Nossa rede

É Destaque

Brasil não espera apoio formal dos EUA para entrada na OCDE, diz fonte

Publicado

dia

Mesmo com todo apoio político do mundo, esse ciclo todo deve demorar uns 36 meses”, afirmou

Segundo fonte da equipe econômica, “uma boa cronologia é (que isso vá ocorrer) dentro deste mandato de quatro anos do presidente.

BRASÍLIA (Reuters) – O governo do presidente Jair Bolsonaro pedirá o apoio dos Estados Unidos ao ingresso do Brasil na Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), mas não espera receber uma sinalização positiva de pronto, reconhecendo que a entrada na entidade deverá ocorrer num prazo mais longo.

“Mesmo com todo apoio político do mundo e você já tendo apresentado uma série de credenciais, esse ciclo todo deve demorar uns 36 meses”, afirmou uma fonte da equipe econômica, em condição de anonimato. “Uma boa cronologia é (que isso vá ocorrer) dentro deste mandato de quatro anos do presidente.”

Segundo a mesma fonte, a comitiva de Bolsonaro que visitará os EUA na próxima semana quer ressaltar aos norte-americanos que a orientação da política econômica brasileira efetivamente mudou, buscando pavimentar o caminho para uma benção do governo de Donald Trump à entrada do país na OCDE.

Hoje, o Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR, na sigla em inglês) segue resistente à investida em função de posições assumidas no passado pelo Brasil em fóruns de negociações comerciais. Além disso, Trump já firmou um compromisso anterior com a candidatura da Argentina à OCDE.

“Houve mudança muito importante no Brasil nos governos de anos recentes para cá, é uma mudança sobretudo de visão de mundo, filosofia, papel da sociedade, papel do Estado, papel dos Estados Unidos no cenário internacional, papel do Brasil no cenário internacional, e muito provavelmente o governo dos Estados Unidos ainda não percebeu isso com clareza”, disse a fonte.

“O objetivo um pouco dessa visita é você reforçar a perspectiva da mudança, você mostrar que o Brasil é uma economia de mercado, que quer fazer coisas sem viés ideológico, que quer utilizar os Estados Unidos como ponto de referência importante para o seu desenvolvimento, fazer negócios. E, portanto, essa atualização de percepções está associada a esse pleito, que é pleito muito importante para o futuro do país de se tornar membro da OCDE”, acrescentou.

A solicitação formal do Brasil para se juntar à OCDE foi feita em maio de 2017, representando um esforço para fortalecer os laços com as nações desenvolvidas do Ocidente, depois que governos anteriores priorizaram as relações com países em desenvolvimento.

A OCDE aconselha seus 36 membros, na sua maioria países ricos, e é considerada uma influenciadora-chave na arquitetura econômica mundial. Dentre os emergentes que fazem parte do grupo, estão países como Turquia, México e Chile.

A fonte ressaltou, contudo, que o ingresso no clube descortina um outro aspecto que considera mais importante — o credenciamento do Brasil para acordos comerciais de vulto. Na avaliação do time econômico, esses acordos não serão assentados sobre a definição de tarifas e cotas, uma vez que países importantes da cena comercial global já têm uma tarifa média de importação considerada baixa.

“O que realmente faz diferença é se você está alinhado em termos de padrões: legislação trabalhista, legislação ambiental, independência do Banco Central, respeito à propriedade intelectual, como você utiliza o orçamento público para fazer compras governamentais, orçamento de defesa para investimento em tecnologia”, afirmou a fonte.

A avaliação é que esses serão os grandes critérios de definição dos acordos comerciais do futuro, seguindo uma lógica que norteou, por exemplo, o Acordo de Associação Transpacífico (TPP), que tem entre seus signatários países como Canadá, Chile, México e Japão.

O TPP original, assinado em fevereiro de 2016, incluía os Estados Unidos, mas o governo Trump decidiu retirar o país do pacto.

“Você faz esse esforço para OCDE e você tem vários outros benefícios colaterais e dentre eles eu identifico a possibilidade de você começar a contemplar com maior grau de realidade participar desses acordos de comércio de terceira geração”, defendeu a fonte.

