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Alta de CO2 tem um impacto invisível sobre o alimento nosso de cada dia

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Estudo de Harvard associa maior concentração do gás a menor valor nutricional de alimentos como arroz e trigo, uma ameaça à saúde de bilhões de pessoas

São Paulo – Embora as mudanças climáticas prejudiquem a produção de alimentos através de fenômenos extremos, como secas e inundações, um novo estudo alerta para um impacto invisível na dieta das pessoas.

O aumento dos níveis de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera, principal “culpado” do aquecimento global, reduz as proteínas e nutrientes de culturas alimentares básicas, como arroz e trigo, uma mudança que pode colocar em risco a saúde de bilhões de pessoas, diz a pesquisa publicada nesta semana na revista Nature Climate Change.

A cada ano, atividades humanas como a queima de combustíveis fósseis e desmatamento produzem mais CO2 do que os processos naturais podem absorver. Isso significa que o valor líquido de desse gás nunca diminui. Pior: segue subindo.

Nos últimos 10 anos, a quantidade de CO2 na atmosfera tem aumentado, em média, 2 partes por milhão por ano. Em 2016, os níveis globais do gás atingiram o recorde de 403,3 partes por milhão (ppm). Até o final do século, os cientistas estimam que eles ultrapassarão a marca de 550 ppm.

A equipe internacional de cientistas concluiu que alimentos cultivados sob a concentração de CO2 que é esperada para o fim deste século terão um valor nutricional mais baixo que os produzidos atualmente.

Ao afetar culturas básicas, como o arroz e o trigo, esse fenômeno poderia levar 175 milhões de pessoas (2% da população global) à deficiência em zinco e 122 milhões de pessoas à deficiência em proteína nos próximos 30 anos, aponta a pesquisa liderada pela Escola de Saúde Pública de Harvard, nos Estados Unidos.

O estudo também descobriu que mais de 1 bilhão de mulheres e crianças podem perder uma grande quantidade de sua ingestão de ferro, o que as colocaria em maior risco de desenvolver anemia e outras doenças.

A principal teoria do estudo é que o dióxido de carbono faz as plantas crescerem mais rapidamente e, assim, criarem menos nutrientes.

Os mais afetados pela “fome oculta” da desnutrição serão os que menos contribuem para a alta das emissões de CO2 — os países mais pobres, em especial na região do Pacífico Ocidental e no Sudeste Asiático. A ingestão insuficiente de vitaminas, minerais e nutrientes debilita o sistema imunológico das pessoas, o que aumenta a mortalidade, principalmente entre crianças.

Atualmente, estima-se que mais de 2 bilhões de pessoas em todo o mundo sejam deficientes em um ou mais nutrientes. Em geral, ressalta a pesquisa, os seres humanos tendem a obter a maioria dos principais nutrientes a partir das plantas: 63% da proteína da dieta humana vem de fontes vegetais, bem como 81% do ferro e 68% do zinco.

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Ciência

Aranha descoberta na Colômbia recebe nome de vilões de Star Wars

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As aranhas de patas calvas, consideradas as mais enigmáticas da ordem das migalomorfas, constituem uma família de apenas 11 espécies

Aranha “Stormtropis”: nome vem dos stormtroopers, os soldados do Império da saga “Star Wars” (Edgar Su/Reuters)

Washington – Uma equipe de cientistas encontrou um novo gênero de aranha na Colômbia e o batizou de “Stormtropis”, em homenagem aos stormtroopers, os soldados do Império da saga “Star Wars”, segundo informou um estudo publicado na revista científica “ZooKeys” nesta quinta-feira (14).

Apesar de existir nas regiões norte e central da América do Sul, a presença das aranhas de patas calvas na Colômbia nunca tinha sido confirmada até a pesquisa de Carlos Perafán e Fernando Pérez-Miles, da Universidade da República do Uruguai, e de William Galvis, da Universidade Nacional da Colômbia, que encontraram seis espécies não conhecidas no país.

