

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Ciência

Estudo mostra que galinha atual é símbolo do impacto do homem na natureza

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“Produzimos uma nova forma de animal em décadas, quando geralmente são necessários milhões de anos”, diz pesquisadora

Animais: existem 23 bilhões de galinhas no mundo, o triplo de todas as espécies de aves selvagens (Rodolfo Buhrer/Reuters)

O ser humano alterou completamente a morfologia das galinhas de criação em apenas algumas décadas, algo que se manifesta em corpos enormes, patas deformadas ou corações enfraquecidos, afirma um estudo publicado na revista Royal Society Open Science.

“A galinha de criação moderna é irreconhecível em comparação com seus ancestrais ou seus congêneres selvagens”, explica à AFP Carys Bennett, da Universidade de Leicester, na Inglaterra, coautora da pesquisa, que destaca “o esqueleto superdimensionado, uma composição química dos ossos e uma genética distintas”.

Oriundo do sudeste asiático, a animal foi domesticado há quase 8.000 anos, mas foi apenas a partir dos anos 1950, com a busca por ritmos de crescimento mais elevados, que começaram a formar uma nova espécie morfológica, aponta o estudo.

“Bastaram algumas décadas para produzir uma nova forma de animal, quando geralmente são necessários milhões de anos”, afirmou Jan Zalasiewicz, também da Universidade de Leicester e coautor do estudo.

Apreciada por sua carne e seus ovos, a galinha é a carne mais consumida do mundo na atualidade: Hoje, o mundo tem 23 bilhões. “A massa total de galinhas domésticas é o triplo de todas as espécies de aves selvagens reunidas”, destaca Carys Bennett.

Embora alimentem boa parte da humanidade, as galinhas de criação também representam um bom exemplo da forma como nós modificamos os organismos vivos que se desenvolvem na Terra e “um marcador potencial do Antropoceno”, o período atual, marcado pela influência do homem nos processos terrestres, destacam os pesquisadores.

“Uma evolução trágica se consideramos as consequências para estas aves”, afirma Carys Bennett. Fonte: Portal Exame

 

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Ciência

Este hábito simples pode aumentar seu QI em até 23%

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Relacionada ao grau de plasticidade do cérebro, a inteligência fluida e o QI pode aumentar com a mente descansada

. (Sxc.hu/Reprodução)

São Paulo – A atividade cerebral tem relação direta com a maneira como aprendemos e desenvolvemos a capacidade da mente. É fácil perceber que, quando estamos de “cabeça cheia”, em geral ao fim do dia, é mais difícil realizar funções que exijam um esforço mental maior, como aprender algo novo ou conversar sobre temas complexos. A solução intuitiva, diminuir a atividade cerebral, é mais simples do que parece e traz consigo vários outros ganhos.

A inteligência fluida – aquela que não trata sobre “o quanto” sabemos, mas sobre a capacidade que temos de ser criativos e resolver problemas – não pode ser melhorada apenas com o aprendizado de coisas novas. Por estar relacionada ao grau de plasticidade do cérebro, a inteligência fluida e, consequentemente, o QIdas pessoas, pode aumentar à medida que a mente esteja descansada. Por isso, o método mais indicado e que é cada vez mais falado quando o assunto é aumento do conforto cotidiano é a meditação.

Meditar acalma o cérebro e melhora a concentração

Um estudo conduzido pela Associação de Psicofisiologia Aplicada e Biofeedback mostrou que a meditação profunda, capaz de alterar e diminuir a frequência das ondas cerebrais, podem aumentar o ganho médio no QI em até 23%. Isso acontece porque, quando se encontra em baixa atividade, o cérebro consegue aumentar a capacidade de se reorganizar, tornando-se mais suscetível ao aprendizado, à criatividade e à concentração.

Além disso, melhorias significativas na memória, cognição e redução dos níveis de estresse foram percebidos em um segundo estudo publicado em 2010, como mostra o site Inc. Após quatro dias de meditação diária de 20 minutos, os participantes já demonstravam ter sua capacidade cerebral aumentada.

De acordo com o New England Journal of Medicine, para obter os benefícios da meditação citados aqui, é necessário um período mínimo de 12 a 15 minutos, ressaltando que o importante não é a duração, mas a regularidade. Fonte: Portal Exame

 

 

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