Em relação a eventuais acordos comerciais com os EUA, o time econômico quer tirar vantagem da vigência da chamada trade promotional authority (TPA), espécie de aval dado pelo Congresso norte-americano para o Executivo negociar acordos comerciais com maior liberdade, sob termos definidos pelos parlamentares. A atual TPA vale até julho de 2021.

Buscando alavancar o patamar do comércio bilateral, o governo brasileiro considera investir tanto na possibilidade de um acordo comercial tradicional — que, por envolver tarifas, demandaria uma coordenação com seus parceiros do Mercosul –, quanto num desenho mais parecido com o fechado com o Chile no ano passado, baseado em padrões.

Entretanto, os caminhos ainda estão sendo estudados, de maneira que a viagem da delegação brasileira para os EUA deverá apenas dar o pontapé no que o governo Bolsonaro quer que seja “um momento de recomeço interessante”, sublinhou a fonte.

Fonte Exame

Comentário

É Destaque

Assessores de deputados fazem plantão para impedir CPI contra Dersa

Publicado

dia

Apenas 5 CPIs podem ocorrer simultaneamente e servidores da Alesp se revezaram durante o fim de semana para protocolar diversos pedidos de comissões

Alesp: Servidores protocolaram diversos pedidos de comissões durante o fim de semana (Marco Antonio Cardelino/Alesp/Reprodução)

Assessores de parlamentares aliados ao governador João Doria (PSDB) fizeram fila na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) desde a sexta-feira, 15, dia da posse dos deputados, até a manhã desta segunda, 18, para protocolar pedidos de abertura de CPIs. O gesto foi visto na Assembleia como uma tentativa de evitar o protocolo de uma CPI para investigar irregularidades na Dersa e de seu ex-diretor Paulo Vieira de Souza, apontado como o operador do PSDB e da Odebrecht.

Apenas cinco CPIs podem funcionar simultaneamente na Alesp e a estratégia dos assessores ao se revezar durante o fim de semana foi a de não permitir o protocolo daquela que investigaria Paulo Vieira de Souza e a Dersa. Na Alesp, as CPIs funcionam de acordo com a ordem em que foram protocoladas. As CPIs têm duração de 120 dias e podem ser prorrogadas por outros 60 dias.

A primeira CPI protocolada neste segunda foi do deputado Roberto Morais (PPS) e trata da barragem de Salto Grande, em Americana. A segunda, do proponente Bruno Ganem (Pode), trata da venda de animais por canis e pet shops.

Em terceiro na lista, a CPI para investigar irregularidades na Fundação para o Remédio Popular (Furp), protocolada pelo deputado Edmir Chedid (DEM). A quarta CPI, protocolada por Wellington Moura (PRB), trata da apuração sobre repasses de verbas para universidades públicas. Por fim, a CPI protocolada em quinto lugar apura irregularidades em serviços de prestação de táxi, proposta por Rogério Nogueira (DEM).

Elas precisam ser publicadas no Diário Oficial para que passem a funcionar, o que deve ocorrer na terça-feira, 19.

Na sexta, quando tomaram posse, os deputados elegeram Cauê Macris (PSDB) para presidir a Casa pelos próximos dois anos. Ele teve apoio de 21 partidos, incluindo PT e PSB, e somou 70 votos de 94 possíveis. A eleição de Cauê mantém uma hegemonia de praticamente 24 anos do PSDB na Assembleia – a exceção foi a vitória do atual vice-governador Rodrigo Garcia (DEM) em 2005.

Entenda

A CPI da Dersa, se concretizada, será a primeira derrota para o Palácio dos Bandeirantes. Paulo Vieira, preso desde fevereiro, é ex-operador do PSDB e ex-diretor da estatal condenado a 145 anos de prisão pela Operação Lava Jato em São Paulo. Nesta quinta-feira, 14, ele foi indiciado pela Polícia Federal por lavagem de dinheiro e formação de quadrilha.

Vieira é acusado de peculato, inserção de dados falsos e associação criminosa em ação de supostos desvios de R$ 7,7 mi nas obras do Rodoanel. O tucano Aloysio Nunes, nomeado por Doria para assumir a Investe SP, pediu demissão após buscas em seus imóveis, referente a cartão de crédito que Paulo Vieira havia emitido em seu nome em 2008.

