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Saúde

Brasileiros inscritos no Mais Médicos devem se apresentar a partir de hoje

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De acordo com o Ministério da Saúde, o prazo vai até a próxima quinta-feira (10)

Mais Médicos: profissionais com registro no Brasil inscritos na segunda chamada do programa devem se apresentar a partir de hoje (7) (Getty/Getty Images)

Profissionais com registro no Brasil inscritos na segunda chamada do Programa Mais Médicos devem se apresentar a partir de hoje (7) aos municípios. De acordo com o Ministério da Saúde, o prazo vai até a próxima quinta-feira (10).

Médicos que decidirem não comparecer mais às atividades devem informar ao município onde trabalharia, que fica encarregado de comunicar a desistência ao governo federal.

Segundo o Ministério da Saúde, candidatos que desistirem dos postos terão as vagas colocadas de volta ao edital do Mais Médicos. O sistema será atualizado com as vagas disponíveis para os profissionais formados no exterior.

A previsão é que a lista de médicos brasileiros homologados que deram início às atividades seja publicada no próximo dia 14.

A seleção

O ministério lançou, desde novembro, editais para a substituição de 8.517 cubanos que atuavam em 2.824 municípios e 34 distritos sanitários especiais indígenas (DSEI). Inicialmente, concorreram apenas médicos brasileiros com registro no país. Um novo edital, em andamento, seleciona também profissionais formados no exterior.

Novo ministro

Ao assumir o comando da pasta, o médico Luiz Henrique Mandetta disse, na última quarta-feira (2), que pretende revisar o Mais Médicos e rebateu a afirmação de que faltam profissionais no Brasil. Segundo ele, o país conta com aproximadamente 320 faculdades de medicina e 26 mil médicos graduados em 2018, com previsão de aumento desse contingente em 10% ao ano até chegar a 35 mil profissionais formados.

“Quem forma essa quantidade toda de profissionais? Muitos deles endividados pelo Fies [Fundo de Financiamento Estudantil] e muitos formados em escola pública. Não temos uma proposta ou política de indução para que eles venham para o sistema público de saúde.” Fonte: Portal Exame

 

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Saúde

Casos de sarampo crescem 36% e chegam a 1,8 mil em São Paulo

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A capital paulista concentra, sozinha, 73% das pessoas identificadas com a doença, com 1.314 casos

Sarampo: doença é transmitida pela fala, tosse e espirro e seus casos estão aumentando em São Paulo (indsey Wasson/Reuters)

O número de casos de sarampo cresceu 36% no estado de São Paulo desde a semana passada. O último balanço da Secretaria Estadual de Saúde, divulgado na noite desta terça (20), aponta para o registro de 1.797 casos. Até o dia 16 eram 1.319 ocorrências.

A capital paulista concentra, sozinha, 73% das pessoas identificadas com a doença, com 1.314 casos. No último balanço da secretaria, a cidade tinha 997 registros de sarampo. Outros municípios da Grande São Paulo também lideram o número de casos, como Guarulhos, com 56 ocorrências, Santo André (47) e São Bernardo do Campo (35).

Ao todo, 74 cidades paulistas registraram ocorrência de sarampo neste ano. Nesses municípios, está sendo feita uma ação de vacinação em bebês entre 6 meses e um ano de idade.

Essa dose extra de vacina não será, segundo a secretaria, contabilizada no calendário nacional de vacinação. Por isso, as crianças ainda devem ser vacinadas aos 12 meses com a tríplice viral e aos 15 meses com a tetraviral. A vacina tríplice viral protege contra sarampo, rubéola e caxumba. A tetra acrescenta a imunização contra varicela.

O sarampo é uma doença infecciosa aguda, provocada por vírus, grave e transmitida pela fala, tosse e espirro. A doença é extremamente contagiosa, mas pode ser prevenida pela vacina. O sarampo caracteriza-se principalmente por febre alta, dor de cabeça, manchas vermelhas no corpo, tosse, coriza, conjuntivite e manchas brancas na mucosa bucal.

 

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Aconteceu

Casos de sarampo no país sobem para 1.845 e chegam a 11 estados

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Com a escalada da doença, governo estende a vacinação a todas as crianças de seis meses a menores de 1 ano de idade em todo o país

Nesta terça-feira, 20, o Ministério da Saúde anunciou 1.845 casos confirmados de sarampo no país até o dia 18 de agosto. O número é 32% maior que os 1.388 casos divulgados na última quarta-feira (14). Surtos da doença já atingem 88 cidades de 11 estados: São Paulo (1.662), Rio de Janeiro (6), Pernambuco (4), Bahia (1), Paraná (1), Goiás (1), Maranhão (1), Rio Grande do Norte (1), Espírito Santo (1), Sergipe (1) e Piauí (1).

