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Saúde

Como é feito o congelamento de óvulos?

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Técnica aumenta a chance de ser mãe com segurança em uma idade mais avançada. Mas tem suas questões. Veja como funciona

Congelamento de óvulos é indicado para quem quer ou precisa adiar a gravidez (Ilustração: Anna Cunha/SAÚDE é Vital)

Algumas mulheres desejam se tornar mães, mas preferem postergar esse momento. Como a infertilidade e a possibilidade de ter uma gravidez de risco são mais comuns com o avançar da idade, elas podem recorrer ao congelamento de óvulos.

O procedimento, indicado também para quem deve retirar os ovários por causa de alguma doença, tem sido cada vez mais procurado nas clínicas brasileiras. Descubra, nos tópicos abaixo, como ele é realizado:

1. O preparo

Antes de tudo, são feitos exames para flagrar ou afastar doenças que comprometem a qualidade dos óvulos. Depois, para aumentar o número deles, a mulher recebe remédios injetáveis, em geral na barriga. Essa estimulação dura umas duas semanas.

2. A extração

 (Ilustração: Anna Cunha/SAÚDE é Vital)

A coleta é feita em um centro cirúrgico, com sedação. O que é extraído, por meio de uma espécie de agulha acoplada a um aparelho de ultrassom, são os folículos dos ovários, dentro dos quais estão os óvulos. Podem ser realizadas várias coletas, em ciclos diferentes.

3. O congelamento

Os óvulos são retirados de dentro dos folículos por meio de uma agulha bem fina e permanecem cerca de duas horas no laboratório para uma maturação.

Depois, são mergulhados em uma substância congelante, que irá proteger e diminuir a quantidade de líquido em seu interior para evitar a formação de cristais.

Então, começa o processo conhecido como vitrificação. Os óvulos são colocados em nitrogênio líquido, o que reduz a temperatura a 196 graus negativos em minutos.

4. O descongelamento

Os óvulos podem permanecer congelados por até dez anos. Quando a mulher decide engravidar, a amostra é retirada do nitrogênio líquido. Existe a possibilidade de recongelamento dos óvulos que não foram utilizados, mas o real impacto desse processo ainda não é conhecido.

5. A fertilização

A partir daqui, a história segue igual à de uma fertilização in vitro convencional: os óvulos são fecundados com o espermatozoide do parceiro, em laboratório, e implantados no útero. Existe ainda a possibilidade de congelar os possíveis embriões excedentes.

Lembrando que o sucesso do procedimento depende da idade em que o óvulo foi extraído. O ideal é não passar dos 35 anos.

E quanto custa?

O preço varia de acordo com diversos fatores, como o tipo de estimulação e congelamento dos óvulos e a região do país. Mas o valor gira em torno de 15 mil reais para a coleta e 900 reais mensais para a manutenção dos óvulos congelados.

Quando o método é solicitado?

Em 2017, 78 mil óvulos foram congelados no Brasil

Gravidez adiada: A mulher pode postergar o momento de ser mãe por questões pessoais. A idade máxima recomendada para implantação é 50 anos.

Quimioterapia: O tratamento contra o câncer destrói várias células do corpo, inclusive os óvulos, que podem ser preservados antes da químio.

Menopausa precoce: Há mulheres que param de ovular antes dos 30 anos. Ultrassom e dosagem hormonal detectam se há risco de acontecer.

Químio do parceiro: O óvulo pode ser fecundado com o espermatozoide do parceiro e congelado. É possível fazer apenas o congelamento do sêmen.

Fontes: Eduardo Borges, especialista em reprodução e membro da Sociedade Brasileira de Reprodução Humana (SBRH); Renato de Oliveira, especialista em reprodução da Criogênesis, em São Paulo.

Fonte Saúde

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SP: Vacinação contra sarampo é prorrogada até 31 de agosto na capital

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Crianças de 6 a 11 meses e jovens de 15 a 29 anos terão mais tempo para tomarem a vacina contra sarampo na cidade de São Paulo. A Secretaria Municipal de Saúde prorrogou, nesta sexta-feira (16), o prazo de vacinação para até o fim do mês, dia 31 de agosto.

Segundo a secretaria, até o momento, a campanha beneficiou 35,4% de jovens com idades entre 15 a 29 anos e 41,3% dos bebês de 6 a 11 meses. A operação tem como principal objetivo aumentar a cobertura vacinal e conter o aumento da doença, que já tem 997 casos na capital.

Além das Unidades Básicas de Saúde (UBS), a instalação de postos volantes em locais de grande circulação de pessoas, como estações de trens, metrô e terminais de ônibus e, mais recentemente, em creches, escolas e universidades, facilitou a campanha. Em nota, o órgão afirma que mais de 3 mil ações de bloqueio, tanto nas casas dos pacientes com suspeita, como em locais frequentados por ele, como escola ou local de trabalho, foram realizadas.

De acordo com boletim epidemiológico da Secretaria Estadual de Saúde, desde o início do ano até o dia 13 de agosto foram registrados 8.609 casos suspeitos de sarampo, 1.319 confirmados, 734 descartados e 6.556 estão em investigação.

Até o momento, não há registro de morte no estado. Os casos suspeitos e confirmados estão distribuídos em 50 municípios, com o maior percentual dos casos confirmados na faixa etária de 15-29 anos (44,4%).

*Com informações da Agência Brasil

 

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Saúde

A gordura trans e a sua saúde

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Um especialista cita os malefícios desse tipo de gordura e o que tem sido feito no Brasil e no mundo para tirá-lo dos alimentos industrializados

Bolachas e bolos industrializados estão entre as possíveis fontes de gordura trans. (Foto: Dulla/SAÚDE é Vital)

A gordura trans é normalmente produzida pelo processo industrial de hidrogenação de óleos vegetais, com o objetivo de torná-los sólidos mesmo em temperatura ambiente. Graças a suas características, ela pode ser utilizada na produção de diversos tipos alimentos industrializados (bolachas, sorvetes, pastéis, bolos, pães etc). O problema: evidências científicas e epidemiológicas comprovam que a gordura trans é muito prejudicial à saúde.

