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Circus Maximus: PF cumpre novos mandados contra desvios no BRB

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MPF apura suposto esquema criminoso no banco, que teria movimentado R$ 348 milhões e pagamento de propina no valor de R$ 40 milhões

A Polícia Federal está nas ruas mais uma vez, nesta quinta-feira (21/3), cumprindo mandados no âmbito da Operação Circus Maximus no Rio de Janeiro. O Ministério Público Federal (MPF) investiga suposto esquema criminoso no Banco de Brasília (BRB), que teria movimentado R$ 348 milhões e pagamento de propina no valor de R$ 40 milhões.

No último dia 3, o juiz Vallisney de Oliveira, da 10ª Vara de Justiça Federal em Brasília, tornou réus 17 denunciados pelo Ministério Público Federal(MPF), envolvidos nas supostas irregularidades. Eles vão responder por crimes contra o sistema financeiro, gestão fraudulenta, corrupção e lavagem de dinheiro.

A Circus Maximus foi deflagrada no final de janeiro com o objetivo de apurar irregularidades praticadas no BRB envolvendo fundos de investimentos, com a atuação de agentes públicos, empresários e agentes financeiros autônomos.

O magistrado afirmou que “está demonstrada, até agora, a plausibilidade das alegações em face da circunstanciada exposição dos fatos tidos por criminosos e as descrições das condutas em correspondência aos elementos que instruem a denúncia”.

Denúncia
De acordo com a denúncia, as práticas criminosas começaram em 2014, e a organização se manteve em atividade até mesmo durante a deflagração da operação. “Nesse contexto, as apurações que resultaram na presente denúncia se concentraram nas dissimulações mediante o pagamento de propinas que justificaram os investimentos em, pelo menos, dois empreendimentos: o FIP LSH (relacionando ao antigo Trump Hotel, na Barra da Tijuca) e o FII SIA (relacionado ao empreendimento Praça Capital, desenvolvido pela Odebrecht Realizações e pela Brasal Incorporações)”, informa o MPF.

Alguns dos réus estão presos, entre eles Ricardo Leal, arrecadador da campanha do ex-governador Rodrigo Rollemberg (PSB) e considerado o líder do esquema pelo MPF, e o ex-presidente do BRB Vasco Gonçalves.

Confira abaixo a lista dos réus:

1. Ricardo Luís Peixoto Leal (ex-conselheiro do BRB, arrecadador de campanha de Rodrigo Rollemberg e apontado como chefe da organização)
2. Henrique Domingues Neto
3. Henrique Leite Domingues
4. Adonis Assumpção Pereira Júnior
5 . Vasco Cunha Gonçalves (ex-presidente do BRB)
6 . Nilban de Melo Júnior (ex-diretor do BRB)
7. Arthur César de Menezes Soares Filho
8 . Paulo Renato de Oliveira Figueiredo Filho
9 . Ricardo Siqueira Rodrigues
10. Felipe Bedran Calil
11. Felipe Bedran Calil Filho
12. Nathana Martins Bedran Calil
13. Diogo Rodrigues Cuoco
14. Adriana Fernandes Bijara Cuoco
15. Paul Elit Altit
16. Paulo Ricardo Baqueiro de Melo
17. Dilton Castro Junqueira Barbosa

Notas fiscais frias
A peça enviada à 10ª Vara da Justiça Federal, em Brasília, detalha as articulações entre os agentes públicos, financeiros e empresários. O documento comprova a emissão de notas fiscais frias a fim de “branquear dinheiro em espécie acumulado, que não poderia entrar novamente no sistema legítimo sem uma base negocial com aparência de legitimidade”.

Além disso, foram demonstradas diversas trocas de e-mails com o envio de informações privilegiadas entre os acusados que trariam ganhos financeiros ilícitos aos envolvidos, a despeito de investimentos duvidosos com o dinheiro público. Os procuradores da República que assinam a ação dividiram a explanação dos crimes no âmbito do que aconteceu no BRB, nas negociações que envolveram o FIP LSH e nas negociações sobre o FII SIA.

A investigação do MPF comprovou o recebimento fracionado de mais de R$ 20 milhões em propinas, que eram recebidos por Henrique Domingues Neto, em nome do seu filho, Henrique Leite Domingues, sob orientação e comando de Ricardo Leal, ex-conselheiro do BRB, para posterior distribuição aos demais agentes do banco.

Os pagamentos contavam com um complexo sistema de doleiros e entregadores de dinheiro, que possuíam sua base de operações no Uruguai. A descoberta dos repasses somente foi possível pelo batimento de contas dos sistemas drousys, utilizados pela Odebrecht, e pelo sistema de compensações dos doleiros.

Com essas informações – e a colaboração de empresários que atuaram no esquema – foi possível desvendar o caminho dos valores desde os “emissores” de moeda, que lavaram valores de vantagens ilícitas de propagandas políticas e obras superfaturadas das Olimpíadas, até os funcionários da instituição financeira em Brasília.