Doria já encaminhou um projeto de lei para a Assembleia que prevê a extinção ou fusão de estatais, entre elas a Dersa, por causa dos sucessivos casos de corrupção, envolvendo, principalmente, a construção dos trechos Sul e Norte do Rodoanel.

Fonte Exame

 

Ver mais

É Destaque

Pedido de criação de CPI da Lava Toga será protocolado amanhã, diz senador

Publicado

dia

Alessandro Vieira afirmou que Alcolumbre não colocou obstáculos para instalação da CPI, mas minimizou efeito dos pedidos de impeachment contra ministros

Senado: pedido para CPI da Lava Toga deve ser protocolado amanhã (Marcos Oliveira/Agência Senado)

Brasília – O senador Alessandro Vieira (PPS-SE) disse nesta segunda-feira, 18, ao Estadão/Broadcast que irá protocolar até o final da manhã desta terça-feira, 19, o requerimento de criação da comissão parlamentar de inquérito para investigar o “ativismo judicial” em tribunais superiores, chamada de CPI da Lava Toga.

O documento tem 28 assinaturas e ganhará a 29ª na terça. De acordo com Vieira, autor do requerimento, o senador Flavio Arns (Rede-PR) assinará o pedido pela manhã. Vieira aguarda ainda a resposta oficial de senadores do PT, que na última semana pediram mais tempo para pensar antes de assinar o requerimento. “Se eles decidirem assinar a gente espera”, afirmou.

Nesta segunda-feira, 18, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), minimizou o efeito dos pedidos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) recebidos na Casa e disse que “uma crise institucional agora não fará bem ao Brasil”.

Questionado sobre se a fala do presidente do Senado poderia também se referir à CPI da Lava Toga, Vieira disse que Alcolumbre não colocou nenhum tipo de obstáculo à instalação da comissão. Na avaliação do senador, também não cabe ao presidente “fazer um juízo de valor sobre instalar ou não uma CPI”.

“Existe essa tese, essa argumentação, de uma suposta crise institucional. Não existe crise entre Poderes, a crise que existe é de poderosos que estão se sentindo ameaçados, que se achavam acima de qualquer alcance da lei e hoje se sentem ameaçados e se escondem atrás das respectivas instituições”, afirmou. “O que a gente tem e que é natural é uma preocupação de fazer andar a pauta legislativa, mas dentre as atividades que temos aqui, e que a Constituição nos reservou, uma delas é a apuração de fatos específicos.”

Fonte Exame

 

Ver mais

É Destaque

Há muita fake news no Brasil, diz Bolsonaro a emissora americana

Publicado

dia

Questionado sobre as investigações do assassinato da Marielle Franco, Bolsonaro afirmou não saber que Ronnie Lessa morava em seu condomínio

Jair Bolsonaro, durante evento nos EUA: mídia tem usado declarações “sem contexto” para criticá-lo (Alan Santos/PR/Agência Brasil)

São Paulo — O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta terça-feira, 19, que a população brasileira já não acredita mais na mídia tradicional, que estaria “dominada” pelo viés ideológico de esquerda. “Há muita fake news circulando no Brasil”, declarou em entrevista à emissora americana FoxNews.

Segundo Bolsonaro, a mídia tem usado declarações “sem contexto” para criticá-lo. Sobre as alegações de que seria homofóbico, misógino e racista, o presidente respondeu: “Se fosse tudo isso, não teria sido eleito presidente”. “Não tenho nada contra homossexuais, mulheres, não sou xenófobo, mas quero manter minha casa em ordem”, acrescentou.

Questionado sobre as investigações do assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL), Bolsonaro afirmou não saber que Ronnie Lessa – policial militar que está preso sob suspeita de ter executado a parlamentar – morava em seu condomínio. “A mídia, que sempre me criticou, tenta estabelecer uma conexão direta, mas nunca vi esse senhor no meu condomínio”, disse.

O presidente brasileiro acrescentou que “nunca tinha ouvido falar” sobre Marielle até a vereadora ser assassinada, há um ano.

Fonte Exame

 

Ver mais
Publicidade

Escolha o assunto

Publicidade