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“Acadêmico” que falou com repórter alegou trabalho para universidade

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Suposto pesquisador que se apresentou à repórter Constança Rezende como Alex MacAllister telefonou pelo menos 10 vezes de 23 de janeiro a 28 de fevereiro

Ontem, Bolsonaro compartilhou um texto no Twitter com falsa acusação à jornalista Constança Rezende, do Estadão (Wikimedia Commons/Reprodução)

Rio – O suposto pesquisador que se apresentou à repórter Constança Rezende como Alex MacAllister telefonou pelo menos dez vezes de 23 de janeiro a 28 de fevereiro. O pretexto para a insistência era um suposto trabalho de pesquisa, a ser apresentado na Universidade do Texas, sobre populismo. MacAllister nunca disse à repórter que a entrevistava, nem que gravava o que falavam.

Autora de reportagens sobre o caso envolvendo Fabrício Queiroz, ex-assessor do hoje senador Flávio Bolsonaro (PSL) na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, publicadas pelo jornal O Estado de S. Paulo, a jornalista conversou diretamente com MacAllister duas vezes. Para a comunicação, ele usou o WhatsApp, pelo qual telefonou e enviou mensagens.

O primeiro contato de MacAllister com Constança ocorreu em 23 de janeiro, em telefonema. Ela não atendeu à ligação. Às 15h19, ele perguntou no WhatsApp, por escrito, em inglês: “Qual horário seria conveniente para você falar amanhã? Seria ótimo. : )” A repórter respondeu às 15h25: “Sim, desculpe. Eu estava andando na rua quando você me ligou. Quem é você? Desculpe, não entendi”.

A resposta veio às 15h51. “Sim, desculpe pela conexão ruim. Sou um estudante da UT do Texas fazendo pesquisa para um trabalho para um seminário”. Às 15h58, retomou o assunto e explicou sua “pesquisa”. Avisou que ligaria no dia seguinte, o que aconteceu. No dia 25, houve nova conversa, mais breve. Entre os assuntos, as investigações sobre o caso Queiroz, o funcionamento do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) e o papel do vice-presidente, Hamilton Mourão.

“Checar algo”

Depois, houve um hiato de 13 dias. MacAllister voltou a telefonar em 7, 8, 10 e 12 de fevereiro. A repórter não o atendeu. No período, ela enviou a ele links das suas reportagens. Em 18 de fevereiro, ele perguntou por mensagem se poderia telefonar e depois, às 12h07, dizendo que pensava no que ela dissera sobre Mourão. Em 19 de fevereiro, MacAllister telefonou às 10h14, sem sucesso. Depois, mandou mensagem, dizendo que queria “checar algo” e pedindo “um minuto livre”.

MacAllister tentou telefonar para a jornalista no dia 21, às 9h50, mas a profissional não o atendeu e depois avisou que estava ocupada. Às 11h44, nova mensagem, perguntando se ela poderia conversar. No dia 22, em nova tentativa, ele perguntou por escrito, às 10h06. “Oi. Você está livre hoje de alguma forma?” Foi ignorado.

Cinco dias depois, em 27 de fevereiro, MacAllister enviou um e-mail à jornalista. Agradeceu e mandou um resumo do que seria a sua pesquisa. No dia seguinte, ligou, mas de novo não foi atendido. Foi sua última tentativa de contato. Seu telefone, de DDI 044, do Reino Unido, não constava mais no WhatsApp nesta segunda-feira, 11.

Fonte Exame

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Mar de lama pode atingir 10 mil pessoas em três cidades de Minas Gerais

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Além de Barão de Cocais, os municípios a serem afetados pela lama são Santa Bárbara e São Gonçalo do Rio Abaixo

Placa mostra rota de fuga em Barão de Cocais
(foto: Leandro Couri/Estado de Minas)

O estudo de impacto do rompimento da barragem Sul Superior, da mineradora Vale, em Barão de Cocais (a 93 km de Belo Horizonte), aponta para a morte de moradores e “inundação generalizada de áreas rurais e urbanas” em três municípios, além de possíveis interrupções de estradas e problemas com abastecimento de água e de luz.

O estudo, que no meio técnico do setor é conhecido como “dam break”, relata ainda possibilidade de “danos estruturais em pontes e travessias importantes nos municípios atingidos”. Além de Barão de Cocais, os municípios a serem afetados pela lama são Santa Bárbara e São Gonçalo do Rio Abaixo.

