Nossa rede

Brasil

Brasil inicia vacinação contra velho inimigo: o sarampo

Publicado

dia

A mobilização irá até o dia 31 de agosto e faz parte da estratégia do ministério para controlar o avanço da doença, que vem se alastrando pelo país

O Ministério da Saúde inicia nesta segunda-feira uma campanha nacional de vacinação contra sarampo e poliomielite. A meta do governo é imunizar mais de 11,2 milhões de crianças entre 1 e 5 anos de idade, faixa etária mais suscetível a complicações das doenças.

A mobilização irá até o dia 31 de agosto e faz parte da estratégia do ministério para controlar o avanço do sarampo, que vem se alastrando pelo país, com casos registrados já em sete estados. Só neste ano, já são mais de 1.000 casos da doença, o maior número desde 1999, segundo levantamento do jornal Folha de S.Paulo.

De acordo com dados do Ministério da Saúde, até esta semana 724 casos da doença foram confirmados no Amazonas e 280 em Roraima, os dois estados com maior registro de incidência. Há casos isolados também identificados no Rio de Janeiro (14 casos), Rio Grande do Sul (13), Pará (2), Rondônia (1) e São Paulo (1).

A pasta considera o surto como “importado”, já que o genótipo do vírus identificado no país é o D8, o mesmo que circula na Venezuela. Com o aumento do número de venezuelanos entrando no Brasil, fugindo da crise econômica no país vizinho, casos começaram a ser confirmados, inicialmente em Roraima. No estado, dos 280 casos, 70% ocorreram em venezuelanos. Há outros 106 em investigação.

A doença vinha controlada no Brasil há anos. O último surto autóctone (quando as contaminações ocorrem dentro do próprio país, sem vir de fora) foi em 2000. Em 2016, a Organização Mundial da Saúde (OMS) decretou o país território livre da doença. Agora, o medo é que o número de casos cresça, já que só no Amazonas outros 4.470 casos estão sob investigação.

Segundo o Ministério da Saúde, o sarampo não é uma doença inofensiva, primeiro porque é transmissível e extremamente contagiosa, segundo porque apesar de normalmente não causar complicações, há casos de evolução para inflamações no cérebro, pneumonia e lesão cerebral. A única forma de prevenção, diz a pasta, é pela vacinação.

O dia D da campanha está marcado para 18 de agosto, quando cerca de 36.000 postos de saúde em todo o país devem ser abertos. A orientação é que mesmo crianças vacinadas com mais de um ano e menos de cinco sejam levadas para tomar uma nova dose.

Comentário

Brasil

BRASIL Promotores interrogam João de Deus e preparam terceira denúncia

Publicado

dia

João de Deus já é réu em duas ações por violência sexual mediante fraude e estupro de vulnerável

João de Deus: o MP-GO já recebeu mais de 600 contatos sobre o médium (Cesar Itiberê/Fotos Públicas)

Os promotores Gabriella Queiroz e Paulo Penna Prado, do Ministério Público de Goiás, foram até o Complexo Penitenciário Aparecida de Goiânia na manhã desta terça-feira, 22, para interrogar João de Deus. O depoimento deve servir para embasar uma nova denúncia contra o médium.

A promotoria não quis detalhar por quais crimes João de Deus será acusado agora. Atualmente, ele já é réu em duas ações por violência sexual mediante fraude e estupro de vulnerável.

Preso desde 16 de dezembro, o médium também foi indiciado no dia 10 de janeiro pela Polícia Civil por posse ilegal de armas. Na ocasião, ele também foi indiciado por violação sexual mediante fraude por um crime que teria sido cometido há três anos contra uma vítima de São Paulo.

A força-tarefa do Ministério Público goiano já recebeu mais de 600 contatos sobre o médium, dos quais foram identificadas cerca de 300 vítimas. Fonte: Portal Exame

Ver mais

Brasil

Mais de 10 mil pessoas são afetadas pelas tempestades no RS

Publicado

dia

O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, se reuniu ontem prefeitos da região para buscar apoio financeiro do governo federal

Chuvas: 5 mil pessoas estão desalojadas, 1,5 mil desabrigadas e 3,5 mil com danos em suas casas (Defesa Civil/Divulgação)

Pelo menos 25 dos 497 municípios do Rio Grande do Sul sofrem as consequências das tempestades que atingem o estado. De acordo com a Defesa Civil, são mais de 10 mil pessoas afetadas, das quais 5 mil desalojadas, 1,5 mil desabrigadas e 3,5 mil com danos em suas casas. Foram registradas quatro mortes em Alegrete, Santana da Boa Vista e Quaraí.

O Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) cessou o alerta hidrológico para o Rio Grande do Sul, informando que há tendência de normalização do nível dos rios. Porém, a Defesa Civil do Estado mantém o monitoramento.