Quatro delas não se encaixam em nenhum gênero existente e os especialistas decidiram então chamá-lo de “Stormtropis”.

As aranhas de patas calvas, consideradas as mais enigmáticas da ordem das migalomorfas, constituem uma família de apenas 11 espécies, todas elas parecidas e de tamanhos entre pequeno e médio, cuja classificação tinha sido tema de debate durante muito tempo.

Por serem muito semelhantes entre si e pela capacidade de camuflagem, os cientistas escolheram homenagear os soldados do Império da saga “Star Wars”.

Uma das caraterísticas mais importantes destas aranhas (da família Paratropididae) é a sua capacidade de aderir partículas de terra à pele, o que faz com que ela se confunda com o ambiente.

“Os stormtroppers são soldados da maior força terrestre do Império galáctico. Estes soldados são muito parecidos uns com os outros, com alguma capacidade de camuflagem, mas com movimentos poucos habilidosos, como este novo grupo de aranhas”, argumentaram os pesquisadores no artigo.

Uma das novas espécies, a Stormtropis muisca, tem os maiores registros de altitude para esta família, já que foi detectada a uma altura de pelo menos 3.400 metros nos Andes centrais.

Uma das descobertas mais interessantes a respeito desta aranha é que em vários casos elas se escondem nas paredes de barrancos e na terra, um tipo de comportamento que até agora não tinha sido notado e que sugere uma adaptação secundária na intenção destes animais em explorar outro tipo de habitat.

De acordo com os especialistas, as aranhas de patas calvas estão presentes não apenas na Colômbia, mas tendem a ser bastante comuns também em outros países.

Fonte Exame

 

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Brasil fecha acordo para atividades americanas na base de Alcântara

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Plano, será assinado durante visita do presidente Jair Bolsonaro aos EUA, entre 17 e 19 de março

Base de Alcântara, no Maranhão (VEJA.com/Divulgação)

Os governos do Brasil e dos Estados Unidos concluíram um novo acordo para uso comercial pelos americanos da base de Alcântara, a ser assinado durante a visita oficial do presidente Jair Bolsonaro, entre os dias 17 e 19 deste mês, disseram fontes do Itamaraty.

O novo Acordo de Salvaguardas Tecnológicas permitirá que os americanos usem a base -considerada uma das melhores localizações do mundo para lançamento de foguetes – para seu programa espacial, em troca de pagamento pelo uso. O Brasil, no entanto, não terá direito de acesso à tecnologia usada pelos Estados Unidos em mísseis, foguetes, artefatos e satélites, como o governo brasileiro chegou a requerer.

No entanto, o novo acordo retira a segregação de uma área da base, como estava prevista no texto inicial, negociado em 2000, em que apenas os norte-americanos teriam acesso. A nova proposta delimita uma área de acesso restrito, mas não impede a entrada de brasileiros.

Localizada na altura do Equador, a base de Alcântara, pela sua posição geográfica, queima 30 por cento menos combustível nos lançamentos e os foguetes podem carregar mais peso.

Essa não é a primeira tentativa do governo brasileiro usar a base para captar recursos ou tecnologia. A primeira tentativa foi feita em 2000, mas o acordo assinado pelo governo de Fernando Henrique Cardoso foi rejeitado pelo Congresso por dar controle total de uma área da base aos americanos.

Durante o governo de Luiz Inácio Lula da Silva um acordo de operação conjunta e transferência de tecnologia foi assinado com a Ucrânia, em que o país europeu desenvolveria o veículo lançador de satélite que o Brasil ajudaria a financiar.

O acordo foi denunciado – um jargão diplomático que significa rompimento unilateral – pelo Brasil em 2012, depois de o governo brasileiro já ter investido mais de 400 milhões de reais sem que a Ucrânia tivesse colocado sua parte e nem desenvolvido os foguetes. A disputa entre os dois países ainda continua, já que a Ucrânia não aceitou o rompimento do acordo.