Nas três cidades, a população que precisará ser retirada de casa para não ser levada pela lama ultrapassa 10 mil pessoas, sendo 6.052 em Barão de Cocais, 2.444 em São Gonçalo do Rio Abaixo e 1.700 em Santa Bárbara. O total de moradores nos três municípios é de aproximadamente 73,8 mil pessoas, sendo 32 mil em Barão de Cocais, 31 mil em Santa Bárbara e 10,8 mil em São Gonçalo do Rio Abaixo. As três cidades já passaram por simulados de evacuação.

Em Barão de Cocais, o meio-fio de algumas ruas foi pintado de laranja para indicar que será invadido pelo rejeito da Vale. Há pinturas em nove bairros, incluindo o centro e a avenida principal da cidade. O foco são áreas mais baixas, adjacentes ou às margens do Rio São João, que corta o município. A possível rota da lama fez até o fórum e uma escola municipal da cidade mudarem de lugar. A prefeitura estima que 3 mil edificações seriam atingidas.
Segundo o estudo de “dam break”, a lama também vai devastar áreas de preservação permanente “nas faixas marginais ao leito dos cursos de água”. O relatório prevê “assoreamento de cursos de água a jusante, com deposição de rejeitos no leito e planícies de inundação e possível alteração da calha principal”.

O “dam break” diz que haverá “inundação generalizada de áreas rurais e urbanas com graves potenciais de danos estruturais e perda de vidas humanas, especialmente no distrito de Socorro e nos municípios de Barão de Cocais, Santa Bárbara e São Gonçalo do Rio Abaixo”, além de “problemas relacionados ao abastecimento de água nas comunidades ribeirinhas e irrigação nas regiões abastecidas”, com “possíveis interrupções nos acessos locais de terra, rodovias, linha de transmissão e fornecimento de energia”.

Nos distritos de Socorro, Tabuleiro e Piteira, os três próximos à barragem, cerca de 450 pessoas já foram retiradas de suas casas. O estudo diz também que ocorrerá “alteração ou remoção da camada vegetal e do hábitat, remoção do solo de cobertura, deposição de rejeitos e demais prejuízos a fauna e flora características da região”.

Histórico

A barragem Sul Superior teve nível de segurança elevado a 3, que indica risco iminente de ruptura, em 22 de março, depois que uma auditoria se negou a emitir laudo de segurança para a estrutura. No dia 13, a empresa informou às autoridades que o talude da mina da represa poderia desmoronar, ocasionando abalo sísmico que poderia fazer com que a Sul Superior se rompesse.

O estudo foi feito pela empresa Potamos, a pedido da Vale, e entregue nesta terça-feira, 21, ao Ministério Público de Minas Gerais (MP-MG), por determinação judicial, depois que a Promotoria julgou insuficiente relatório anterior de impacto fornecido pela mineradora. O MP-MG informou que o estudo foi juntado ao processo e “dará ciência do conteúdo aos órgãos de Estado para que avaliem se os planos emergenciais apresentados pela Vale em juízo estão adequados ao pior cenário possível em caso de rompimento da barragem”.

Caso não apresentasse o estudo, a Vale seria multada em R$ 300 milhões. Procurada pela reportagem, a empresa não se manifestou.

 

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Assassino de Paracatu tenta se matar no hospital, diz Polícia Civil

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Rudson Aragão Guimarães, 39 anos, fez um corte no próprio pescoço com um bisturi e foi contido por agentes, disse delegada responsável pelo caso

Hospital onde Rudson está internado: quadro estável
(foto: Carlos Vieira/CB/D.A Press)

Na manhã desta quinta-feira (23/5), o autor do massacre de Paracatu (MG), Rudson Aragão Guimarães, 39 anos, tentou tirar a própria vida, segundo disse ao Correio a delegada responsável pelo caso, Thays Regina Silva, da 2ª Delegacia Regional da cidade. Por volta das 6h, o segurança teria feito um corte no próprio pescoço com um bisturi.