Para a FT Greenfield, ficou comprovado o uso da estrutura da BRB DTVM para concentrar as deliberações sobre a administração dos empreendimentos e a decisão se um investimento geraria oportunidades para a cobrança de propinas. Além da corrupção, restou claro que a estrutura montada gerava conflitos de interesses, além do reiterado desatendimento de regras da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Entenda o caso
A LSH Barra Empreendimentos Imobiliários S.A, responsável pelo LSH Lifestyle Hotels, ex-Trump Hotel Rio, criou, em 2012, o Fundo de Investimento em Participações (FIP) LSH a fim de viabilizar o projeto.

A LSH foi ao mercado e lançou debêntures (títulos de dívida) junto a instituições financeiras para captar recursos destinados à construção do hotel na Barra da Tijuca, bairro nobre da capital fluminense. A operação totalizou R$ 80 milhões em valores corrigidos, conforme noticiou a Coluna Radar, da Revista Veja, em julho do ano passado. Desse total, 42% são do BRB (R$ 33,6 milhões). O Banco de Brasília adquiriu, administrou e custodiou o fundo por quase quatro anos, entre 2013 e 2017.

Segundo balanço publicado em março de 2018, a instituição financeira teve outra participação no negócio. A BRB-DTVM Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S.A., coligada do BRB, fez um aporte de R$ 18,5 milhões no fundo criado pela empresa LSH. Esse valor, contudo, foi a título de investimento e não é cobrado na ação judicial movida pelo Banco de Brasília.

Os problemas começaram a aparecer com o desenrolar, nos últimos anos, de investigações da Polícia Federal que apontavam irregularidades na gestão da empresa carioca. A situação complicou-se a ponto de o hotel que ostentava a marca de Donald Trump precisar mudar de nome.

Devido a entraves contratuais e com a Polícia Federal no encalço de pessoas ligadas à LSH, o grupo norte-americano desfez a parceria. Em 2016, o Trump Hotel Rio passou a se chamar LSH Lifestyle Hotels. Confira aqui o papel de cada um no suposto esquema.

Fonte Metrópoles

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Dupla é presa transportando 1,8 mil munições de fuzil no Novo Gama

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Os homens disseram à polícia que pegaram as munições em Cuiabá (Mato Grosso) e levariam para o Morro da Penha, no Rio de Janeiro

A Polícia Militar prendeu em flagrante dois homens que transportavam 1,8 mil munições de fuzil, na DF-290, próximo ao balão do Novo Gama. A dupla estava em um Fiat Linea branco quando foi abordada por agentes do Grupo de Patrulhamento Tático (GPT) de Goiás.
Após darem ordem de parada, os policiais checaram a placa do veículo e verificaram no sistema que ele estava registrado na cor vermelha, e não branca. Assim, iniciaram buscas no interior do carro e, no porta-malas, encontraram 800 munições calibre .556 e mil calibre .762. Todas utilizadas em fuzil. Um vídeo feito pela polícia mostra os artefatos escondidos em uma mochila e embaixo do estepe.
À polícia, os suspeitos disseram que pegaram as munições em Cuiabá (MT) e entregariam no Morro da Penha, no Rio de Janeiro. “Eles disseram que iam entregar o carregamento para um traficante chamado Irmão Doca”, informou o cabo Carlos, que comandava o GPT. Eles foram levados para a 20ª Delegacia de Polícia (Gama) para o registro da ocorrência. De acordo com a Divisão de Comunicação da Polícia Civil (Divicom), a dupla pode cumprir pena de reclusão, que varia de três a seis anos, além de multa, por porte ilegal de munição de uso restrito.
A prisão aconteceu na noite de terça-feira (18/6). O veículo foi apreendido e passará por perícia. A Polícia Civil investiga se a placa é clonada.
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Bombeiro é acusado de furtar e vender equipamentos de quartel na internet

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Na casa do militar, a Polícia Civil encontrou mosquetões, cordas, cadeirinhas, entre outros equipamentos. Ele foi detido no quartel de salvamento onde atua

Os materiais apreendidos pela polícia na manhã desta quarta-feira (19/6) é avaliado em R$ 70 mil
(foto: Divulgação/PCDF)

A Delegacia de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC) da Polícia Civil cumpriu um mandado de busca e apreensão na casa de um militar do Corpo de Bombeiros suspeito de furtar e comercializar materiais de salvamento da corporação. Ele estava no quartel onde atua no momento da ação da polícia e deve permanecer detido no local até medidas administrativas  serem tomadas.

