Nossa rede

Cultura

Coletivo de artistas do DF lança livro com 7 anos de trabalhos em poesia de rua

Publicado

dia

São fotos de lambe-lambes, estêncis e projeções do Coletivo Transverso. Evento de lançamento começa às 19h na Asa Norte.

“Atenção! Isso pode ser um poema”, diz a obra do Coletivo Transverso espalhada pelas paredes de Brasília e que, agora, dá nome ao primeiro livro fotográfico do grupo.

Rebeca Damian, Cauê Maia, Patrícia Del Rey e Patrícia Bagniewski lançam, nesta quinta-feira (15), um compilado de 7 anos de trabalho com poesia de rua no Brasil e em alguns cantos do mundo.

O evento de lançamento começa às 19h, no Espaço Cena, na 205 Norte. Haverá roda de conversa e música ao vivo com DJs. O livro custa R$ 20.

Poesia urbana do Coletivo Transverso, de Brasília, em imagem do livro ‘Atenção: isto pode ser um poema’ (Foto: Cauê Maia/Divulgação)

O lambe-lambe, o estêncil e a projeção luminosa são técnicas escolhidas pelo grupo para dar vazão aos poemas – alguns deles, com apenas três palavras: “pense nos porquês”. O meio é a parede da rua.

Dos viadutos e tesourinhas, das caixas de energia e dos corredores das comerciais. Cada um com uma estrutura, textura e conservação (ou desgaste). Para cada local, uma mensagem e uma técnica são escolhidas a dedo pelo Coletivo Transverso.

Poesia urbana do Coletivo Transverso, de Brasília, em imagem do livro ‘Atenção: isto pode ser um poema’ (Foto: Mayara Monteiro/Divulgação)

“Depende do que aquele lugar representa e da ideia que você quer passar”, explicou o poeta Cauê ao G1 Cultural. “A projeção, por exemplo, pode ser feita em lugares onde seria proibido colar um lambe ou fazer um estêncil.”

Poesia urbana do Coletivo Transverso, de Brasília, em imagem do livro ‘Atenção: isto pode ser um poema’ (Foto: Nanah Vieira/Divulgação)

Seja por meio do spray, da cola branca ou da lanterna, o objetivo é mesmo. Subverter a nova “ordem natural da vida”, acelerada, automática e voltada para consumo e o trabalho. A intenção, ao espalhar poesia pela cidade, é provocar um olhar diferenciado, fazer o tempo parar para a reflexão – por breve que seja, na velocidade da via.

No livro do Transverso, estão alguns dos poemas que passaram a definir nossa cidade e quem vive nela, como “Brasília é um deserto de rostos conhecidos” ou “Brasília expande a distância entre os corpos”.

Poesia urbana do Coletivo Transverso, de Brasília, em imagem do livro ‘Atenção: isto pode ser um poema’ (Foto: Bruno Bernardes/Divulgação)

O que as tesourinhas cortam?

Brasília, um bom lugar para sentir saudade.

Em caso de dor, dance.

Haja poesia pra alcançar o fim do dia.

Artistas do Coletivo Transverso (Foto: Coletivo Transverso/Divulgação)

Além das fotos dos poemas em múltiplos formatos, o livro vem com um molde de estêncil para aplicar em casa ou na rua. Basta providenciar a tinta ou o spray.

Lançamento do livro “Atenção! Isto pode ser um poema”, do coletivo Transverso

Data: 14 de junho

Hora: 19h

Local: Espaço Cena, 205 Norte, Bloco C

Entrada gratuita – livro custa R$ 20

Comentário

Cultura

Banda Sinfônica da Polícia Militar do DF faz concerto em homenagem à França

Publicado

dia

Maestro francês participa de espetáculo, que começa às 20h desta segunda (16) com entrada gratuita.

Polícia Militar/Divulgação

Nesta segunda-feira (16), a Banda Sinfônica da Polícia Militar do Distrito Federal apresenta um concerto em homenagem à França – vencedora da Copa do Mundo 2018. O espetáculo começa às 20h no Teatro dos Bancários e a entrada é gratuita.

No repertório estão obras de Claude Debussy, Darius Milhaud, Ida Gotkovsky, Cécile Chaminade, Edith Piaf e Gilbert Bécaud. O maestro francês Claude Brendel e a flautista brasiliense Eidí Lima são os convidados especiais da noite.

Também participam do concerto músicos militares das Forças Armadas, do Corpo de Bombeiros, da Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional, de professores da Escola de Música de Brasília e de estudantes da Universidade de Brasília (UnB).

Serviço

“Concertos Diplomáticos”
Data: 16 de julho
Hora: 20h
Local: Teatro dos Bancários – 514/515 Sul
Entrada gratuita
Classificação indicativa: livre

Ver mais

Cultura

Artista plástico professor da rede pública do DF vai expor obras no Louvre

Publicado

dia

Octávio Rold, 28 anos, ensina arte a crianças de 11 a 16 anos, no Centro de Ensino Fundamental 1 do Paranoá

Ao mesmo tempo em que se prepara para expor os trabalhos no Museu do Louvre, em Paris, o artista plástico brasiliense Octávio Rold, 28 anos, ensina arte a crianças de 11 a 16 anos, no Centro de Ensino Fundamental 1 do Paranoá, como professor efetivo da Secretaria de Educação. Formado em artes plásticas pela Universidade de Brasília (UnB) e em história da arte pela Universidade de Florença, Rold criou um estilo próprio, com linguagem expressiva, fluida, que foge do óbvio.