O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), reuniu ontem prefeitos da região para buscar apoio financeiro do governo federal. O objetivo é encaminhar para Brasília as demandas dos municípios.

“O Estado tem feito tudo o que pode, mas o volume de recursos para reconstrução das cidades deve vir do governo federal. Por isso, quanto mais nós conseguirmos nos articular e concentrar os esforços mais força teremos em Brasília”, afirmou o governador.

O coordenador estadual da Defesa Civil, coronel Julio Cesar Rocha Lopes, disse que para evitar mais prejuízos serão reivindicados recursos na União, além de ajuda do Exército, principalmente com combustível.

As demandas serão levadas de forma articulada pelos prefeitos, juntamente com representantes do governo do estado para Brasília, para a Defesa Civil Nacional e para o Ministério da Integração.

*Com informações do governo do Rio Grande do Sul. Fonte: Portal Exame

Ver mais

Brasil

Minha Casa Minha Vida levou a população para periferia, mostra FGV

Publicado

dia

Criado em 2009, o programa está completando uma década de existência, consolidado como o maior programa habitacional do país na atualidade

Minha Casa Minha Vida: programa tem empreendimentos em 92% dos municípios brasileiros (Lia Lubambo/EXAME)

São Paulo – O programa Minha Casa Minha Vida (MCMV) contribuiu para a expansão das metrópoles, mas levando unidades habitacionais para locais distantes dos centros urbanos e carentes de serviços públicos. Essa é a principal conclusão do estudo divulgado nesta terça-feira, 22, “Morar Longe: o Programa Minha Casa Minha Vida e a expansão das Regiões Metropolitanas”, do Instituto Escolhas, em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV).

O foco do estudo foram os empreendimentos voltados para a faixa 1 do MCMV, destinados a famílias com renda mensal de até R$ 1.600, a população mais pobre atendida pelo programa habitacional. Nessa faixa, o subsídio chega a 95% do valor da moradia.

A partir de uma análise estatística por imagens de satélite, o estudo constatou que municípios com empreendimentos da faixa 1 do MCMV desenvolveram novos núcleos de moradias muito longes dos centros urbanos.

O levantamento indica também que, ao concentrar a população de baixa renda em locais distantes, o programa federal repetiu o padrão dos programas de habitação popular anteriores, em vez de inovar e induzir a construção de unidades habitacionais nos espaços não utilizados das áreas mais centrais e já urbanizadas das grandes cidades brasileiras.

“A escassez de terrenos baratos em bairros com melhor provisão de serviços públicos e de infraestrutura leva o programa a buscar localidades periféricas para implantar as unidades, o que acaba por estimular a expansão nas bordas das cidades”, disse Sergio Leitão, um dos coordenadores do estudo.

A pesquisa apontou ainda que um dos principais problemas causados por essa expansão é o impacto na mobilidade urbana, pois incentiva que a população tenha um elevado tempo de deslocamento dentro da cidade, gerando congestionamento de tráfego e poluição do ar. “Além disso, a distância entre a moradia e os empregos induz a desigualdade de oportunidades e o crescimento na periferia urbana incentiva a deterioração das áreas centrais”, afirma Leitão.

No estudo, foram analisadas as regiões metropolitanas de Belém, Belo Horizonte, Campinas, Cuiabá, Curitiba, Distrito Federal, Florianópolis, Fortaleza, Goiânia, Manaus, Palmas, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador, Santos, São Luís, São Paulo, Teresina e Vitória.

Para se aprimorar a política habitacional no País, seria preciso articular iniciativas conjuntas no setor de uso e ocupação do solo – que está à cargo das prefeituras – e no setor de crédito imobiliário – sob tutela do governo federal – para se garantir a ampliação de empreendimentos nos centros urbanos e a oferta de juros acessíveis para a habitação de baixa renda comprarem suas próprias moradias.

Dez anos

Criado em 2009, o Minha Casa Minha Vida está completando uma década de existência, consolidado como o maior programa habitacional do País na atualidade e com tamanho similar ao de outros projetos do passado.

O MCMV tem empreendimentos em 92% dos municípios brasileiros. Segundo a Caixa Econômica Federal, já foram investidos cerca de R$ 319 bilhões para a construção de 4,4 milhões de unidades habitacionais.

Esse é o mesmo número de unidades construídas entre 1964 e 1986 (22 anos) pelo Programa Nacional de Habitação (BNH). Para a faixa 1 do MCMV, foram investidos R$ 84 bilhões e construídas cerca de 1,8 milhões de unidades. Fonte: Portal Exame

Ver mais
Publicidade

Escolha o assunto

Publicidade