Quando está presente nos alimentos, essa substância é absorvida pelo organismo, interferindo no seu metabolismo normal. Isso está diretamente relacionado com diversos tipos de doenças, como as cardiovasculares, obesidade, diabetes tipo 2 e Alzheimer.

Em 2003, a Dinamarca foi o primeiro país a restringir a gordura trans industrial. Já cidade de Nova York proibiu o uso da gordura hidrogenada no preparo de alimentos em 2016. Nesses locais, tais medidas estão associadas à diminuição expressiva das doenças cardiovasculares.

No Brasil, a Agencia Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), considerando os danos da gordura trans, estabeleceu, pela Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) 360 de 2003, a obrigatoriedade dos alimentos industrializados apresentarem o seu conteúdo nos rótulos.

Mais recentemente – em 2012 –, a RDC 54 diminuiu de 0,2 para 0,1 grama a presença máxima da gordura trans e que a sua somatória com a gordura saturada não deve ultrapassar 1,5 grama por porção. Isso para os alimentos que pretendem indicar a alegação “zero trans” no rótulo.

Para 2019, a Anvisa busca a regulamentação de algumas medidas que restringem o uso da gordura trans na fabricação de alimentos.

Apesar das diretrizes da Anvisa e da Organização Mundial da Saúde (OMS), o consumo da gordura trans ainda é elevado. Ele permanece acima da recomendação de compor, no máximo, 1% do valor energético da dieta. Em uma alimentação de 2 mil calorias, a sua ingestão não deveria ser superior a 2 gramas por dia.

No Brasil, entretanto, estudos têm demonstrado que o consumo da gordura trans dos alimentos industrializados está em torno de 2,8 gramas das calorias diárias, podendo chegar até a 5 gramas. Este é um patamar bem mais elevado do que o preconizado pela Anvisa.

Considerando os efeitos à saúde da gordura trans nos alimentos industrializados, a OMS apresentou em 2018 uma proposta da sua eliminação até o ano de 2023. Enquanto isso não acontece, o papel dos consumidores é o de avaliar nos rótulos a quantidade da gordura trans e estabelecer como norma nunca ultrapassar o 1% do seu consumo diário, visando a preservação da saúde.

*Jorge Mancini Filho é professor do Departamento de Alimentos e Nutrição Experimental da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade de São Paulo

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Saúde

É verdade que o suco de coco quente pode curar o câncer?

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Conversamos com especialistas para desmistificar mais um boato virtual – o de que o fruto do coqueiro eliminaria tumores malignos

Segundo um texto que circula nas redes sociais, o professor Chen Huiren, do Hospital Geral da China, descobriu a cura para todos os tipos de câncer. É bem simples: basta tomar água de coco quente – não aquela tradicional, mas uma feita com flocos finos do fruto. Isso seria o suco de coco quente.

Só que a história não tem quase nada de verdade. Desde 2017, ela é desmentida por autoridades e veículos da imprensa, inclusive de outros países. Ainda assim, vira e mexe ela ressurge, com um outro detalhe diferente.

“Não há nenhum estudo sobre o assunto, mas infelizmente essa notícia falsa se espalhou pelo mundo”, comenta Daniel Garcia, oncologista clínico do A.C.Camargo Cancer Center.

O único elemento real do texto é que existe um cientista chamado Chen Hui-Ren (o nome está um pouco diferente mesmo), que atua no Hospital Geral da China. Seu nome está no Research Gate, site que compila pesquisadores do mundo todo.

Segundo o portal, ele desenvolve estudos sobre alguns tipos de câncer. Porém, nenhum aborda o coco.

Daqui em diante, é inconsistência atrás de inconsistência. Comecemos pela ideia de que uma única estratégia é capaz de eliminar qualquer tumor.

“O câncer não é uma doença só. Por isso, é impossível existir um remédio que mate todas as suas versões”, aponta Clarissa Baldotto, oncologista e diretora da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (Sboc).

Mais uma fake news envolvendo a água alcalina

Uma versão semelhante da história faz sucesso há anos na internet, com a limonada quente como protagonista. Segundo a mensagem, a mistura de limão (ou coco, se você preferir) e água aquecida tornaria o líquido alcalino, o que liberaria uma substância “que é o mais recente avanço no tratamento de câncer, cistos e tumores”.

A água alcalina é a protagonista, aliás, de vários boatos sobre saúde. Não existe, contudo, nenhuma evidência a seu favor na ciência. Pelo contrário –

O risco de cair em furadas

Tratamento e prevenção do câncer são algumas das áreas mais atingidas pelas fake news. E isso é ruim mesmo que o tratamento alternativo em questão inclua uma fruta tão saudável como o coco.

“O mais cruel dessas notícias é, que além de espalharem mentiras, mexem com as emoções de pessoas que estão precisando de ajuda contra uma doença séria”, salienta Clarissa.

Além da ineficácia, essas abordagens terapêuticas não raro fazem as pessoas abandonarem os tratamentos convencionais. E já há estudos mostrando que essa atitude aumenta o risco de morte.

Quando o assunto é câncer (e a saúde no geral), vale o ditado: se o milagre é grande, desconfie do santo. Ao receber um material suspeito, não compartilhe antes de checar a veracidade com seu médico e em sites confiáveis. Se não encontrar nada sobre o tema, envie-nos sua sugestão pelo Facebook ou Instagram que verificaremos para você.

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