Diante disso, a partir desta quinta-feira (22), todas as crianças de seis meses a menores de 1 ano devem ser vacinadas contra o sarampo em todo o país. A medida tem caráter preventivo e busca intensificar a vacinação desse público-alvo, que é mais suscetível a casos graves e óbitos. A ação é uma resposta do Ministério da Saúde ao aumento de casos da doença em alguns estados. O objetivo é vacinar 1,4 milhão de crianças nessa faixa etária que não receberam a dose extra, chamada de ‘dose zero’.

Vale ressaltar que essa dose não substitui as doses previstas no calendário nacional de vacinação da criança que devem ser aplicadas aos 12 meses de idade e aos 15 meses de idade. Sendo assim, além dessa dose inicial, os pais e responsáveis devem levar os filhos para tomar a vacina tríplice viral aos 12 meses de idade e a tetra viral ou a tríplice viral + varicela aos 15 meses de vida.

Além de vacinar as crianças na faixa etária prioritária, o Ministério da Saúde orientou estados e municípios a realizarem o bloqueio vacinal. Ou seja, em situação de surto ativo do sarampo, é preciso vacinar todas as pessoas que tiveram ou tem contato com aquele caso suspeito em até 72 horas. Neste caso, recomenda-se que sejam realizadas de forma seletiva. Ou seja, quem já está vacinado e tem como comprovar isso não deve ser revacinado.

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Saúde

Vacina contra clamídia começa a ser testada em humanos

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Pesquisadores dos Estados Unidos desenvolvem duas versões contra a doença que afeta mais jovem garotas

Clamídia: nova vacina é testada (Getty Images/Reprodução)

São Paulo – Um teste clínico realizado por profissionais da Escola de Medicina da Universidade da Carolina do Norte, nos Estados Unidos, está avançando no desenvolvimento de uma vacina contra a clamídia, doença sexualmente transmissível (DST). Segundo um relatório publicado na revista The Lancet, a vacina já está sendo testada em humanos.

Para a realização do teste clínico, 36 mulheres saudáveis foram escolhidas para receberem, aleatoriamente, duas versões da vacina ou um tratamento por placebo. Segundo o relatório, ambas as versões da vacina projetada são seguras, e produzem igualmente uma resposta positiva, o que não foi visto durante o tratamento por placebo. Toni Darville, pediatra especialista em doenças infecciosas, relatou no estudo que a vacina pode ter um efeito bastante promissor na saúde pública.

A doença, causada pela bactéria Chlamydia trachomatis, afeta cerca de 131 milhões de homens e mulheres a cada ano, de acordo com os pesquisadores. A Organização Mundial da Saúde (OMS) relatou, em junho deste ano, que cerca de 1 milhão de pessoas contraem DSTS todos os dias – entre elas, clamídia, gonorreia e sífilis. A clamídia é mais comum entre mulheres, que sofrem de mais complicações caso não seja tratada, como infertilidade e gravidez tubária – ocorre nas trompas.

“A porcentagem de mulheres que desenvolvem essas complicações é relativamente baixa”, disse Darville. No entanto, a médica complementa que o grande número de infecções retrata um número significante de mulheres com problemas na região pélvica, já que a infecção fica concentrada na região do colo útero.

Segundo Darville, antibióticos podem ser uma solução imediata, mas não são confiáveis para um tratamento. Desenvolver uma vacina que protege o ser humano da bactéria é importante para dar ao paciente uma qualidade de vida melhor. No entanto, é um desafio, visto que a trajetória e vida da bactéria dentro do organismo humano é imprevisível. Com base em testes anteriores realizados em animais, os cientistas esperam que a vacina seja forte o suficiente para provocar uma reação imune consistente.

Se a vacina conseguir passar para os próximos testes clínicos e seu uso for aprovado, a idade ideal para vacinação de garotas e garotos seria por volta dos 11 e 12 anos – mesma faixa etária em que é recomendada a primeira dose de vacina contra a HPV, doença que também é sexualmente transmissível. Os pesquisadores comentaram no relatório que estão bastante otimistas com a aprovação.

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