O coordenador da DRCC, Giancarlos Zuliani, contou que a Polícia Civil recebeu a denúncia de que equipamentos de um quartel de salvamento dos bombeiros estavam desaparecendo. Os policiais trabalharam com a possibilidade dos objetos estarem sendo vendidos na internet. As investigações começaram em outubro do ano passado e, no mesmo mês, identificaram uma conta que comercializava equipamentos semelhantes aos que sumiram do quartel, no site de vendas Mercado Livre.
“Contamos com o apoio do Mercado Livre para chegar a essa conta, que tinha o nome de BSB Aventura. Ou seja, o militar vendia os equipamentos como se fossem de alpinismo, esportes radicais. Entre os materiais tinha cordas, mosquetões, cadeirinhas, entre outros”, disse o coordenador da DRCC. Na casa do bombeiro foram encontrados 300 objetos, avaliados, a princípio, em R$ 70 mil.
O delegado explicou que, por se tratar de um militar, o bombeiro deve responder administrativamente primeiro por crime militar e depois passará pela justiça.  “Ele continua no quartel e lá vão seguir os procedimentos. Depois, ele responde criminalmente”, ressaltou Zuliani.
Por meio de nota, o Corpo de Bombeiros informou que o fato já era de conhecimento da corporação e que a busca e apreensão faz parte do rito processual que o caso requer. “Após as apurações no âmbito da Corporação, o IPM (Inquérito Policial Militar) será encaminhado à Auditoria Militar em obediência ao devido processo legal”, completa o texto.
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Motorista que arrastou vendedora de balões no DF estava com CNH suspensa por embriaguez

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Ele foi flagrado em blitz da Polícia Militar em dezembro de 2016. William Wesley Lelis Vieira perdeu licença dois dias antes do crime, após processo na Justiça.

 

O empresário William Weslei Lelis Vieira, de 34 anos, que arrastou uma vendedora de balões de 63 anos na noite do último sábado (15), no Distrito Federal, estava com a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) suspensa havia dois dias quando cometeu o crime.

Ele perdeu a licença para dirigir porque, em dezembro de 2016, foi flagrado sob efeito de álcool em uma blitz da Polícia Militar montada no Sudoeste. Na época, o empresário teria se recusado a fazer o teste do bafômetro e um processo judicial foi aberto.

Publicação no Diário Oficial do DF da cassação da carteira de habilitação do empresário William Weslei Lelis Vieira — Foto: TV Globo/Reprodução

Publicação no Diário Oficial do DF da cassação da carteira de habilitação do empresário William Weslei Lelis Vieira — Foto: TV Globo/Reprodução

Quase dois anos e meio depois, no dia 13 de junho, a ação foi concluída, e William Weslei teve a carteira suspensa. No entanto, ele ainda podia dirigir por 30 dias – prazo legal para entregar a habilitação.

A suspensão foi publicada no Diário Oficial do DF. No texto, consta a seguinte frase: “O diretor do Departamento de Trânsito do Distrito Federal torna pública a aplicação da penalidade de suspensão do direito de dirigir veículo automotor aos condutores relacionados”.

O nome de William Weslei aparece, logo em seguida, por infringência ao artigo 165 do Código de Trânsito Brasileiro, que corresponde ao texto sobre a Lei Seca.

‘Não percebi’

Em depoimento prestado nesta terça-feira (18), William Wesley Lelis Vieira disse “que não percebeu que estava arrastando a idosa”.

Ele afirmou, ainda, que “fez uma brincadeira” ao fechar o vidro e arrancar o carro sem pagar pelos balões, segundo o delegado Paulo Henrique de Almeida, que investiga o crime. A mulher que estava no banco do carona foi quem tomou os balões da idosa.

Os três balões que ficaram dentro do carro estavam amarrados ao restante que a vendedora tinha preso ao pulso. Quando o vidro do carro foi fechado, a idosa acabou arrastada por cerca de 100 metros pelo asfalto.

  • ‘Minha cabeça ficou entre as rodas’, diz vendedora de balões
A vendedora de balões Marina Izidoro de Morais ficou com diversos hematomas pelo corpo após ser arrastada por carro no Distrito Federal — Foto: TV Globo/Reprodução

A vendedora de balões Marina Izidoro de Morais ficou com diversos hematomas pelo corpo após ser arrastada por carro no Distrito Federal — Foto: TV Globo/Reprodução

Marina Izidoro de Morais machucou o rosto, as pernas e os braços. Ela foi socorrida por pessoas que passavam pelo local e levada a um hospital. O motorista disse em depoimento que, quando notou que “o carro estava muito pesado”, abriu o vidro e soltou os balões.

A mulher que estava no carro com Vieira também prestou depoimento à Polícia Civil e reforçou a versão do empresário de que tudo não passou de uma “brincadeira”. Ela tem 28 anos e, segundo o delegado Paulo Henrique de Almeida, é amiga do empresário.

O crime

Na segunda (17), o delegado Paulo Henrique Almeida informou que o motorista poderia ser enquadrado em até três tipos de crime:

  • Lesão corporal de trânsito
  • Lesão corporal com a intenção de praticar um crime
  • Tentativa de homicídio

Nessa terça, no entanto, o delegado disse que “ainda é cedo para saber qual crime ele [o motorista] se encaixa”.

De acordo com o responsável pela 12ª Delegacia de Polícia, a mulher que estava no carro com Willian Wesley Lelis Vieira responderia como coautora.

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