Fonte Veja

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Ciência

Meta de reduzir efeitos de produtos químicos não será alcançada, diz ONU

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O alerta foi feito durante a 4ª Assembleia das Nações Unidas para o Meio Ambiente (UNEA)

Poluição: a Índia gera 5,6 milhões de toneladas de resíduos plásticos por ano (Francis Mascarenhas/Reuters)

Os países não conseguirão alcançar o objetivo de reduzir, até 2020, os impactos adversos que o uso de produtos químicos causam ao meio ambiente. O alerta foi feito durante a 4ª Assembleia das Nações Unidas para o Meio Ambiente (UNEA), evento que começou hoje (11), em Nairóbi, no Quênia.

Segundo o estudo Perspectivas dos Produtos Químicos a Nível Mundial, preparado pela ONU Meio Ambiente ao longo dos últimos três anos, por meio de um processo que envolveu mais de 400 cientistas e especialistas de todo o mundo, “é urgente a adoção de medidas contra a poluição química”. Sobretudo diante da expectativa de que a produção mundial destas substâncias continue aumentando.

“O objetivo global de minimizar os efeitos adversos e os resíduos de produtos químicos não será alcançado em 2020”, sustenta o estudo, sugerindo que há alternativas para minimizar os prejuízos ao meio ambiente e à saúde humana, mas que é necessário adotar “medidas mais ambiciosas, em todo o mundo, com urgência”.

A meta de reduzir “ao mínimo” os efeitos adversos dos produtos químicos a nível global foi acordada em 2002, durante a Cúpula Mundial sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+10, que aconteceu em Johannesburgo, África do Sul. Quatro anos depois, com a definição, por diversos países, do Enfoque Estratégico para a Gestão de Produtos Químicos a Nível Internacional (do inglês, Saicm), definiu-se uma estratégia da ação global para tentar reduzir o impacto da produção e do consumo de substâncias químicas poluentes.

Prioridades

Os especialistas alertam que produtos químicos perigosos e contaminantes seguem sendo liberados em grande quantidades, acumulando-se e ameaçando às integridade das pessoas e da natureza. E apontam que o crescimento de setores industriais que empregam grandes volumes de produtos químicos (como a construção civil, a agricultura e o eletrônico) potencializa os riscos, mas também oferecem “novas oportunidades de promoção ao consumo, à produção e à inovação sustentáveis”.

“Segue sendo prioritário abordar as deficiências em termos de legislação e da capacidade dos países em desenvolvimento e emergentes, para os quais os recursos [disponíveis] não se equiparam às necessidades”, sugere o estudo, no qual os especialistas destacam que este fato representa um obstáculo, mas também “oportunidades de financiamento novo e inovador”.

“Pode-se economizar uma quantidade significativa de recursos com a troca de conhecimentos sobre as ferramentas de gestão de produtos químicos e aceitando a mútua ajuda em questões como a avaliação de riscos químicos e proposição de alternativas”. Também consta da nota técnica a sugestão de que as comunidade internacional procure harmonizar os protocolos de investigação e se compartilhe as informações oficiais sobre os efeitos dos produtos para a saúde humana e o meio ambiente, buscando estimular a colaboração entre cientistas e os responsáveis por tomar decisões.

Assembleia

A expectativa da Organização das Nações Unidas é reunir, na Unea, mais de 4.700 participantes de todo o mundo. São esperados chefes de Estado, com o presidente da França, Emmanuel Macron; ministros de Estado, empresários e representantes da sociedade civil organizada. Comandada pelo ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, a delegação brasileira oficial que participará da assembleia deve chegar a Nairóbi amanhã (12). Salles discursa na quarta-feira (13), durante a abertura do plenário do segmento de alto nível da assembleia.

Com o lema “Pense no planeta, Viva simples”, a assembleia servirá de palco para a discussão de novas políticas públicas, tecnologias e soluções inovadorascapazes de proporcionar uma produção e um consumo mais sustentável. O objetivo é que os participantes assumam compromissos globais de proteção ambiental para os próximos anos, com metas mensuráveis.

Fonte Exame

 

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