Agentes da Polícia Civil que faziam a escolta dele no Hospital Municipal de Paracatu o contiveram e impediram que ele desferisse mais golpes contra si mesmo. Após a tentativa, Rudson recebeu pronto atendimento e foi medicado. Segundo informações da equipe médica, o estado de saúde dele é estável e ele não corre risco de morte.

Na noite de terça-feira, em um intervalo de menos de 15 minutos, ele aterrorizou o município mineiro a cerca de 240km do centro de Brasília, ao assassinar a ex-namorada e três fiéis reunidos em uma igreja evangélica da cidade.
Heloísa Vieira Andrade, 59, havia namorado com Rudson por cerca de sete meses. Ela foi a primeira a ser morta. A vítima estava em uma casa da família de Rudson, orando ao lado da mãe e da irmã do homicida, quando recebeu um golpe de canivete no pescoço, e morreu no sofá da sala de estar do imóvel.

O autor do massacre, Rudson Aragão Guimarães
(foto: Arquivo pessoal)

 

Antônio Rama, 67; Marilene Martins de Melo Neves, 52; e Rosângela Albernaz, 50, foram assassinadas na Igreja Batista Shalom, que fica a três quadras de distância da casa da família de Rudson. Ele arrancou uma barra de ferro do portão da igreja para invadir o templo e usou uma garrucha de calibre 36 para atirar nas vítimas. Só foi contido após ser alvejado por policiais militares.

Motivação

O homem agiu, de acordo com suspeitas da Polícia Civil local, movido pela fúria contra o pastor do templo, Evandro Rama, 37, que havia afastado Rudson da igreja há cerca de dois meses. O pastor, inclusive, era o alvo inicial do assassino, mas conseguiu escapar da morte pulando um muro da igreja. Revoltado com a fuga, Rudson abriu fogo contra os fiéis. Antônio, uma das vítimas, era o pai de Evandro.

As investigações estão a cargo da 2ª Delegacia Regional de Paracatu, que ainda não interrogou Rudson. Ele pode ser enquadrado por quatro homicídios, qualificados por motivo fútil, e uma tentativa de homicídio. A hipótese de feminicídio não está descartada.
“Há vários pontos a serem esclarecidos com relação à motivação que podem revelar novos aspectos do crime. Até o fim desta semana, nós iremos interrogá-lo. O inquérito tem prazo legal de 10 dias para ser concluído. Depois de ser liberado do hospital, ele será encaminhado ao presídio e permanecerá à disposição da Justiça”, explicou a delegada Thays Regina Silva.
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Lutador preso por homicídio postou foto da vítima em rede social

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Igor Uriel Tron Pereira Lomba, de 28 anos, é acusado de espancar um homem até a morte depois de discussão em bar

O lutador de jiu-jitsu Igor Uriel Tron Pereira Lomba , 28 anos foi preso acusado de matar um homem e postar a foto da vítima nas redes sociais – 23/05/2019 (//Divulgação)

Um lutador foi preso pela polícia carioca na tarde de quarta-feira 22 na Tijuca, Zona Norte do Rio de Janeiro, acusado de espancar um homem até a morte. Igor Uriel Tron Pereira Lomba, de 28 anos, ainda postou uma foto da vítima desacordada em uma rede social.

O homem agredido, André Luiz França Caldas, de 44 anos, chegou ao hospital com lesões no abdômen e na cabeça e não resistiu aos ferimentos, de acordo com informações da secretaria de Saúde da cidade.

Segundo a Assessoria de Comunicação da Polícia Civil do Rio de Janeiro, o crime aconteceu na madrugada de quarta após uma briga na porta de um bar. Apesar de não ter sido preso em flagrante, as postagens de Igor na internet foram usados como prova de seu envolvimento no crime.

No momento da prisão, Igor estava na porta de uma academia de lutas na Tijuca. O caso será investigado pela Delegacia de Homicídios da Capital.

Na foto expondo a vítima ensanguentada, publicada em uma conta privada no Instagram, Lomba escreveu: “Tenta aí que o azar é certo, meche (sic) com quem te está quieto, crav_maga”.

O lutador mantém outros perfis em redes sociais. No Facebook, onde não fez menção à agressão, Lomba diz trabalhar como segurança particular e afirma que a coisa que mais odeia é “ver covardia”.

Lomba acumula um histórico de passagens policiais. Em sua ficha, constam quatro ocorrências, três delas por violência doméstica.

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