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Câmara instala CCJ e elege Felipe Francischini para presidente da comissão

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Comissão será responsável pela primeira análise e votação da proposta de reforma da previdência

Câmara: parlamentares esperam proposta sobre militares para começar discussão sobre a reforma (Luis Macedo/Agência Câmara)

Brasília – A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados confirmou o deputado Felipe Francischini (PSL-PR) como seu presidente. Francischini foi eleito com 47 votos favoráveis. Houve 15 votos em branco e dois nulos. A deputada Bia Kicis (PSL-DF) foi eleita primeira vice-presidente com 39 votos favoráveis, 23 em branco e dois nulos.

O novo presidente da CCJ destacou que vai manter diálogo com os parlamentares. “Vamos manter respeito porque presidência da comissão é função institucional”, disse. Ele ainda lamentou a demora da votação, processo que acabou ficando “turbulento” pela necessidade de votação em cédula diante do problema técnico no sistema de votação eletrônica.

Votação

Ainda que tenha sido iniciada com um minuto de silêncio em respeito às vítimas do massacre em Suzano –dois jovens mataram um homem em uma locadora e sete pessoas em uma escola, antes de se matarem– a reunião foi marcada por questionamentos.

Membros da comissão levantaram dúvidas se o deputado Mauro Lopes (MDB-MG), suplente na comissão, poderia assumir o comando dos trabalhos, mesmo que temporariamente.

Comentário

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Lava Jato prende o ex-presidente Michel Temer

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Segundo o canal Globo News, o ex-ministro Moreira Franco também é alvo de um mandado de prisão

(Cristiano Mariz/VEJA)

 

A força-tarefa da Operação Lava Jato prendeu na manhã desta quinta-feira, 21, o ex-presidente da República Michel Temer (MDB). Segundo o canal Globo News, o ex-ministro Moreira Franco também é alvo de um mandado de prisão preventiva emitido pelo juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro.

Michel Miguel Elias Temer Lulia, paulista de Tietê, foi eleito vice-presidente na chapa de Dilma Rousseff em 2010, e reeleito em 2014. Em 2016, com o impeachment da petista, assumiu a presidência.

Fonte Veja

 

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Maia anuncia comissão especial para analisar reforma dos militares

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Com previsão de economia de R$ 10 bi, projeto foi entregue à Câmara nesta quarta-feira (20) pelo presidente Jair Bolsonaro

Maia: presidente da Câmara ajudará em articulação da reforma na Casa (-/Agência Brasil)

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), anunciou nesta quarta-feira (19) a criação de uma comissão especial para analisar o projeto de lei que altera as regras previdenciárias dos militares e reestrutura as carreiras das Forças Armadas. Após analisado em comissão, a proposta deve ser submetida ao plenário.

“Nós temos que mostrar aos parlamentares que não tem uma cabeça liberal na economia, que é essa agenda que vai nos reaproximar da sociedade brasileira, que vai acabar com o divórcio da política com a sociedade, quando o Estado puder voltar a investir e voltar a gerar empregos e qualidade de serviço em áreas fundamentais, como saúde e educação”, disse Maia ao receber a proposta.

Nesta tarde, o presidente Jair Bolsonaro foi pessoalmente à Câmara dos Deputados para entregar a proposta. Ele pediu celeridade na tramitação das reformas de civis e militares.

O líder do PSL na Câmara, deputado Delegado Waldir (GO), defendeu que a proposta seja votada junto com a proposta de emenda à Constituição (PEC) que trata do sistema geral. “As duas aprovações, seja em projeto de lei seja em PEC, têm que ser feitas de forma concomitante, juntas, para que não se crie nenhum privilégio. Mesmo que os textos já estejam colocados, eles podem sofrer várias alterações”, afirmou Delegado Waldir, destacando que o momento para o debate da carreira dos militares deveria ocorrer em outros momento, pois “o momento agora é de sacrifícios. Outras carreiras também poderão pedir essa reestruturação”.

Fonte Exame
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Bolsonaro vai ao Chile de olho em uma reorganização regional

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Os presidentes do Paraguai, Mario Abdo, do Peru, Martín Vizcaya e da Argentina, Mauricio Macri, também participarão das discussões para criar o Prosul

Bolsonaro E Piñera: presidente chileno veio prestigiar o brasileiro em sua posse, em janeiro (Marcos Correa/Reuters)

O presidente Jair Bolsonaro acaba de voltar de uma viagem aos Estados Unidos, mas tem outro compromisso internacional marcado: o brasileiro desembarca no Chile nesta quinta-feira, 21, para reuniões com políticos chilenos e com líderes da América do Sul.

Na pauta, a integração da região — ou a falta dela. Uma reunião está marcada para sexta-feira, 21, para discutir a criação do Prosul (Fórum para o Progresso), projeto de integração que deve substituir a União de Nações Sul-Americanas (Unasul), paralisada há dois anos

A ideia é que o Prosul funcione somente como um fórum, com estrutura mais enxuta. Não é a mesma estratégia do Mercosul, que possui vantagens comerciais e não integra todos os países da região (participam somente Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai, que são fundadores, e a Venezuela).

Mas, no fim, a troca de um organismo pelo outro não é só nominal ou de estrutura, como apontam alguns analistas e diplomatas: a Unasul nasceu em 2008, no auge dos governos de esquerda na América Latina, com grande incentivo do ex-presidente Venezuelano, Hugo Chávez. O Prosul, por sua vez, é encabeçado pelos novos governos de direita de Sebastián Piñera, do Chile, e Iván Duque, da Colômbia.

Também participarão do encontro os presidentes do Paraguai, Mario Abdo, do Peru, Martín Vizcaya e da Argentina, Mauricio Macri. Um convite também foi feito a Juan Guaidó, autoproclamado presidente interino da Venezuela.

Além da Unasul, Bolsonaro usará os dois dias no Chile para estreitar as relações com os chilenos. O presidente Piñera fará um almoço para Bolsonaro no sábado, 23, e o evento já gerou polêmicas. O presidente do Senado chileno, Jaime Quintana, de um partido de centro-esquerda de oposição ao governo, recusou convite para participar do almoço. “Minha convicção não me permite homenagear aqueles que se manifestam contra minorias sexuais, mulheres e indígenas”, escreveu o congressista no Twitter. Protestos contra a presença de Bolsonaro também estão marcados por grupos de defesa dos direitos humanos chilenos.

Especula-se que, no governo Bolsonaro, a relação Brasil-Chile pode ficar tão forte quanto a já conhecida relação com a Argentina — sobretudo a depender do resultado das eleições argentinas, em outubro. Sinal de novos tempos na América do Sul.

Fonte Exame

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