 

Inspirado por impressionistas como Monet e Van Gogh, ele registra um monumento famoso — como o Templo da Legião da Boa Vontade (LBV), a Igrejinha, a Sagrada Família e o Partenon — de maneira que sobrepõe a realidade. “Quando se coloca a identidade própria no quadro, as pessoas associam a obra ao artista. Eu gosto muito de pegar templos, locais e pessoas e tirá-los do óbvio, mostrando o meu ponto do vista.”

Rold trabalha com duas técnicas: aquarela e nanquim sobre papel e tinta acrílica sobre tela. Ele é autor de uma das obras do acervo permanente da Embaixada do Brasil em Roma. Em 2013, fez a primeira exposição internacional, em Florença. Dois anos mais tarde, foi a vez de representar a capital brasileira em Milão, com uma série de aquarelas que ilustram frutas típicas do país tropical, como o guaraná, a jabuticaba, a acerola e a goiaba.

A jornada internacional continua, com data marcada para outubro deste ano, quando o artista vai expor quatro obras no Salão Profissional de Arte Contemporânea do Carrousel du Louvre. Apesar do prestígio internacional, a principal missão de Rold está aqui, em Brasília. “Quero trazer a arte como perspectiva de vida. Torná-la acessível a essas crianças. Assim como o esporte e a religião podem contribuir para a formação, a arte é mais um mecanismo e, para mim, o principal”, justifica.

Quinta geração de professores na família, Rold teve em casa exemplos que contribuíram na formação profissional. Além da avó, da bisavó e da tataravó, a mãe, Márcia Regina Pereira, trabalhou durante 32 anos como professora de português na Escola do Parque da Cidade.

De acordo com o artista, uma das grandes incentivadoras para o desenvolvimento acadêmico e profissional dele foi a doutora e professora do Departamento de Artes Visuais do Instituto de Artes da UnB Thérèse Hofmann Gatti. A admiração, no entanto, vem dos dois lados. “É um artista jovem, extremamente promissor. Ficamos muito orgulhosos de ele conseguir transitar nesse eixo de artista-professor e professor-artista.  Além da qualidade do desenho e do domínio das técnicas, Rold tem visão de pesquisa, iniciação científica e didática, e certamente mostrará aos alunos a importância da estética, da sensibilidade, do saber traduzir o mundo visual em que vivemos”, afirma Thérèse.

Autonomia

Um dos projetos que o professor quer implementar em sala de aula é a confecção de artesanatos, como sabonetes, para que os alunos consigam vender as próprias produções. “Os materiais artísticos, em geral, são caros. Mas isso não é um empecilho. Por isso, quero ensinar aos meus alunos a produzirem os próprios materiais, dar autonomia a eles por meio da arte. Muitas vezes, essas crianças não se imaginam artistas, e trabalhar com criações artesanais é uma maneira de estimulá-las.”

A dificuldade de Octávio para se descobrir artista foi outra. Até os 17 anos, ele sofria com hiperidrose palmar, doença que faz com que as mãos suem excessivamente. “Mesmo sentindo que tinha um dom para o desenho, eu não conseguia segurar o pincel, porque escorregava. A folha ficava molhada. Fiz uma cirurgia para corrigir esse problema e comecei a pintar de verdade”, conta.

Para Rold, a arte contribui para uma visão mais ampla de mundo e é uma forma de comunicar o que a sociedade tende a discriminar. “A arte é uma maneira de expressão, de protesto. Em uma comunidade onde muitas das crianças com que trabalho são oprimidas socialmente, aprender a se expressar artisticamente empodera, abre horizontes e, nesse sentido, salva.”

Para saber mais

 
Reconhecimento internacional

O Salão Profissional de Arte Contemporânea do Carrousel du Louvre, em Paris, será de 16 a 24 de outubro, no Museu do Louvre. Durante o evento, artistas emergentes, renomados e internacionais expõem as obras selecionadas. Na ocasião, o público pode comprar as produções, além de ter contato direto com os artistas e galeristas de diferentes nacionalidades.

Fonte: Correio Braziliense

Ver mais

Cultura

Show de Zé Ramalho em Brasília terá clássicos e releituras de Raul Seixas

Publicado

dia

Apresentação está marcada para 29 de setembro. Ingressos vão de R$ 50 a R$ 440; veja informações.

Érico Andrade/G1

O cantor e compositor Zé Ramalho se apresentará em Brasília em 29 de setembro, voltando à capital 10 meses depois da última apresentação.

O “trovador” comemora, em 2018, quatro décadas do lançamento de seu primeiro álbum de estúdio, que lançou sucessos como “Chão de giz” e “Avôhai”. Os ingressos estão à venda e custam de R$ 50 a R$ 440 (veja mais abaixo).

No show de Brasília, estarão presentes clássicos do repertório de Zé Ramalho – “Sinônimos”, “Frevo mulher” e “Garoto de aluguel”, por exemplo – e releituras de Raul Seixas, como “Trem das sete” e “Medo da chuva”.

Após 20 anos, Zé Ramalho se apresenta em Sorocaba nesta sexta-feira (Foto: Divulgação)

Com voz inconfundível e poesia apocalíptica, o compositor escreveu seu nome na música brasileira. Zé Ramalho emplacou músicas em 27 telenovelas e séries nacionais. Atualmente, está no ar com três temas de “Onde nascem os fortes”: “Canção agalopada”, “Frevo mulher” e “Jardim das Acácias”.

Serviço

Zé Ramalho em Brasília
Data: 29 de setembro
Hora: 21h
Local: auditório master do Centro de Convenções Ulysses Guimarães, no Eixo Monumental
Ingressos: de R$ 50 a R$ 440 – clique aqui para comprar

Ver mais
Publicidade

Escolha o assunto

Publicidade