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Apoio de brasileiros à democracia nunca foi tão forte, revela Datafolha

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Eleitorado de Bolsonaro é o que mais aprova um regime ditatorial, com 22% dos votos; entre o de Haddad e Ciro, percentual cai para 6% e 5%, respectivamente

São Paulo — Nunca antes na história democrática do Brasil, os eleitores prezaram tanto pela manutenção da democracia.

A dois dias da sétima eleição presidencial, desde o fim efetivo da ditadura militar, em 1988, sete em cada dez brasileiros (69%) afirmara que consideram o regime democrático a melhor forma de governo.

O dado foi revelado em um levantamento do Datafolha, divulgado nesta sexta-feira (5), que comparou a preferência dos entrevistados em relação a um regime ditatorial ou democrático.

O resultado, inédito segundo o instituto de pesquisa, subiu 12 pontos percentuais em relação a última pesquisa sobre o tema, de junho deste ano. Na ocasião, 57% preferiam a democracia.

Esta nova pesquisa revelou ainda que 12% dos entrevistados acreditam que, em certas circunstâncias, é melhor uma ditadura do que a democracia. Outra parcela, de 13%, não tem preferência para nenhum dos sistemas políticos. Outros 5% preferiram não opinar sobre o tema.

Eleitorado se difere

O Datafolha trouxe ainda um recorte entre os eleitores de cada presidenciável que estão concorrendo no pleito deste ano.

Os simpatizantes de Jair Bolsonaro (PSL) se mostraram os mais favoráveis a um regime autoritário. Ao todo, 22% do eleitorado pesselista afirmaram que, em algumas situações, essa forma de governo é preferível.

Já entre a parcela de eleitores de Fernando Haddad (PT), o índice cai para 6%. Entre os favoráveis a Ciro Gomes (PDT), o percentual é de 5%.

Resultado histórico

Segundo o levantamento, a parcela que defende o regime democrático bateu recorde. A primeira vez que a questão foi aplicada, em setembro de 1989, apenas 43% dos eleitores viam a democracia como um sistema de governo melhor do que os demais.

Naquela época, 22% avaliavam que tanto fazia se o governo era uma democracia ou uma ditadura.  além de 18% que consideravam, em certas circunstâncias, ditaduras melhores que democracias.

O levantamento foi realizado nos dias 03 e 04 de outubro de 2018, e o Datafolha entrevistou 10.930 pessoas em 389 municípios. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.

O nível de confiança de 95%. Isto significa que, considerando a margem de erro, a chance do resultado retratar a realidade é de 95%.

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Morre quinta vítima do ataque na Catedral de Campinas

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Heleno Severo Alves, de 84 anos, atingido por disparos no tórax e no abdômen, estava internado em estado grave no Hospital Mário Gatti

Hospital Mário Gatti em Campinas, São Paulo (Wikimedia Commons/Reprodução)

A prefeitura de Campinas confirmou, na tarde desta quarta-feira, 12, a morte da quinta vítima baleada durante um ataque a tiros na Catedral Metropolitana da cidade, nesta terça. Heleno Severo Alves, de 84 anos, estava internado no Hospital Municipal Dr. Mário Gatti, onde passou por cirurgia após ter sido atingido por dois disparos no tórax e no abdômen.

As outras quatro vítimas que morreram em razão do ataque são Sidnei Vitor Monteiro, de 39 anos, José Eudes Gonzaga, de 68 anos, Cristofer Gonçalves dos Santos, de 38 anos, e Elpídio Alves Coutinho, 51 anos.

Jandira Prado Monteiro, de 65 anos, que também estava internada no hospital municipal, teve alta nesta quarta. Ela estava na igreja no momento do ataque e havia combinado de encontrar seu filho, Sidnei Monteiro, antes de irem a uma consulta ao dentista.

O autor dos disparos, Euler Fernando Grandolpho, de 49 anos,  se matou após abrir fogo contra os fiéis que acompanhavam uma missa na catedral. Ele vivia em Valinhos (SP), município a cerca de 10 quilômetros de Campinas, e abriu fogo com uma pistola e um revólver calibre 38. Ainda não há informações sobre a motivação do atentado. Fonte: Portal Veja

 

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Incêndio atinge prédio na 25 de Março, em São Paulo

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Chamas se propagaram para prédios ao lado, mas ainda não há informações sobre vítimas

Incêndio: loja foi consumida pelas chamas (Twitter/Reprodução)

São Paulo — Um incêndio atinge agora um prédio na Rua Jorge Azem, no bairro da Sé (centro em São Paulo). Segundo informações dos bombeiros, as chamas já se propagaram para prédios ao lado.

O incêndio começou por volta das 8h20 da manhã desta quarta-feira (12). Há mais de 70 bombeiros em 20 viaturas trabalhando para conter o fogo. Ainda não há informações sobre feridos ou vítimas.

Segundo a GloboNews, o fogo atingiu uma antiga fábrica de tecidos e de artesanatos, construída em 1924.

O corpo de bombeiros tenta controlar o fogo para não atingir o edifício ao lado, que tem oito andares e é uma espécie de shopping.

 

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A região é uma das mais movimentadas do centro de São Paulo, principalmente no final de ano. A região estava bastante cheia quando o fogo começou.

As ruas ao redor, que também têm inúmeros comércios de tecido, estão fechadas para circulação.

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João de Deus aparece pela 1ª vez em Abadiânia após denúncias de abuso

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Escândalo sobre as acusações de crimes sexuais supostamente cometidos pelo médium divide opiniões no município de aproximadamente 12 mil habitantes

João de Deus: pela primeira vez depois das denúncias de crimes sexuais, o médium goiano apareceu hoje (12), por volta das 9h30 na Casa Dom Inácio de Loyola (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Pela primeira vez depois das denúncias de crimes sexuais, o médium goiano João Teixeira de Faria, o João de Deus, apareceu hoje (12), por volta das 9h30 na Casa Dom Inácio de Loyola, em Abadiânia, Goiás. Ele ficou pouco mais de 10 minutos no local e disse que “não tinha condições de trabalhar”. As primeiras informações sobre os abusos foram divulgadas há cinco dias.

A chegada do médium de 76 anos foi tumultuada e tensa. Jornalistas e admiradores o cercaram, na tentativa de ficar mais perto do médium. Um grupo de pessoas vestidas de branco fez uma espécie de cordão de isolamento.

O escândalo sobre as acusações de crimes sexuais supostamente cometidos pelo médium goiano divide opiniões no município de aproximadamente 12 mil habitantes, a cerca de 110 quilômetros de Brasília. Na cidade, João de Deus fundou seu centro de atendimento em 1976.

Diversas personalidades artísticas e políticas já passaram pelo centro do médium. “É fato que ele [João de Deus] é responsável pela geração de aproximadamente 1,2 mil vagas de trabalho no município”, reconheceu o prefeito José Diniz (PSD), ao declarar que as denúncias trazidas a público primeiramente pelo programa Conversa com Bial, da Rede Globo, e, depois, pelo Ministério Público de Goiás (MP-GO), chocaram a toda a cidade.

“Ficamos todos muito preocupados com a notícia”, acrescentou o prefeito, referindo-se aos potenciais prejuízos econômicos que a ameaça do MP estadual pode trazer à cidade caso se concretize.

De acordo com MP-GO, 206 mulheres relataram, até essa terça-feira, denúncias de abuso sexual contra o médiu João de Deus. O Ministério Público de São Paulo criou uma força-tarefa com seis promotores e uma equipe de apoio para apurar as denúncias.

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